Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Bento, o menino de um milhão de sonhos, para quem o mais importante era realizar todos os outros.

Sou uma metamorfose. Não sei quando essa evolução começou, nem quando terminará; só sei que sou.

Para uns, um excesso de ousadia é coragem; para outros, um excesso de coragem é ousadia. Talvez seja sobre isso: ser ousadamente corajoso ou corajosamente ousado.

Quando o ser humano foge da compreensão, aí ele está se compreendendo e percebe o risco disso.

O melhor remédio para a vida, às vezes, é ignorá-la. Como? Isso é pessoal; cada um deve saber o seu modo.

Às vezes só queria acordar à tarde, com o pôr do sol, um pouco de melancolia, café e um livro.

Todos nós somos influenciáveis; um influenciador só influencia porque um dia foi influenciado.

Sua coragem não o tornará imune à sanha dos covardes: estes apenas mudarão de tática. Mas como os dois lados nunca usam as mesmas armas, a coragem precisará ser redobrada e a vigilância também.

Tão fascinados por ver a Lua de tão perto e a Terra de tão longe, e diante da imensidão da galáxia, descobriram que eram muito pequenos — ou quase nada.




Artemis II

⁠Prefiro viver como um corajoso louco que um prudente covarde.

⁠O Imediato não serve ao futuro!

⁠Uma mente criativa só precisa de conhecimento para tornar qualquer coisa possível.

⁠⁠As três chaves de ouro

Chaves costumam abrir abrir somente uma porta, porém há algumas chaves que podem abrir centenas de portas. Essas chaves têm os nomes de: "SABEDORIA", "HUMILDADE" e "PERSISTÊNCIA".

A sabedoria não é saber tudo, pelo contrário... É saber que quanto mais se sabe, mais ainda temos a aprender. É saber que o conhecimento é como a água, pois flui por ambos os lados e passa por onde existe um caminho. É reconhecer que podemos ser "mestres" em algo, mesmo assim um "iniciante" acabar nos ensinando algo. É ter a mente experta, o olhar tranquilo, mas com a visão aguçada, assim podemos deixar a soberba da posição ou status que ocupamos não nos atrapalharem na hora que precisemos identificar um novo aprendizado. Em resumo, sabedoria não é ter informação, mas saber captar, utilizar e repassar informações de maneira eficiente. Você pode saber pouco sobre algo, mas fazer incríveis coisas com o pouco que sabe.

Humildade não é somente sobre condições socioeconômicas, mas justamente sobre a nobreza do espírito de um ser. Podemos ser e agir de determinada maneira, termos mossos paradigmas ou veredictos, porém devemos também sermos capazes de ver e entender que os outros também os têm, e que essas filosofias de vida podem ser diferentes do que temos como certo ou errado. Ter essa humildade nos torna maleáveis, adaptáveis e "evoluíveis".

A persistência ou perseverança, por sua vez, são totalmente diferentes do que podemos chamar de "insistência". Pois enquanto o insistente não desiste em aplicar a mesma fórmula e mesmas forças nas buscas de um determinado resultado, o persistente tenta de uma forma, analisa seus resultados, estuda mais a respeito, observa quem tem resultados melhores, se ajusta em suas fórmulas e adequa suas forças para tentar novamente. O que eles realmente têm em comum é apenas a vontade de alcançar o resultado, mas suas condutas são totalmente diferentes. O insistente é rígido, pouco maleável e muitas vezes arrogante, mas o persistente é calmo, preciso, maleável e muitas vezes humilde e ensinável.

Essas são as três chaves de ouro para abrirmos infinitas portas em nossos mundos. Não somos perfeitos e nunca seremos, mas seremos sempre nossas melhores versões se escolhermos ter o aperfeiçoamento pessoal como filosofia de vida.

⁠Amor, amor ,amor... Quem terá inventado o amor?

Seria falta do que fazer?
Era pra ser algo simples, mas tava de mal humor e resolveu ferrar com as vítimas do cupido.

Se você não ama é um solitário pressionado pela sociedade, mas se ama é um bem sucedido pressionado pela mente.

E olha... Sua mente não mente, já essa gente.

Deveria ser simples, mas até entendo a complicação. Somos complicados por natureza, mas isso nós somos sozinhos, imagina em dupla.

