Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Porque preferimos chorar com os que choram do que se alegrar com os que se alegram?
Por uma simples razão, o ego quando curva-se solicitamente ao "auxilo" do necessitado ele carregada subjetivamente consigo o sentimento de superioridade, mais quando se dispõem a elevar-se para se unir com os que celebram ele reconhece a sua inferioridade ou a sua semelhança e nisto jaz o inicio da sua ruína.
Enquanto perdurar a arbitrariedade e a presunção de domesticar a Suprema Realidade, a religião em todas as suas manifestações gerara náuseas em minha alma.
Sou como um barco que margeia as fronteiras do desconhecido, sem se preocupar com os intempéries do porvir.
Quando se vê o circo desprovido de pão, conclui-se que esse sistema criado pelos antigos romanos foi aperfeiçoado no Brasil, haja vista que para tudo damos um jeitinho brasileiro. Viva a brasilidade!
Sou grato por compreender que o que macula o homem não é o ambiente circunstante, mas a mente que o interpreta profanamente, e o que contamina não é o que entra pelas vias sensoriais e sim o que sai, pois o que emitimos procede da ambiência do coração.
Na espontaneidade surge o espetáculo extasiante do amor, mas a presunção em oficializar o mesmo, por meio de ritos, fóruns e documentos, ofusca o encanto, desvanece a mística e principia o divórcio.
Enquanto existir fronteiras territoriais e psíquicas e o homem não enxergar no próximo uma extensão de si mesmo haverá fome.
O homem que atingiu o ápice da consciência, livra-se das influências zodiacais e seu mapa astral torna-se desconhecido. Não existem previsões para homens de tal estirpe, pois seu caminhar é único, isento de condicionamentos de qualquer natureza
No momento que a humanidade substituir as vias religiosas pelo Caminho do amor, Deus deixará de ser uma crença e passará a ser uma experiência.
Mudanças programadas são irreais
Os dias, os meses e os anos, assim como tudo que é ilusório se finda, porém o real permanece. A mente restrita pela temporalidade limita-se aos marcos cronológicos; deseja o novo na perspectiva de transcender o velho, sobretudo quando este, traz consigo cicatrizes, memórias e experiências desconfortantes. Porém todos que aguardam uma ocasião para mudar não mudam, pois toda mudança programada é irreal, fantasiosa e fantasmagórica. A mudança é um fenômeno do presente, é atemporal não ocorre com hora marcada ou preestabelecida. Assim sendo nunca espere um momento para se despir da velha roupagem, uma ocasião para o abandono de hábitos não edificantes, uma estação para evoluir, uma era para ser uma nova criatura. Pelo contrário, experiencie o "agora", pois este é o "momento" fora do momento sobremodo oportuno para mudanças de qualquer natureza.
As tradições herdadas sem o crivo do discernimento, as crenças adotadas sem a elucidação da consciência e os sistemas absorvidos sem o filtro do Amor, é a receita básica para a zumbificação do ser.
O verdadeiro beijo não se pede. E não se dá. Rouba-se.
Rouba-se ao tempo, ao infinito, à eternidade. Rouba-se ao olhar cúmplice que tenta esconder o grito sôfrego das palavras mudas. Rouba-se para se dar. Dá-se roubado a pedido.
Há coisas que dão. Há coisas que se pedem. Há coisas que se dão sem pedir ou se pedem sem dar. Há coisas que se emprestam, que se ganham, perdem ou desvanecem. E há as coisas que devem ser roubadas. Como o beijo.
Um beijo é um beijo. O beijo é tão melhor quanto mais criminoso e pecador for o seu beijar.
O verdadeiro beijo não se pede. E não se dá. Rouba-se.
Rouba-se ao tempo, ao infinito, à eternidade. Rouba-se ao olhar cúmplice que tenta esconder o grito sôfrego das palavras mudas. Rouba-se para se dar. Dá-se roubado a pedido.
Depois resgata-se à memória para nos lembrar que de todos os beijos, um foi especial: a explosão de uma galáxia, o solstício de Inverno, um Farol que dá esperança a uma embarcação.
O beijo é a recompensa de um crime tão egoísta como legítimo: o de querer todo o tempo do mundo num instante, e o infinito num gesto súbito.
O beijo, o verdadeiro beijo, não é o primeiro. Nem o último. É aquele cuja memória nos despenteia a pele, quando todos os outros parecem iguais.
É uma fraude que um amigo não deixe de ser o que quer parecer, para ser o que outro amigo precisa que ele seja.
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