Eu Amo meus Inimigos
“Meu guarda-roupa não guarda roupas, guarda identidades que ficaram penduradas no tempo; hoje eu visto roupas novas, mas só as que não me puxam de volta para a dor que um dia me ensinou a sobreviver.”
“A maioria das pessoas passa a vida tentando ser entendida; eu passei a minha tentando não me trair — e foi assim que descobri que a solidão também pode ser uma forma de vitória.”
“Eu aprendi que entregar não é oferecer o que sobra — é ter coragem de se despir das defesas e colocar o próprio coração na linha de frente, mesmo sabendo que o mundo nem sempre sabe cuidar do que é verdadeiro.”
Oh! vento
Oh vento, sopre forte
Leva pra longe as dores...
Há tantas que eu já não mais as suporto.
Meu corpo dói... minha mente pouco a pouco se destrói...
O coração dentro do peito corrói.
Leva tudo... mesmo o que me faz bem...
Não me importo.
Que nasça um novo eu.
Com novos sonhos...
Com um caminho todo novo.
Quero ser feita de novo.
Oh vento, varra pra longe
O que me consome...
Faça desaparecer até meu nome.
Rosangela calza
"Se eu não tivesse estudado Matemática, dificilmente conseguiria adaptar-me aos desafios e resolver os problemas do quotidiano. A Matemática não ensina apenas números; ensina-nos a pensar com rigor, a tomar decisões conscientes e a encontrar soluções para a vida." (FURUCUTO, P. D., 2026).
Do silêncio
Somos responsáveis pelo nosso silêncio...
Se eu der minha opinião, se eu alertar alguém, se eu persuadir alguém, se eu gritar aos quatro-ventos...
Se... tudo isso aí e unas cositas mais, serei responsável de alguma maneira.
Claro, terei me implicado na situação de forma bem clara. Serei responsável pelo que falei, pelo que fiz. Minhas palavras podem voar ao vento, mas... antes de voarem, passaram pelos ouvidos de alguém, pelos olhos de alguém.
Então, penso eu, em certas situações, o melhor a fazer é manter-me passivamente passiva. Farei do silêncio minha arma de comunicação. Assim, não poderei ser responsabilizada por me manter calada. Se alguém fizer alguma bobagem... disser alguma mentira... ah! a melhor opção, pra mim, é o silêncio mortal.
Não sou eu quem vai expor esse alguém. Não, não mesmo. Não sou conivente, sei que o que esse alguém fez não está certo. Mas... não quero ter prejuízos afetivos... ops... então, não é o outro, sou eu a minha real preocupação... é só por isso que, muitas, muitas vezes, o silêncio se instala em mim.
Claro, claro... não vou sair por aí atirando com uma metralhadora honestidade o tempo todo e em todo lugar. Há vezes em que meu silêncio se faz necessário por pura cortesia. Então, sim, me esconderei atrás da cortina da boa convivência, da gentileza. Agirei virtuosamente como se estivesse a passear pelos corredores da corte... silenciosamente.
Da paz
E eu sigo em paz...
quer dizer, então, que não vejo a guerra? Não sou ingênua.
Tenho visto o caos e pressinto o que está por vir.
O porvir... bem, o que posso fazer?
É não atacar ninguém... é não generalizar... é não disseminar ódio pelas redes sociais... já sei que tem gente demais fazendo isso.
Estão esses tão infelizes assim? É a única conclusão a que chego.
Uma pessoa que está em paz e feliz consigo mesma não quer guerra com ninguém.
E você? É da paz ou da guerra?
Estamos precisando demais de pessoas que sentem do lado em que se vê o bom da vida... se continuar nesse ritmo a condução que nos leva vai virar... e é óbvio que todos irão se quebrar.
Eu disse TODOS!
Pertencimento
Eu pertenço a mim
Minha baba é rosa
Tenho saliva
no canto
do travesseiro
quando acordo
Sou uma
caça perfeita
Sem alvo fácil
Engano as
Peculiares
lágrimas
quando
Vejo a noite
Engano
O silêncio das
Certezas
Eu cansei..
Cansei de ser o grande amor dos outros, de ser a paixão ou o melhor de todos, cansei de ser o quase perfeito ou aquele futuro que não pode ser, aquela metade mais que perfeita, mas não tão perfeita assim..
Odeio quando me vem à memória as lembranças das coisas que eu tentei fazer e deram errado, fui quem eu não era, o melhor de todos e mesmo assim não o suficiente, se eu passei por tudo isso dando meu melhor e sendo realmente bom pra as pessoas que me amaram, o que seria de mim se eu tivesse sido ruim?
Eu tenho medo...
Medo da morte? Também.
Ah, mas há outros medos que me dão mais medo...
Esses medos a que me reporto, a história poderá contar.
