Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
ACALANTO DA NOITE
Chover sem horas
adormecer aos sonhos...
Notas dedilham um violão
uma canção, de abandono.
Braços sobre a lua
suspiro a voar na rua
as luzes se fecham ao sol
a felicidade continua.
Orvalho ao alvorecer
as flores no jardim
o choro calou a noite
o silencio surgiu no fim.
Antonio Montes
BONECA DE SONHOS
Boneca de pano
com todos esses anos
perdeu-se nas linhas
dos planos que fiz.
Você embreou-se
na maquina do mundo
se desfez em engano
como risco de giz.
Boneca de pano
em maquina de mão
cutucada com dedal
e pesponta coração.
Com linhas dobradas
e pontos do passado
a vida dourada
perdeu-se no fado.
Boneca de pano
sem planos de sonhos
deixou-me sem sono
com seu abandono.
Antonio Montes
A REDE
Que rede é aquela...
toda cheia de nó
fica quieta na dela
colhendo seu pó.
Bate o pé, bola rola
vai na dela, olhe a mão
a rede então desenrola
aos aplausos da nação.
Que rede é aquela...
que faz feliz e infeliz
com grito, lá vai ela!
e o silvo apito do juiz.
Uni o mundo e fundo
pra ver o desenrola
no mundo, todo mundo
já gritou... Olhe a bola.
Antonio Montes
Maria, Maria
Lá vai Maria...
Já soltou pandorga
saltou amarelinho
hoje, em sua correria
bate peca e pula corda
esconde as lagrimas do seu choro
almejando calmaria.
Pela tensa noite...
Chorou em silencio,
pelo propenso filho,
pela paz enganosa
e pela falsa alforria...
Maria, Maria.
Maria, Maria...
De todas as lagrimas
de todos os rios
de todas as penas
de todas as flores
Maria da noite
Maria do dia
Maria da cruz
Maria mãe de Jesus.
Varre o terreiro, lava casa
passa roupa, faz comida
passo, a passo na calçada
Maria pra baixo e pra riba.
Sentiu dor e agonia
orou pela magia
cobraram-te a verdade
velou o olhar do vigia
Maria, Maria.
Maria da cidade
Maria do pilão
Maria de todos os dias
Maria do coração.
Eu quero o cheiro do café
bacia com bolinhos fritos
quero o que Deus quiser
Maria, Maria, eu sei...
O mundo esta cheio de proscritos
mas os inocentes...
Ainda ouve os seus gritos.
Antonio montes
ARBÍTRIO
As ruas que são minhas
que são suas...
É das meninas inocentes,
dos presentes transeuntes
e dos Meninos de rua.
São ruas de calçadas
de muros altos, cercas elétricas
são ruas de muitas placas
semáforos, e câmaras para multar
ruas de gente que presta
e mentes que não presta.
Elas tem verdes nas paredes
engarrafamentos, tem sede
estrela em cada poste
espelhos pra todos os lados,
refletindo o seu embuste.
Essas ruas que são minhas
que são suas...
Nunca foram, as minhas ruas.
muito menos, as suas ruas.
Antonio Montes
MUDANÇA DE TEMPO
O tempo, mudou
... Levou o vento,
arrastou, chuva acampamento
e o sorriso do amor.
Deixou estio
pregou a seca
e acendeu a cerca
com seu pavio.
E todos os peixes
com sede de rio
ficou sem navio
e os seus queixes.
Antonio Montes
Bom dia
Hoje um novo dia começa a ser delineado
Olhando para os compromissos do dia a mente traça o caminho e planeja estratégias para alcançar objetivos. O coração fica só olhando e quando a mente divaga procurando melhores soluções para os conflitos internos, ele sorrateiramente vai lá e inverte as idas e vindas, sabe como é... não dá para entender.
Na verdade ele não inverteu nada, só colocou pitadas de carinho e amor tornando os momentos mais suaves e os desafios mais salutares.
Fala sério... dá para viver sem a inteligência aliada ao amor:?
De mim para você.
Ser voluntário é ser solidário
Em tempo de crise, é quando mais precisamos uns dos outros, para ultrapassarmos as dificuldades que enfrentamos.
Neste ano do Voluntariado, escrevi este poema, que é uma homenagem a todos aqueles, que generosamente, oferecem de si, o seu tempo e a sua atenção a ajudar os que mais precisam. Bem hajam.
