Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
CÁCERES DA SAUDADE
A saudade cárcereira
que instigou minha paixão
atiça os sonhos como feira
esse cubículo é uma asneira
apedrejando meu coração.
Cavalga sobre a vontade
arco e flecha, meu avexo
trepida o amanhecer
sem direito ao espairecer
do segredo e do confesso.
A saudade enclausurada
fisga-me em quatro paredes
no meu peito ela faz cáceres
do sonhos uma ampla rede
do meu futuro, grande cede.
Estou dentro, estou fora
desse mundo emparedado
viajando por todas as horas
esse quadro me apavora
pelo amor teleportado.
Antonio Montes
A morte em vida
Vejo ao meu redor
Almas sedentas que vagam em cemitério infértil
Que ninguém rega o terreno endométrio
Gerador de novas vidas, tanto na Terra como no céu
Almas ressequidas pela robusta ignorância
Onde estão em si mortas
Apesar de semivivas
Não conhecem a vida
Apenas sobrevivem
Feliz são as prosopopéicas vidas que as assistem
Felizes aqueles que são homenageados
Sem a consciência de estarem
Sem o orgulho para seus egos se elevarem
A vida é assim
Dá-se vida aos mortos
E mata os vivos, outrossim
No cemitério da ignorância
Morrem para dar frutos
E dão vidas aos que perderam a consciência de tudo
PRESENTE PEIA
Morderam a fruta
e jogaram a culpa da mordida
e dos pecados da vida,
na frigida serpente.
Hoje a condenação do pecado
rasteja e serpenteia o sentimento...
Essa gente, que não sabe o que sente
esse efeito essas serpentes,
esse povo que se fazem de inocente.
... Inocentes da verdade
todavia moram na saudade
de um tempo, distante ausente
... E vivem para o futuro
com a peia no presente.
Antonio Montes
Para um diálogo ter alcance amplo, 90% do nosso trabalho deve se focar em não falar besteiras, não menosprezar, não ofender. Uma vez já trabalhados esses moldes, podemos dedicar os 10% da energia que restam à divertida tarefa de afirmar ideias.
05/06/2018
Bom dia gentiiiii...
Hora de levantar, dia frio começa com café quente e muita vontade de viver!
Viver com gratidão!
Graças de montão!
Alegria e harmônia sempre haverá de ser o bordão!
Junho já começa a mostrar suas garrinhas,
primeiro manda uma chuvinha,
depois um ventinho de leve
e quando se percebe já toma o espaço todo com neblina/cerração
(tem diferença entre elas? ...reportagens se esbaldam em mostrar isso!).
Pois é quando se dá conta o chuveiro não esquenta,
as blusas pedem reforço,
cobertas demoram esquentar,
sem falar na gama indigesta de intrusos que vem retornando:
resfriado, gripe, falta de ar, rinite, etc.
Além de manter vigília de outros controlados por vacina que ainda rondam o pedaço.
Mas é assim que caminha a humanidade:
driblando obstáculos, contornando dificuldades e de um jeito ou de outro,
acaba chegando no objetivo desejado.
"E hoje não deixa de ser diferente e mais um passo
rumo aos nossos objetivos e realizações,
que seja um dia diferenciado, plenamento vivido
em graças e amor....
é que te desejo de coração para coração!!!"
A relação de conversão entre “benefícios recebidos” vs. “colaborações necessárias a eles” antecede toda ideologia.
No labirinto dos meus desejos, o cumprimento do dever sempre se revelou a saída mais eficiente. Talvez, a única existente. E teria sido também a mais simples, se não fossem as mentiras que eu insisti em contar para mim mesmo.
A sabedoria...
Crescia enquanto,
não sabia de nada,
Morria quando achava...
Que sabia de tudo.
Antonio Montes
BOM DIA
Fazer mágica nos encanta, surpreende
parece que o autor foge da realidade quando manipula seus instrumentos,
como varinha mágica que transforma tudo em que toca;
nos remete a um mundo diferente em que tudo foge do usual e compreensível.
