Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Como não vou acreditar em milagres se eu própria sou o maior de todos eles?

Há dias em que chove em mim. Nesses dias eu já acordo com os olhos molhados e a alegria completamente alagada, sinalizando que é impossível chegar até ela mas, eu não desisto, coloco uma esperança no olhar e sigo. Logo à frente eu sei que o sol voltará a brilhar em mim e a luz de um sorriso inteiro dissipará essa tempestade que se formou nos olhos meus.

Eu acredito que um dos maiores desafios de viver seja ficar cada vez mais forte sem perder a leveza.

Eu vou me sentir orgulhosa de mim, quando eu tiver com oitenta e poucos anos.

⁠Por mais bacana que tenha sido o passado, eu não desejo que ele volte. Mas desejo que o futuro seja ainda melhor, sabendo que o essencial sempre permanece.

⁠Afirmações para momentos de angustia:

▪ Eu não controlo nada externo a mim.
▪ Mas posso controlar como eu me sinto em relação aos acontecimentos.
▪ Eu aceito os fatos, mesmo que sejam incompreensíveis para mim.
▪ Pois confio no Amor de Deus!

“Eu aprendi, em meio à solidão, a amar tanto a minha própria companhia, que permanecer sozinha já não pesa… parece, na verdade, uma excelente escolha. Porque a paz que construí dentro de mim vale mais do que qualquer presença vazia.”

⁠Nas sombras do meu exílio voluntário, eu teço as teias do destino alheio, onde cada sussurro é uma lâmina e cada sorriso, o prelúdio da ruína.

No dia do meu nascimento, eu não apago velas — eu acendo fogueiras sob os pés dos tolos, enquanto meus aliados juram lealdade eterna. Parabéns a mim, o arquiteto do caos calculado.

"Eu tenho princípios e valores e defino minha oralidade!!"

"Não renunciarei ao destino que eu mesmo teço."

Eu sou abençoada cada dia mais e mais se vivo obediente. Os pecados, as propostas, as tentações vêm, mas eu te escolho, Deus.

"Antes de qualquer ex, meu pai já tinha me mostrado que nem todo 'eu te amo' é de verdade."

Eu não acredito no amor que só cobra, que só exige. Eu acredito no amor que é sentido, que é querido.

Arames Farpados




No mundo das ilusoes eu estava
Partindo de um sistema frustrado
Nessa caminhada tive que vencer
No beco da emoção eu tive eu crescer


Cercada de arames farpados
Me protegendo dos ventos
Frios, sem coberta, sem alentos
O sol me aquecia no mundo que eu não existia


Em contos de fadas lindos e poéticos
Meu corpo não acha se quer um afago, um afeto
Olhares de sentir
Sentir-se pena, dó, nojo, medo, repudia
Tive que ser, antes mesmo de crescer


Eu vou sem medo, com força
Ditando quem eu sou
Eu vou voando nos sonhos de ser
Encontrando quem sou no meu viver

Eu acredito que em política só existem dois tipos de mente: as que com o intuito de se elegerem inventam histórias mirabolantes e as que movidas por um fanatismo doentio, além de crerem nessas histórias a defendem até a morte.

RUA DA ESPERANÇA


Todo dia ao acordar
Eu penso em Deus
E por mais que tudo mal me vá
A rua da esperança espera por mim
Eu abro a porta pra com Deus me encontrar
E tu não tens ideia de como me sinto


Eu ainda ouço as velhas vozes
E vejo as ruinas de meu coração
Mas a voz de Deus é como um trovão
A dizer: calma, filho! Tá tudo bem!


E a Rua da Esperança surge em meio aos caos
De árvores mortas
E casas desmembradas
E eu desço as escadas
Arrastando ainda todas as minhas coisas velhas
Que não me deixam por nada


Toda vez que meu coração é quebrado
Minha a alma não senta no escuro a chorar
Eu fecho os olhos e penso em Deus
E Ele sempre vem me encontrar
Me segura pela mão
E pela Rua da Esperança me convida a andar

Sei que não tenho tudo aquilo que eu quero. Mas tenho o que eu preciso.

Se seu corpo é um templo eu quero cultuar nele.

Sinceramente
O mundo é o que eu vejo
Quando abro a janela
O horizonte a fugir de meus olhos
O chão que me convida a andar
A solidão é o que eu não posso tocar
Com o coração
Mesmo abraçando com as mãos
Meu corpo é só um porto no mundo
Onde eu descanso
Ou morro de solidão
Sinceramente
Meu corpo é um mundo vasto
Que minha alma não cansa de explorar