O voluntário dá-se aos outros
E em troca, só espera gratidão
A dádiva vale sempre a pena
Porque é dada pelo coração
Ser voluntário é dar de nós
Bons exemplos e boa vontade
Para minorar os males alheios
E repartir com eles, felicidade
Os voluntários são mensageiros
De justiça e bem-aventurança
Eles semeiam por todo o mundo
As sementes boas da esperança
A solidão não dá felicidade
Só há felicidade partilhada
Não se pode ignorar o outro
Sozinhos, não somos nada
Não é rico, quem têm muito
Rico não é quem tem mais
A riqueza sem solidariedade
É pobre de valores espirituais
Não são santos milagreiros
Mas fazem milagres de verdade
Acreditam num mundo melhor
Pela partilha da solidariedade
O egoísmo não é virtude
De que nos possamos orgulhar
É a pobreza dos que têm muito
Mas tem tão pouco, para dar
Tudo aquilo que se desperdiça
Tudo o que não faz falta a você
Faz falta, aquele que nada tem
Não desperdice o que tem, dê
O voluntário é amigo do amigo
Ele é um amigo desinteressado
Que acredita num mundo melhor
Num mundo, por todos partilhado
RASCUNHO DA CANÇÃO
Rascunhei as curvas do nosso amor
sobre paginas de papel canção e nos desenhos...
Fiz rabiscos de ciúmes,
borrões das desconfianças...
Então esfreguei a borracha sobre as;
encrencas, os ímpetos das descrenças.
Descobri que nosso amor ficaria perfeito
se existisse coerência, adesão e paixão
e troca mutua em nossos corações.
Eu estava compenetrado em nosso rascunho
quando percebi que o nosso amor
não teria dissipado na ausência d'essas
coisas ... Foi quando uma lagrima dos
meus olhos, movida pela saudade, se
transformou em água, despencou e,
encharcou o rascunho da canção.
N'aquele momento, tudo que sobrou
foi a ótica de um grande amor.
Antonio Montes
ESSA AQUELA VIDA
Aquela historia da vida vivida
nascida no sereno, serena pequena
hoje a vida é velha, comprida ferida
as vezes tem gosto amargo de veneno.
Aquela vida todavia esta por vias
vias de fatos de atos... Baco-baco
entre tacos suspiros de tabacos
a vida passa com espirro e hiatos.
Aquela historia de vida vivida
estão lendo, tanta leitura perdida!
Aprendendo a cada dia uma vida
essa vida todavia só quer, viver a vida.
Uma vida de poema poesia
um viver um momento a cada dia...
Um sopro com muleta em primazia
as vezes um vento, em desalento leve
... Leva a farinha.
Antonio Montes
A RÉGUA
Lá vem a morte...
Em seu trem forte, não atrasa
com sopapo, com seu choque
vem moendo, vem morrendo
foiçando de sul ao norte,
não tem asas, mas arrasa.
Lá vem a morte...
Pelos campos pelas casas
arranca caretas, arranca lagrimas
espalha dor entre amores
seca espinhos , seca flores
espalha ausência e arrasa.
Mesmo sem asa ela voa
voa até a pessoa má
voa até a pessoa boa.
A morte é incerta
a na certa infecta
até mesmo a mais leve garoa.
Eu sou forte, vou lutar
mas tenho medo da morte, me levar.
Antonio Montes
COM POEMA
Assim com poema, vou por ai
desenfreado sem lado
as vezes em sopros mirrados
em outras... Em ventos largos.
Te digo, não ligo...
Se eu vir, escorregar,
e por acaso, cair no lago,
quem sabe, sob frio, molhado
farei um poema de tremer
ou até mesmo um poema
encolhido, coitado.
Mas uma coisa, te digo
mesmo que eu acenda a centelha
Entre banhos de palavras e larvas
não irei queimar minhas favas...
saborearei o mel das frases
sobre as telhas da minha casa.
Antonio Montes
ESTRIMILIQUE
Com a cangalha
sobra a galha...
Com fuxico e sem fuxico
o burrico do seu Dico
ploc, ploc
nunca deu ouvido a grito.
Leva milho
leva palha...
Na estrada com zagaia
relinchos não atrapalha
seu reboque, seu enfoque
subindo descendo
babando, tremendo
a galope, de sul ao norte.