Dá margens à imaginação
desperta curiosidade
forçando entendimento
e desejando que tudo aquilo seja mais que mágia.
Porém a grande mágia da vida está em cada um de nós,
coraçõezinhos lindos e maravilhosos
que palpitam e vibram
ante fatos e atos bonitos de se ver.
Criatura encantada e fascinante deste imenso mundo de meu Deus,
sua mágia tem um nome todo especial e seu: "milagre"
Você é o milagre deste lindo dia e amanhecer que com certeza trará alegria e satisfação de viver
à todos que encontrar ao longo do seu caminho!
SEU CORPO
Seu corpo é asas que vagueia
e voa abanando o meu querer
expele no tempo e me tonteia
a ginga e o feromonio de você.
Ao bailar sobre a calçada
em passadas e seu balançar
meu peito se queima em brasa
com a vontade de te amar.
Você se vai, se manda, some
deixa-me solto em meu pensar
noite em sonho, sou um homem
falecido, por esse seu vagar.
O sol rasga o tenso escuro
iluminando, alegre amanhecer
e eu acordo, sonhando no mundo
sonhos que me arrastam a você.
Antonio Montes
MEU SANTO
Valei-me, teime meu santo
com o fulgor d'essa quermessa
me valha aqui no meu canto
enquanto eu faço a promessa.
Não me deixe partir a míngua
eu não quero tomar na testa
dei canseira com minha vinga
no vingar que a mim não presta.
Valei-me teime, meu santo... Com
quebranto que alguém me deu,
estou vivendo em desencanto
com encanto que nunca foi meu.
Valei-me teime meu santo!
Com os santos todos impedido
o planeta aqui, é um canto
que se dá bem, quem é bandido.
Vou partir do jeito que vim
voar para onde não há nada
pois nesse mundo por aqui
tudo é um conto de fada.
Antonio montes
Bom dia, benvindo Setembro!
Sempre bom
comemorar cada etapa do ano,
como marca de vida,
vislumbrar como quem mira paisagem,
dos momentos difíceis passados,
sorrir agradecidos
e reafirmar propósitos de continuar firmes e sólidos
na caminhada da vida, seja ela
em passos lentos, corridos, cavalgados, saltados
mas seguir,
seguir sempre pra frente e para o alto,
como quem busca o pote de ouro na base do arco-iris.
Depois, respirar lenta e profundamente
para desatar nós e ligar-se ao que nos eleva,
estimula e acrescenta valores.
Que venha setembro de flores, cores, sabores...
somos todos, atores formadores da ciranda de bem e de amores.
P'RA ONDE VAI
Já sedo em hora marcada
bate o tempo em badaladas
coletivo subacada
barriga desmoronada
com seguimento da jornada.
Lá vai a vida...
Parar na fila, na firma
a digital, registro do casco
a marca do caos...
O plano do mês
no rumo do nada.
É comer na hora certa
é a conta p'ra pagar
os anos uma peteca
... Desenganos a surrar.
A noite, o voltar...
Já é tempo de dormir
esperança no sonhar
o sono deitar no olhar.
Os anos cadê?
O tempo comeu...
Amanhã quem sabe?
Aonde vive você,
e aonde estará eu.
Antonio montes
FEITOS TORPOS
Aonde estão os seres presos,
por essas paredes, expressas atrás,
desses labirintos de muros?!
Onde no reboca de vida...
O que restou, foi apenas furos de
um tempo mal tramado, os quais
passaram por uma peneira de medir
gostos, amargos e mal amados.
Sobre as margens dos seus caminhos
o que sobrou para esses seres
foram bases de sentimentos, e mourões
infectado com noites escuras,escuras
como se fossem, arrependimentos
de pensamentos logrados e horizontes
esmagados por leis de seres em desvio
e atos desviados.
