Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Me pergunto como pude sucumbir nesta vertigem que eu mesmo provocava e temia. Flutuava entre nuvens erráticas e falava sozinho diante do espelho com a vã ilusão de averiguar quem sou. Era tal meu desvario, que em uma manifestação estudantil com pedras e garrafas tive que buscar forças na fraqueza para não me colocar na frente de todos com um letreiro que consagrasse minha verdade: Estou louco de amor.

Gabriel García Márquez
Memórias das Minhas Putas Tristes

Portanto, já desisti de ficar tentando transformar meus defeitos em qualidades pros outros, se eu sou mesmo impulsiva, infantil e egoísta, que assim seja, porque por enquanto eu gosto muito de mim desse jeito, -apesar de alguns tombos de vez em sempre-, e se alguém não gosta... bom, daí já não é problema meu, nunca obriguei ninguém a ficar do meu lado!

Eu não sei citar motivos, mas alguma coisa me falta. Estou ao mesmo tempo feliz e deprimida, tenho companhia e nunca fui tão sozinha, tenho sucesso e nunca me senti tão fracassada.

Meu alvo

Eu aprendi que pra viver preciso de um ideal, uma meta a conquistar, as coisas mais simples da vida eu já adquiri, mas me falta a mais importante de todas: conquistar você.

Só sei que nada sei por completo
Só sei que nada sei que só eu saiba
Só sei que nada sei que eu não possa vir a saber
Só sei que nada sei que outra pessoa não saiba
Só sei que nada sei que eu e outra pessoa não saibamos juntos

Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (João 4:6)

Eu curto Heróis mas com os vilões me divirto mais

Cinco minutos dentro da eternidade, eu creio que cada um de nós, desejaríamos ter: sacrificado mais, orado mais, amado mais, suado mais, agoniado mais, chorado mais!

Eu tenho medos bobos e coragens absurdas.

Tati Bernardi

Nota: O pensamento é erroneamente atribuído a Clarice Lispector.

Eu vou lhe servir o lado especial do desgosto.

Elijah: Eu não acredito no amor, Katherine
Katherine: Isso é muito triste para eu aceitar
A vida é muito cruel,
Se deixarmos de acreditar no amor, por que queremos viver?

Eu não me arrependo do que eu disse... Me arrependo de não ter dito antes.

⁠Eu me preocupava com tudo.
Coisas que pareciam ter sentido na verdade não tinham.
Eu me preocupava com a vida.
Com o que aconteceria se eu me permitisse sentir de novo.
Achei que eu não merecesse.
Então... Sem nem mesmo saber...Eu mudei.
Eu não estava preocupada com o que aconteceria se eu vivesse, mas com o que aconteceria se não. O que eu perderia.
Eu me preocupava em não lembrar; em não lembrar de todos os momentos. Todos os lugares. E tudo por causa do Finch.
Porque ele me ensinou a me maravilhar.
Ele me ensinou que não é preciso escalar uma montanha, para ficar no topo do mundo.
E que até os lugares mais feios podem ser lindos desde de que você pare pra olhar.
Que não há problema se perder...desde que encontra o caminha de volta. Mas ao aprender tudo isso, eu não vi algo mais importante: O Finch
Eu não vi que ele estava sofrendo.
Não vi que ele estava me ensinando o tempo todo a seguir em frente.
Finch era um sonhador. Ele sonhava acordado. Sonhava com toda beleza do mundo e essa beleza fez despertar.
O Finch me ensinou que há beleza nos lugares mais inesperados.
E que há lugares incríveis mesmo em dias sombrios. E que se não houver... você pode ser aquele lugar incrível. Com infinitas capacidades.

Eu sempre ouvi cada final também é um começo, não sabemos isso no momento. Eu gostaria de acreditar que é verdade.

Eu me criei vazia e não soube preencher. Mas sinto que ainda necessitando de distância e tempo pra pensar sozinha, eu quero mesmo é alguém me faça mudar completamente de opinião. Que faça meu corpo querer companhia nos momentos em que minha mente insiste pela solidão. Que faça meu coração lutar contra minha razão que tanto toma conta de mim sem saber se é isso mesmo que eu quero.

O mundo que me cabe

Eu carrego o mundo onde não cabe nos meus sonhos. Carrego as doçuras, mas também as indecisões. Carrego alegrias que se misturam com as dores. E é disso que minha vida é feita, de tudo e mais um pouco e eu me esbaldo nestas coisas e fico tecendo uma colcha que me defina.
Tenho uma alma criança e vou continuar assim. Gosto de abraços apertados, sentir a alegria por completo, inventar o mundo, reinventar amores, misturar os sonhos em realidade.
Gosto de tudo ao meu modo e assim reinvento e costuro todos os meus pensamentos. O simples me fascina, o difícil me aborrece. Para mim o mundo é enorme e não entendo como as coisas envelhecem e o planeta gira e o amor daqui é igual em todo lugar. Bom, entender eu até entendo, mas algumas coisas eu acho complicadas demais, por exemplo: como pode o mar ser tão grande, o mundo ser colorido e o sol aparecer justamente quando a lua vai embora?
Quem inventou a saudade? Como se faz para tocar a alma? Tem coisas que para mim precisam ter explicações, mas também se não tiverem vou continuar tentando entender. Tenho um coração maior do que eu, maior que meus sonhos. Parece que ele mesmo nem cabe em mim. Nunca sei a altura de minha risada quando estou feliz nem o tamanho de meus sonhos. E por falar em sonhos, sonhos pra mim é aquilo que vou realizar quando eu rabiscar meus desejos no papel e eles saírem correndo direto para meu coração. E olha que tenho muitos sonhos que rabisco, leio, releio, prego na parede para eu olhar todos os dias e lembrar que ali estão os meus desejos mais secretos.

O problema é que as pessoas dizem ”eu te amo” mas esquecem daquele bilhetinho de ”bom dia”, daquela mensagem de ”boa noite, estou com saudade”, esquecem de perguntar se você está bem, assim sabe, só por perguntar mesmo. Esquecem do abraço sem pretexto, do presente fora de época, esquecem de dar atenção nos detalhes e isso, faz com que esse ”eu te amo” perca o valor. Por que o amor não se alimenta de palavras, se alimenta de atitudes.

Dizem que o luto tem cinco estágios: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação. Eu quero acrescentar mais um: vingança.

Eu não te culpo. Eu, no seu lugar, faria o mesmo, talvez. É que eu sou uma pessoa difícil de lidar, de conviver, de amar.

Me pergunto centenas de perguntas, mas eu estou aprendendo tanto. Estou cometendo erros e aprendendo com eles, não tenho medo de errar. Eu abraço os erros, eles te fazem quem você é. Nunca tive medo de cair.