Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Do silêncio

Somos responsáveis pelo nosso silêncio...
Se eu der minha opinião, se eu alertar alguém, se eu persuadir alguém, se eu gritar aos quatro-ventos...
Se... tudo isso aí e unas cositas mais, serei responsável de alguma maneira.
Claro, terei me implicado na situação de forma bem clara. Serei responsável pelo que falei, pelo que fiz. Minhas palavras podem voar ao vento, mas... antes de voarem, passaram pelos ouvidos de alguém, pelos olhos de alguém.
Então, penso eu, em certas situações, o melhor a fazer é manter-me passivamente passiva. Farei do silêncio minha arma de comunicação. Assim, não poderei ser responsabilizada por me manter calada. Se alguém fizer alguma bobagem... disser alguma mentira... ah! a melhor opção, pra mim, é o silêncio mortal.
Não sou eu quem vai expor esse alguém. Não, não mesmo. Não sou conivente, sei que o que esse alguém fez não está certo. Mas... não quero ter prejuízos afetivos... ops... então, não é o outro, sou eu a minha real preocupação... é só por isso que, muitas, muitas vezes, o silêncio se instala em mim.
Claro, claro... não vou sair por aí atirando com uma metralhadora honestidade o tempo todo e em todo lugar. Há vezes em que meu silêncio se faz necessário por pura cortesia. Então, sim, me esconderei atrás da cortina da boa convivência, da gentileza. Agirei virtuosamente como se estivesse a passear pelos corredores da corte... silenciosamente.

Da paz

E eu sigo em paz...
quer dizer, então, que não vejo a guerra? Não sou ingênua.
Tenho visto o caos e pressinto o que está por vir.
O porvir... bem, o que posso fazer?
É não atacar ninguém... é não generalizar... é não disseminar ódio pelas redes sociais... já sei que tem gente demais fazendo isso.
Estão esses tão infelizes assim? É a única conclusão a que chego.
Uma pessoa que está em paz e feliz consigo mesma não quer guerra com ninguém.
E você? É da paz ou da guerra?
Estamos precisando demais de pessoas que sentem do lado em que se vê o bom da vida... se continuar nesse ritmo a condução que nos leva vai virar... e é óbvio que todos irão se quebrar.
Eu disse TODOS!

Pertencimento


Eu pertenço a mim
Minha baba é rosa
Tenho saliva
no canto
do travesseiro
quando acordo


Sou uma
caça perfeita
Sem alvo fácil
Engano as
Peculiares
lágrimas
quando
Vejo a noite
Engano
O silêncio das
Certezas

⁠Eu cansei..
Cansei de ser o grande amor dos outros, de ser a paixão ou o melhor de todos, cansei de ser o quase perfeito ou aquele futuro que não pode ser, aquela metade mais que perfeita, mas não tão perfeita assim..
Odeio quando me vem à memória as lembranças das coisas que eu tentei fazer e deram errado, fui quem eu não era, o melhor de todos e mesmo assim não o suficiente, se eu passei por tudo isso dando meu melhor e sendo realmente bom pra as pessoas que me amaram, o que seria de mim se eu tivesse sido ruim?

"Eu sou todas as emoções.


Eu sou a mistura de todos os sentimentos e de todas as emoções: eu sou o amor, eu sou o ódio, sou a mistura de tudo. Eu sou a chuva, eu sou o sol, eu sou a mistura de todas as estações. Eu sou o perdão, eu sou a condição, eu sou a mistura de todas as sensações. Eu sou a calmaria e eu sou a agitação, eu sou a soma de todas as motivações."


Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides

Questiono, faço a minha realidade.

Desculpas não vencem.
Eu aprendi que a vida não muda por acaso: muda quando eu encaro minhas próprias verdades.
Questiono.
Questiono meus limites, minhas crenças, meus medos e tudo aquilo que tentaram impor como destino.
Porque quem não questiona, aceita.
E quem aceita tudo, vive pouco.
Faço a minha realidade.
Realidade não é algo que encontro — é algo que construo com disciplina, visão e coragem.
Cada passo, cada escolha, cada renúncia molda o mundo que eu decido viver.
A diferença entre quem vence e quem reclama está na capacidade de assumir o próprio poder.
Desculpas aliviam por um dia.
A atitude transforma por uma vida inteira.
Por isso, não espero.
Eu ajo.
Eu crio.
Eu me movo.
E sigo escrevendo a história que eu escolhi viver.

Alguns buscam reconhecimento imediato; eu prefiro construir uma obra que sobreviva ao meu nome.