O seu Dico, vai aos gritos...
Acreditando no feito
e os ticks fiquitiço
nem esta ai para isso
muitos menos com os grilos
de burrice do burrico.
Antonio Montes
A CAIXA
Caixa legal!...
D'água de som
de açúcar de sal...
balas e bombons.
Caixa de brita grita!
Com picareta no ar
e a careta até irrita
para a dita se quebrar.
Caixa de show, estressada
com seu eco pelos ouvidos
em grito alto por nada
pelo ar todo estendido.
Caixa d'água fria, boa
sempre à cima, gelo chuva
serenos, nuvens, garoas
caixa de encaixar pessoas.
Remexendo seus segredo
a caixa que guarda magoa
tanta draga que faz medo
fazendo furdunso n'água.
Na caixa d'água o peixe
com seus deixe e queixes
vivendo com enfeite
em mundo, com seus feites.
Caixa de macha que encaixa
na carreira do seu tempo
pela engrenagem da caixa
vai encaixando o momento.
Antonio Montes
NA GAVETA
A minha gaveta velha,
além de rígido para abrir e fechar...
ainda guarda cacos e cacarecos
e grilos que vivem a rondar.
... Peças velhas, recibo de frete
bilhetes de escrito amassado
cartas manchadas, confetes
de um eterno carnaval passado.
Grampos e bob's para cabelos
um broxe estorvando um canto
guarda também um lenço branco
que um dia, enxugou seu pranto.
Pregos, canetas, tachinhas
ate uma meia velha, vi ali,
ali só tem coisas minhas
mas tantas, que nunca vi!
Um enredo de um segredo
segredo que quis preservar
... Preservar, todavia é sedo
para um dia, em segredo chorar.
Antonio Montes
Bom dia....
Hei, desperte e levante logo, o bloco já está na rua te aguardando, é carnaval.
Carnaval só tem uma vez por ano, mas o brasileiro vive sambando o ano todo.
Deixe o povo sorrir, sambar, divertir e até se iludir... afinal já tiveram para trás um ano todinho de choros e lamentações por carências e falta de recursos para uma vida estável e tranquila.
Que os choros do passado se convertam em lágrimas de felicidade por um futuro mais promissor,
É isso, a esperança é a mola que nos impulsiona a continuar lutando com unhas e dentes para vencer e conquistar nossas realizações e ideais.
Bora lá, que o bloco já virou a esquina e a nossa fantasia ainda não está de acordo, mas deixe assim mesmo afinal.... é carnaval!!!
A LÍNGUA
Minha língua,
minha dita, me edita,
as vezes medita informal.
Minha língua sem sal
em saliva com sal... palpita,
Por bem, ou por mal.
Essa língua maldita
com sua dita edita...
Um caótico carnaval.
Antonio Montes
TINTA A PINTA
Toma a tinta, pintor e pinta
... As pintas da minha janela
colorindo-as com essa tinta
do tinteiro sempre d'ela.
Eu já perdi minha cromática
estou sem degrade e sem cor
meu amar, foi uma chibata
que cutelou o meu amor.
Agora perdi o horizonte
e sem o ramalhete do rei sol
não colorearei os montes.
Estou opaco nos rascunhos...
Rabiscos, com altos relevos
sem tato sem ar nem punho.
Antonio montes
SER POETA
Ser poeta é:
Simplificar as fazes e as estações,
amiudar os amores e as saudades,
medir o tempo e as tempestade
ouvir o medo e achar a verdade.
ser poeta é:
Pespontar as pontas e demonstrar
as verdades,
ser feliz mesmo quando as flechas
apontam para a sagacidade.
Ser poeta é:
Ter sonhos e sonhar
ser sonhador acreditar no amor
adaptar-se a vida e amar.
Antonio Montes
Carnaval... que seja bom enquanto dure.
O que realmente preocupa, quando não há controle e passa a imperar o "vale tudo", em
que o evento funciona como uma espécie de catarse coletiva com embriagues: física, mental e espiritual. E não há quarta-feira de cinzas que consiga lavar e purificar os exageros cometidos.Acho que nem um ano inteiro de penitência seria suficiente para equilibrar e voltar à florescer.
Que entre mortos e feridos todos cheguem ilesos e salvos!
Amém....amém....amém, Namastê...Arigatô...
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