Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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⁠Na calçada onde o concreto se racha,
Sob passos apressados, vejo figuras:
Mendigos, esses monumentos esculpidos pela dor e pelo abandono,
Partes da paisagem, sombras de aversas.
Estátuas esquecidas em praças que ignoramos,
Com rostos e histórias, mas nós, indiferentes,
Passamos como se o tempo não os reclamasse,
Mergulhando na rotina, nas horas lentas.
Hoje me interrogo: o que é ser visível?
A roupa que visto, o bem que acumulo,
É só camuflagem, armadura que me isola.
Sob essa fachada, frágil e cativa,
Sinto a tênue linha entre ser e não ser. Vida miserável...
Eu, que me nomeio alguém, sou apenas um rosto entre muitas máscaras,
Um nome sem significado na memória do mundo.
Se eu me apagasse, quantos chorariam a ausência?
A vida seguiria, indiferente às minhas lutas.
Um mendigo cai, e a rua devora o corpo,
Com a mesma indiferença que o ignorou em vida.
Passam as gentes, a calçada permanece,
E a vida avança, sem pausas, sem lamentos.
A invisibilidade é pena pesada;
E eu, tão próximo desse triste destino,
Percebo que o meu endereço é só um nome,
Uma casa, talvez, mas não um lar.
Fernando disse sabiamente: “Hoje não há mendigo que eu não inveje,
Só por não ser eu.” Na imensidão citadina,
Todos somos mendigos, de afeto, de memória, de um sentido,
Buscando ser vistos, mesmo que por um breve instante,
Nessa profunda solidão que é viver.

⁠O amor é livre, sem cobranças, pássaros presos em gaiolas não são felizes.

É uma linha tênue. Se me fizer atravessá-la, farei isso com um sorriso no rosto.

Meu amor, as coisas realmente importantes da vida são sempre inesperadas.

Se meu corpo não pode fugir, pelo menos minha alma pode.

Há perdas que podem não ser recuperadas, e nestas circunstancias a única escolha que nos resta é olhar para a frente, aprender com as experiências, fortalecer nossa resiliência e perscrutar as possibilidades que ali se apresentam para continuarmos nossa caminhada, mesmo com o coração dilacerado e com as feridas emocionais abertas que ainda sangram.

Soraya Rodrigues de Aragao

⁠A dor é como se fosse um agiota. A gente fica com uma dívida que nunca será paga.

Há uma grande diferença entre a solidão e a solitude: Para a solidão não há escolha.⁠

⁠Se alguém me disser que amor existe, não vou rir.
Só não vou acreditar, já me machucou tanto esse negócio de amor.
Que prefiro ignorar, qualquer sentimento por agora.
Esse negócio de dizer amanhã é outro dia.
Que as coisas mudam, a partir de agora.
Esse tal sentimento não vai me abalar mais,
vou ignorar totalmente!

⁠Se a sua felicidade incomoda a todos que te rodeiam, seja feliz em silêncio.

⁠Seja grato pelo passado, tranquilo no presente e confiante em relação ao futuro.

⁠Ninguém nunca está satisfeito no lugar onde se encontra.Somente as crianças sabem o que procuram...

⁠"Quem observa pensa, quem escreve desabafa, quem ler sobrevive e viaja de graça".

⁠Muitos gemem o que foi, todos saboreiam o que é, raros cuidam do que será.

Machado de Assis
A semana, 9 ago. 1896.

⁠"A MAIOR LUTA QUE TRAVAMOS É CONOSCO --- desde da hora que acordamos até honorário de dormir, escolhemos opções nem sempre inteligentes, as vezes por preguiça ou impaciência e essas opções nos levam a resultados desagradáveis. Por isso, melhor mesmo é colocar o racional em evidência para depois não se arrepender, mesmo sabendo que pensar ê privilegio de poucos"

⁠Assim vai a vida humana: um nada basta para complicar tudo.

Machado de Assis
Casa velha (1886).

Há coisas que se não fazem, outras que se não dizem.

Machado de Assis
Iaiá Garcia (1878).


Bom dia!
Que o renascer do amor
Impulsione tua existência
em cada novo amanhecer
guiada por luminosas estrelas
adentras teu coração
reverberas tua essência
com sublime felicidade.
@zeni.poeta

Felizes os que podem respirar, bem-aventurados os que não tossem!

Machado de Assis
Obra Completa de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, Vol. III, 1994.

Nota: Trecho do texto publicado primeiramente no jornal "Gazeta de Notícias", no Rio de Janeiro, em 31/07/1892.

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Meus olhos enxergam além da aparência, enxergam muito mais a alma e a essência!