"Se eu soubesse que isso ia acontecer, teria feito de outra forma. Mas será que isso me torna culpado? Ninguém vê o futuro. Julgar uma decisão pelo resultado é fácil; difícil é lembrar que, no momento da escolha, ninguém conhece o que ainda vai acontecer."

— De nada adianta eu ser o guerreiro mais forte
do império se eu não puder manter segura a
única pessoa que me faz querer viver — ele
continuou, aproximando seu rosto do dela. —
Deixe-me ser o seu escudo, Mei Li. Meu coração
bate apenas por você.


Livro: "O Lírio de Seda e o Guarda de Aço"

Muitas vezes eu comparo a vida a um download.


Às vezes tudo está indo muito bem mas no último segundo há uma falha.

Tem portas que eu fechei, não porque nunca mais vou abri-las, mas porque quem me feriu, nunca mais deixarei entrar.

Relaxa. Não é pessoal. Eu só mantenho salvos os contatos que realmente agregam.

Gira a Roda

O que eu quero agora? Que não me tires a calcinha, que me venha com vontade, que me tenha como se nunca tivesse tocado minha pele ou sentido meu cheiro. Quanto mais você me quer, mais eu quero você; e assim giramos a roda do desejo, eu e você.

Quando eu solto as rédeas, Deus assume o caminho.

Eu escolho o valor do que temos, e não a ilusão do que ainda não veio.

Por ordem do destino ou da minha própria vontade: em qualquer época, eu seria o rei do meu próprio mundo. Não sou moldado pelo tempo, mas pela minha vontade. Em qualquer século, eu honraria a minha força. Longa vida para Dicinho Dutra, o highlander de todas as épocas em qualquer dos mundos. rs...;)

Pesos desnecessários que liberei:

Eu não preciso sentir culpa.
Não me arrependo do que fiz.
Não sou obrigado a seguir o que os outros esperam.
Não sou obrigado a viver como a sociedade quer.
Não preciso agradar a família ou ninguém.
Não sou obrigado a conversar ou a ser algo que não sou.
Não preciso ter mais do que preciso, nem ser rico.
Não sou obrigado a fazer faculdade, ou a trabalhar onde não quero.
Não sou obrigado a casar, a conviver com as mesmas pessoas ou a me apegar a nada.
Não sou obrigado a ficar onde não me sinto bem, ou a esperar o tempo dos outros.
Não sou obrigado a seguir as ordens dos outros, nem a fazer o que não quero.

Eu faço o que eu quiser.
Não faço nada, se não me sinto disposto.
Vivo do meu jeito, no meu tempo.
Escolho com quem estar, e onde ir.
Converso se for para agregar.
Sou o que desejo ser, sem cobranças externas.
Viajo para onde meu coração me leva.
Vivo para mim mesmo, sem precisar de validação.

Não sou egoísta, sou livre. Egoísmo é tentar me fazer viver contra minha vontade.
Quem se magoa com a minha vida, isso não é problema meu, é problema da pessoa.
Eu não carrego pesos, apenas leveza e paz.

Desfaço as crenças que limitam meu ser, liberando espaço para viver de forma mais completa e verdadeira. O que não me serve, eu deixo ir.

Tudo é uma crença, e eu estou sempre acreditando em algo — até quando penso que não acredito em nada, estou, na verdade, acreditando que não acredito. Não há como escapar das crenças, porque até na tentativa de fugir delas, estou acreditando que estou fugindo. Mesmo quando digo que não acredito em nada, estou, na verdade, acreditando que não acredito em nada.

A única coisa que eu posso fazer é mudar minhas crenças. E, no fundo, isso também é uma crença: a crença de que eu tenho o poder de transformar aquilo em que acredito. Cada crença que tenho, seja consciente ou inconsciente, muda a minha realidade. Ao alterar essas crenças, mudo não só o que penso, mas também o que sou e como vejo o mundo. E isso, por si só, é um ato de transformação.

Assim, percebo que a liberdade não está na ausência de crenças, mas no poder de escolher quais crenças adotar. O simples fato de acreditar que posso mudar minhas crenças já é uma crença poderosa, capaz de transformar minha perspectiva de vida.

perdoe-me por tudo o que fiz,
eu já me perdoei pelo o que eu não fiz...

SOBRE ESTA ANSIEDADE

Houve um tempo que eu era triste só e infeliz,
Houve um tempo
Que eu era solitário demais pra ser infeliz
Houve um tempo
Que eu era triste demais pra ser solitário.
Houve um tempo
Que eu não tinha mais tempo pra ser só
Hoje não tenho mais tempo pra ser eu...