Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Na Alemanha, eu aprendi que a vida não se define pelos erros, mas pela forma como escolhemos nos reconstruir depois deles. Entre acertos silenciosos e recomeços discretos, descobri uma força que não se anuncia — se prova.


Ali, entendi que é possível levantar dos próprios escombros sem precisar esconder as quedas. Que recomeçar não exige ter tudo, mas ter decisão. Que firmeza não é dureza, é clareza de quem sabe onde pisa.


Aprendi a me posicionar, a sustentar minhas escolhas e, principalmente, a viver de um jeito que fala por si — não pela perfeição, mas pela coerência. Ser exemplo deixou de ser um ideal distante e passou a ser uma prática diária, construída nos detalhes, nas atitudes, na constância.


Essa foi a lição que ficou: não importa o ponto de partida, nem os desvios do caminho. Sempre existe a possibilidade de reescrever a própria história — com dignidade, consciência e verdade suficiente para que outros também encontrem direção.
Marcilene Dumont

A vida deixou de ser apenas reação.
E passou a ser construção.


Eu comecei a escolher mais.
A sentir mais presença.
A viver com mais consciência.

Eu comecei a viver com mais leveza.
Não porque tudo ficou fácil,
Mas porque eu fiquei mais forte,
e isso transformou tudo.

Eu não atravessei apenas fronteiras, oceano, euatravessei silêncios e versões de mim
até encontrar a voz
que nunca precisou de tradução.

A fibromialgia não define quem eu sou, mas transformou a forma como aprendi a sobreviver.

Eu acordo procurando café e solução. Sempre fui otimista por escolha. Sofrer antes da hora cansa.
Eu acredito que as coisas ruins passam, que sempre existe uma nova oportunidade e que nem tudo está perdido, ainda há um jeito. Vivo o tempo que ainda me resta e isso e inegociável, irremediável em mim, porque a vida não espera a gente parar de reclamar para acontecer.


Então eu decidi viver o presente que Deus me deu. O amanhã? A gente resolve amanhã. Hoje eu prefiro rir, simplificar e continuar acreditando que algo melhor sempre pode vir.

Eu decidi viver o presente que Deus me deu. O amanhã? A gente resolve amanhã. Hoje eu prefiro rir, simplificar e continuar acreditando que algo melhor sempre pode vir.⁠

⁠Eu acredito que as coisas ruins passam, que sempre existe uma nova oportunidade e que nem tudo está perdido, ainda há um jeito. Vivo o tempo que ainda me resta e isso e inegociável, irremediável em mim, porque a vida não espera a gente parar de reclamar para acontecer.

Eu posso do que ele pode.

Tu gostas de mim, tudo bem, eu também gosto de mim. Mas se tu não gostas de mim, sem problemas, o meu gosto em mim é mais do que suficiente.

Pensa o que quiseres, o que importa é que eu sei a verdadeira versão.

Eu sou quem sou. Sei o que deveria saber e saberei o que me espera. Aplaudo a vez do outro para que um dia, eu também seja aplaudido.

Respeito os sinais porque a vida é uma estrada. Ando nela sozinho, porque eu sou o motorista, porque eu, só eu compreendo-me, só eu, entendo o que faço, penso, digo ou quero.

Eu sou a minha melhor companhia. Se não for eu, então é Deus ou a minha mãe.

As lágrimas noturnas derramadas quando eu estive sozinho no espaço, foram suficientes para carregar aprendizados e levantar a cabeça para mudar a estratégia. Porque, a minha motivação sempre tem sido a minha mãe.

Eu sou o primeiro a me elogiar, criticar, opinar sobre mim, comentar coisas em mim e fazer perguntas em mim antes que alguém faça e eu fique sem resposta.

Eu não sou o Macaito e a minha mãe não é Maria. O meu nome completo é Paulo Macaia, sou filho de Paulo Macaia Poba e Alfonsina Buconzo Ngoio. Não me confundam com o Macaito ou qualquer outra pessoa.

Eu não sou o Paulo Macaia Buiti. O meu nome de registro no bilhete nacional apenas é Paulo Macaia e nada mais.

Não sou cópia. Não sou eco.
Sou Paulo Macaia:
Na dor eu não fugi, na tristeza eu não calei, na solidão eu me achei.

Dor é escola. Tristeza é tinta. Solidão é casa.
Alfonsina Buconzo Ngoio é mãe. Eu sou outro.
Não confunde. Meu nome não é sombra. É raiz, raiz de Paulo Macaia Poba, meu pai, meu chara e meu Deus na Terra.