Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
Acabou... Boa sorte... Não tenho o que dizer... Eu já te amei, mas você não deu valor pra isso... Agora acabou, estou com outro e não te quero, mas... Vá, siga sua vida... Vá em frente, você um dia vai achar alguém também pra compartilhar sua vida com essa pessoa... Porque nossas ruas não se cruzam nunca mais...
Me enchi de uma coragem que até então eu desconhecia, a suportei, não tremi, não gelei, nada, absolutamente nada, nem minha voz, nem ela que é tão delicada e doce como se ainda fosse uma criança, desafinou ou tropeçou:
- Amor, tu me ama?
Ele demorou, talvez mais do que eu pudesse ter suportado, era tempo de eu ter vivido e renascido centenas de vezes. Então por um momento, algo gelou, algo deu de voar para longe, e esse algo era uma espécie de esperança e medo, ainda não respondidos:
- Te amo, mas enfim que já é tão tarde...
Depois eu fui desmoronando, até entender que o amor era algo diferente de mim. Que o amor não tem a mesma urgência, a mesma crença e gana que eu tenho de me sentir viva, ou de apenas sentir.
Agora eu vejo a realidade bem ali, sorrindo pra mim com sarcasmo "Volta pra cá, otária." E eu não posso fazer nada, a não ser aceitar o convite.
Eu sou amor ou desprezo
Abraço verdadeiro ou falta de desejo
Me valorize ou perca
Porque, no fim do jogo, sou eu quem tira as cartas da mesa.
Deixa ver se eu entendi. Depois da meia noite de hoje você vai ser uma pessoa diferente. É regida por datas?
Eu sempre vou me apaixonar por quem não se apaixona por mim
E é por isso que a minha alma chora
E eu não aguento mais, não aguento mais
Essa mesma história sempre se repete
Ando na fase dos nãos. Talvez eu não quisesse passar por isso, mas ainda não encontrei um atalho, um desvio qualquer que fosse, desse tal destino que nos é entregado sem qualquer opção de escolha. Odeio o destino, odeio não ter controle, odeio não poder escolher os dias sem compromisso, os encontros que poderiam esperar pelo momento certo. Acredito que Deus tenha feito um ótimo trabalho com o mundo, mas e eu? E o mundo com milhões de “eus” e “outros” que carrego dentro do corpo? E os dias em que chove e meu pneu fura a mais de 50km de casa? E os domingos tão pacatos em que não saio e nem ao menos consigo escrever? E os compromissos em que me atraso porque não consegui decidir por uma roupa? Eu penso sobre inúmeras coisas. Penso se da mesma forma que eu olho o céu procurando Deus, será que alguma vez Ele olhou para baixo me procurando? Será que Deus orou para seu Deus por mim? Que fé Deus tem em nós? Por que essa dolorosa fase dos nãos? Do meu não-sentir, não-pedir, não-ir, não-falar, não-acreditar, não-seguir, não-responder, não-suplicar. Não arrisco, porque eu não tenho mais nenhuma crença. Não duvido, porque até o perigoso pensar das dúvidas me incomoda. Não olhar, não retribuir um olhar que me fita com alguma esperança. Não ser recíproca, porque eu tenho tão pouca coisa para dar, para partilhar, embora que o outro tenha tanta miséria também, mas ter um monte de nãos na boca, nos gestos, no falar, não é ainda mais miserável do que qualquer outra coisa? Não ir, não estar pronta para os novos amores e amigos. Não cogitar uma mudança. Não dar a possibilidade de chegarem muito perto. Não dormir, ter medo do escuro. Não acordar, ter receio da luz que pode mostrar as marcas da minha face. Não responder, dizer uma besteira que me faça ainda menor, ainda mais negativa. Não mexer, não limpar, não se desfazer das cinzas que transbordam o cinzeiro, da poeira que se agarra com as unhas nos quadros da sala, da maresia que deixa o vidro da janela encoberto, das frutas que amanhecem por dias seguidos sobre a bacia na mesa, das manchas de café na camisola ou no chão do escritório. Não dizer não ao não. Me acomodar a essa vontade do não mudar, do não orar por qualquer salvação.
Eu só quero me livrar das coisas que me atrasam, que me impedem de seguir em frente, que me puxão para trás, tirando o sorriso do meu rosto e me fazendo retroceder.
Está na hora de criar uma nova história, rasgar as páginas do sofrimento, e fazer um livro de recomeço. Criar minha própria história e ser a personagem principal, e ter o poder de modificar a tragetória no momento que eu estiver percorrendo caminhos tortos, modificar no transcorrer que a história se desenvolve e traçar uma unica Linha: Linha que me leve para o caminho da felicidade.
Eu sinto um vazio, às vezes.
Tinha dias que eu sentia que ele estava preenchido,
tinha tempos que pensava que poderia ser mais contente.
Me remoia tentando largar aquele osso, duro de roer, mas era o único que me valia.
Hoje eu sinto um buraco enorme em mim.
Um buraco negro que absorve todos os sentidos e o meu sentir.
Tudo se encaminha pra esse buraco, o universo nunca conspira ao meu favor.
E como ele absorve tudo numa fração de segundos nunca me dá tempo pra respirar novos ares, e o que eu respiro é a tensão sufocante que paira entre o eu de antes, o eu de agora, e o eu de depois. Fico quebrada. Em frangalhos.
E eu fico essa pessoa totalmente retardada, buscando, procurando, fuçando em partículas de um eu-inteiro o que pode me ser útil, pode até ser uma peneira, pode até ser um coador, contando que tente tapar o buraco que tem em mim.
Às vezes. Sometimes.
Teve dias, hoje espero por eles, como disse anteriormente, porque amanhã tem sol.
Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
E a primeira estrela que vier
Para enfeitar a noite do meu bem
Não Consigo Te Esquecer
Eu não consigo esquecer
Seu jeito simples de olhar
Seu jeito meigo de falar.
Eu não consigo esquecer
Seu jeitinho sapeca
Teu corpinho de boneca.
Eu não consigo esquecer
O sabor dos seus beijos
Nem dos nossos desejos.
Eu não consigo esquecer
Nossas grandes aventuras
Nossas doces loucuras.
Eu não consigo esquecer
Aquela velha canção
Doce momento de recordação.
Eu não consigo esquecer
Sua nobre beleza
A mais perfeita
Obra-prima da natureza.
Tudo é questão de fase. Tem época que eu necessito de agitação, novas pessoas e lugares diferentes. Já outras o isolamento parece a solução.
Vou te guardar na memória com carinho... e... bom... durante algum tempo eu vou me permitir pensar que você vai voltar pra gente retomar de onde parou... mas só por alguns dias... depois disso... só memória...
Hoje eu tô afim de voar também, bem alto. Então faz assim, entra e fica a vontade, mas deixa a porta aberta.
Eu não sou pop, prefiro a discrição e não vejo graça em ser o centro das atenções nas festinhas da turma, correndo o risco de fazer o papel ridículo de animador da galera! Deus me livre, anonimato sim que é digno.
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