Talvez a chave pra algo assim funcionar seja a aceitação, pois é sobre aceitar que temos diferenças e que devemos respeitar isso um no outro. Saber impor e manter nossos ideais, mas também de ser flexível uma vez ou outra com a outra parte, afinal, se ambos fizerem o mesmo, ambos estarão se doando e se entendendo.

Humpf... A verdade é que me parece complicado demais isso tudo. Escrevo de mente vazia e coração aberto, divagando sobre isso na esperança de ter alguma epifania que guie minhas decisões agora.

Só quero nosso bem, juntos ou separados, quero o melhor pra nós.

Quanto a esse que criou o amor, espero que ame e veja o que disseminou pelo mundo.

⁠Às vezes, o impossível acontece a partir de um simples começar.

A desumanidade
A desumanidade raramente se apresenta de forma explícita. Ela não chega anunciando a si mesma como crueldade ou indiferença. Pelo contrário, muitas vezes se disfarça de normalidade — de rotina, de interesse legítimo, de prioridade inevitável. É nesse terreno silencioso que ela se instala: quando vidas humanas passam a ser tratadas como números, quando tragédias se tornam apenas mais um evento no fluxo contínuo de informações, quando o sofrimento do outro perde densidade por não nos afetar diretamente.
Grande parte dessa desumanização nasce de interesses próprios e egoístas que operam em diferentes escalas. No nível individual, manifesta-se como autopreservação excessiva, como a tendência de priorizar o próprio conforto emocional em detrimento da empatia. No nível coletivo, aparece em sistemas políticos, econômicos e midiáticos que, mesmo sem intenção explícita, acabam reduzindo a complexidade humana a abstrações gerenciáveis. Assim, o que deveria ser intolerável torna-se apenas mais um dado assimilado.
Há também um mecanismo psicológico profundo: a fragmentação da responsabilidade. Quando muitos estão envolvidos — direta ou indiretamente —, a sensação de culpa se dilui. O resultado é um cenário em que ações com consequências devastadoras podem ocorrer sem que ninguém, individualmente, se sinta plenamente responsável. Essa dissociação permite que pessoas que também possuem famílias, afetos e histórias ajam ou consintam com realidades que negam exatamente esses mesmos valores nos outros.
O problema não é apenas moral, mas estrutural. Ainda operamos como partes isoladas, competindo por recursos, reconhecimento e poder, como se a sobrevivência fosse um jogo de soma zero. Nesse modelo, o outro facilmente se transforma em obstáculo, estatística ou abstração. A empatia, que deveria ser um princípio organizador, torna-se circunstancial.
Superar isso exige mais do que boa intenção. Exige uma mudança de paradigma: reconhecer que a separação entre “nós” e “eles” é, em grande medida, uma construção. Biologicamente, socialmente e até ecologicamente, já somos interdependentes. A ideia de humanidade como um único organismo não é apenas uma metáfora idealista — é uma descrição mais fiel da realidade do que a lógica fragmentada que ainda predomina.
Viver como um único organismo implica internalizar que o sofrimento em qualquer parte desse sistema é, de alguma forma, um dano ao todo. Significa substituir a indiferença pela responsabilidade compartilhada, e o interesse egoísta por uma consciência ampliada de pertencimento.
Ainda estamos longe disso. Mas o simples fato de reconhecer a desumanização — de se incomodar com ela — já é um sinal de que esse caminho existe. A transformação começa exatamente nesse ponto: quando nos recusamos a aceitar como normal aquilo que diminui o valor da vida humana.
08/04/2026 - Reflexão sobre o evento ocorrido no dia 28 de fevereiro de 2026, em que um bombardeio atingiu a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh em Minab, no sul do Irã.

A democracia brasileira é corrupta em todos os poderes, funcionando sob a eterna "lei" de para os amigos tudo, para os inimigos a lei.

Luiz Felipe Pondé
Irã dos aiatolás é um país agressivo que interfere nos Estados à sua volta. Folha de S.Paulo, 5 abr. 2026.
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Vivemos numa guerra insana na qual insistem em nos transformar em mastros de bandeiras alheias, e cobrar-nos lutar em trincheiras que não são nossas.

A liberdade é abstrata, enquanto o prazer é concreto. Daí de sempre sair vencedor se não houver a ética a lhe servir de freio.

Quando o medo é o motorista, a estrada sempre o levará em direção ao abismo.