Nos rascunhos das paredes consta:
Expressão de tristeza
desesperos de gritos
brado de angustia,
até mesmo as vezes de delírios,
sobre suas secas cedes de voar...
Voar, nas cores do futuro, as quais d'elas
consta apenas as hastes cheias de espinhos
de esperança, mal florescida.
Não contem redes de dormir
na contra partida, sobram-lhes a
lamina fria de pedras duras e pontiagudas.
Ainda outra noite como lembranças
de crianças, esboçaram apenas
os soluços, misturados aos choros abafados,
junto ao tremor de vidas sentidas.
Ainda sonhos com seus amores
mas, ao acordar, se deparam com o
labor dos feitos torpos, dos atos
mesquinhos, agora transformados
em aborto.
Antonio Montes
A GRAÇA DA CAUSA
As causas que me causam causas
casa sem ter casa
voa sem ter asas
mesmo confinada, vaga,
Vaga por todas as vagas, vagas
... Vagam como passadas de boiadas
que corre pelos campos
e pelas águas, nada.
Voam pela chuva, pela garoa
pelas margens das estradas
pelo leito da canoa
voa que voa, voa de boa,
voa pela vida a toa.
Essas causas causam fogo
fazem brasas e quando abraça
o batom muda de tom
botam as caras na praça
tonteia, amassa e a massa
beberica cachaça e no pega-pega,
se agacha, se arrasta de graça
com sua graça, sem raça.
Antonio Montes
O tempo e o vento
passam,
disfarçadamente
discretamente
ousadamente
distraidamente....
quando se vê já se Quintaneou (alusão à Quintana, 666)
a uns levam, à outros deixa-se levar
a uns música, à outros desleixo
seja qual for seu tempo e vento,
agarre-se a um e monte-se no outro,
cuidado para não errar pois,
há tempo para montar e há também para deixar-se levar.
Tem tempos que o tempo não admite vacilos, cochilos.
Ao fazer faça o melhor...com estilo!
No inicio do ano, pensava... ah, quando setembro chegar,
setembro chegou afff...
(será que veio a tempo ou a vento?)
agora o jeito é não apenas pensar, mas já começar planejar
no tempo e vento que virá com 2018.
Meus desejo para 2018:
"Que bons ventos te tragam
e te tenham no tempo certo e ligeiro,
sempre linda e no charme que sempre te destacou e conduziu"
Bom dia
Tempestivo, tempestuoso, emoções vibrantes
gestos delirantes, amores encantantes,
para quebrar a rotina,
enobrecer a sina,
só que sabe...faz e ensina!
Não há o que procrastine ou provoque mal querer
ante a vibração e afirmação da energia
que gira e vibra
quando se coordena:
Saber, querer e realizar.
O mundo se curva, respeita e venera
a coordenação destas vertentes que surgem como pilares
para sustentar passos,
suportar edificações
e nortear horizontes prontos a serem alcançados
e neles poder registra seu selo e emblema:
"Venci!"
ROTULO
Não vamos rotular as rotas
as portas, flechas e as diferenças...
Os jogos de dados
os choros das crenças,
os sonhos os sonhadores
as asas da vida a forma da penitencias
e as cascas das nossas feridas.
Porque rotular o que é seu...
se nunca sei de verdade,
o que um dia será meu!
Não vamos rotular os caminhos...
Os ninhos o alinhavos e os cravos
... Os pergaminhos as dividas, as divisas
as partidas e as tensas recompensas
O show que não vingou
os trames da canção de uma vida
os órgãos amputado d'aquele amor.
Não vamos rotular a fresta
a reta inserida no futuro
as restas de uma aresta o poço fundo
a ancora, ancorada no porto inseguro
a besta abestalhada os trilhos
vivos do nosso mundo.
Não vamos rotular o escuro
a noite densa os lírios e suas flores
o alvorecer cheio de luzes...
E os risos de seus amores
as dores de um jardim
e o manuseio em seus primores.
Antonio Montes
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