"Certa vez me perguntaram: Como medir o imensurável? Eu respondi de forma simples, dizendo que se você quer saber o tamanho de tal coisa, olhe para o céu a noite, veja como é repleto de milagres sem fim. Medir o imensurável é conhecer unicamente uma coisa, O Cosmos".
Você importa?
Eu importo?
Quem importa?
Por que devemos importar?
Somos nomes escritos na fumaça,
Promessas levadas pelo vento.
Cada certeza muda de lado,
Quando o tempo muda o argumento.
Você procura um lugar no espelho,
Eu procuro um espelho no lugar.
Talvez a resposta nunca exista,
Ou apenas tenha medo de falar.
Se tudo passa...
O que permanece?
Se tudo pesa...
Quem é que merece?
Você importa?
Eu importo?
Quem importa no final?
Por que devemos importar,
Se o mundo gira sem pedir permissão?
Você importa?
Eu importo?
Ou só importa acreditar?
Talvez ninguém importe para todos...
Mas alguém sempre importa para alguém.
A multidão escolhe seus heróis,
Depois esquece seus próprios nomes.
Constrói castelos sobre aplausos,
E ruínas sobre os homens.
Cada vitória perde o brilho,
Cada derrota muda de cor.
Talvez o fracasso seja liberdade,
E o sucesso, outro tipo de prisão.
Quem mede o valor de uma vida?
Quem escreve a última palavra?
Quem separa o eterno do instante?
Quem responde quando o silêncio fala?
Você importa?
Eu importo?
Quem importa quando a luz se apaga?
Por que devemos importar,
Se até as estrelas um dia se calam?
Você importa?
Eu importo?
Talvez a pergunta esteja errada.
Porque, no fim,
Quem procura tanto por importância
Talvez nunca descubra o sentido de existir.
Você importa?
Eu importo?
Quem importa?
Por que devemos importar?
...Ou será que apenas existimos?
Se gostou do conteúdo e quiser apoiar, contribua pelo Pix:[email protected].
"Eu sou todas as emoções.
Eu sou a mistura de todos os sentimentos e de todas as emoções: eu sou o amor, eu sou o ódio, sou a mistura de tudo. Eu sou a chuva, eu sou o sol, eu sou a mistura de todas as estações. Eu sou o perdão, eu sou a condição, eu sou a mistura de todas as sensações. Eu sou a calmaria e eu sou a agitação, eu sou a soma de todas as motivações."
Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides
Questiono, faço a minha realidade.
Desculpas não vencem.
Eu aprendi que a vida não muda por acaso: muda quando eu encaro minhas próprias verdades.
Questiono.
Questiono meus limites, minhas crenças, meus medos e tudo aquilo que tentaram impor como destino.
Porque quem não questiona, aceita.
E quem aceita tudo, vive pouco.
Faço a minha realidade.
Realidade não é algo que encontro — é algo que construo com disciplina, visão e coragem.
Cada passo, cada escolha, cada renúncia molda o mundo que eu decido viver.
A diferença entre quem vence e quem reclama está na capacidade de assumir o próprio poder.
Desculpas aliviam por um dia.
A atitude transforma por uma vida inteira.
Por isso, não espero.
Eu ajo.
Eu crio.
Eu me movo.
E sigo escrevendo a história que eu escolhi viver.
"Se eu soubesse que isso ia acontecer, teria feito de outra forma. Mas será que isso me torna culpado? Ninguém vê o futuro. Julgar uma decisão pelo resultado é fácil; difícil é lembrar que, no momento da escolha, ninguém conhece o que ainda vai acontecer."
Não é a bagunça que você faz ao chegar que me causa medo.
Ela apenas revela o que eu deveria ter organizado antes.
O que pesa é o depois,
o espaço que você deixa,
o vazio que insiste em ficar quando você vai.
Apego Ato 1
Luz sobre ele. Silêncio. Ele respira fundo.)
Que fiz eu…
Que fiz eu, senão tomar mãos humanas
e moldá-las em divindade?
Era carne como eu.
Era falha como eu.
E ainda assim, eu a vesti de eternidade.
Com minhas próprias mãos ergui o trono.
Poli a madeira com expectativas,
revesti-o com promessas que nunca foram ditas,
e a coloquei lá no alto… acima de mim.
(ri, amargo)
E então ousei perguntar por que não me via.
Mas como poderia?
Do alto do altar que construí,
tornei-me chão.
Tornei-me base.
Tornei-me invisível.
Ó coração tolo,
confundiste amor com reverência,
entrega com submissão,
admiração com ausência de si.
Não foi ela quem subiu
fui eu quem me ajoelhei.
(pausa)
Amor…
amor não pede joelhos.
Não exige plateia.
Não se alimenta de distância.
Amor é encontro.
É altura contra altura.
É dois olhares no mesmo nível do céu.
E se hoje sofro…
não é por não ser visto.
É por finalmente enxergar
que fui eu quem construiu a própria sombra.
(Luz se apaga.)
