Eu Amo meus Inimigos

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Tenho saudade de mim
Do abraço apertado que eu nunca darei
Do amor prometido que não pagarei

As vezes eu queria ter alguém a quem pudesse me sentir conectada. Saber ser um porto seguro, um espelho de algum modo. Cada vez mais percebo o quanto estou distante, e sempre estive, de todas as pessoas que conheço. Acho que nunca tive esse tipo de conexão, nem com a minha família, nem com ninguém. Sempre fui um pato fora d'água, sem ter ideia de pra onde ir.
- Marcela Lobato

Tem momentos onde percebo muito claramente que nunca vou encontrar alguém como eu, e nem que seja capaz de me entender em algum nível. Eu sempre vou estar sozinha. Sempre será assim. Mesmo que houvesse milhões de pessoas aqui, ainda estaria completa e absolutamente só.
- Marcela Lobato

Eu quero ser a sua bainha para guardar a minha loucura;

Das exigências de vida


A vida exige demais da gente... e eu não acredito que a gente tenha sido feito pra viver correndo... correndo atrás de algo que nem sabemos se vamos ou não alcançar... e se a gente alcançar... vai continuar a correr pra outra coisa mais lá na frente alcançar... e assim a gente vai vivendo... correndo!
Correndo... chegando... alcançando... recomeçando... correndo... ad infinitum...
Precisa ser assim? Diz pra mim? A gente tem de correr do começo ao fim?
Correndo não dá pra ter qualidade de vida... e eu acho que nem vai aumentar a quantidade... é bem provável... que correndo... será menos qualidade e quantidade, inclusive.
Então, vamos lá... devagar caminhar... a paisagem ao seu redor admirar... é primavera... que tal parar para o perfume das flores aspirar?
Cittaslow... uma organização não governamental lá da Itália... fundada em 1999. Qual o objetivo? Reduzir a velocidade nas cidades para aumentar a qualidade ... qua-li-da-de.... de vida de seus habitantes.
Eu procurei, na lista das cidades que fazem parte dessa organização, uma cidade aqui do Brasil... ia fazer as malas e me mandar pra lá. Encontrei nenhuma!!! O jeito é ficar no meu lugar e por conta mesmo o meu entorno lento... lento... bem lento tornar ;) vou começar a andar mais devagar!!

Vamos!?


Rosangela Calza

Que eu seja como o girassol: encontre força na luz, beleza nos recomeços e coragem para florescer e seguir todos os dias.

Que, diante das tempestades da vida, eu aprenda a dançar com o vento e a manter meu olhar sempre voltado para a luz. Que eu floresça mesmo nos dias mais difíceis, espalhando cor, esperança e alegria por onde passar. E que, assim como o girassol, eu jamais perca a capacidade de recomeçar, de me renovar e de buscar o sol que ilumina a minha alma.

Eu vejo tudo como aprendizado, porque escolhi não carregar ressentimentos no coração. Cada experiência, seja boa ou difícil, traz uma lição que me ajuda a crescer, amadurecer e enxergar a vida com mais sabedoria. Não guardo mágoas; guardo aprendizados. Afinal, seguir em frente com leveza é muito melhor do que permanecer preso ao que já passou. Cada desafio me fortalece e me transforma em uma versão melhor de mim mesma.

Eu só quero um jeito de controlar esse desejo que sinto por você. Mas, quanto mais eu tento, mais vontade eu tenho de estar perto, de sentir seu toque e me perder em você.

Tem dias em que tudo o que eu quero é um abraço demorado, ficar colada em alguém que me faça sentir segura. Em outros, o que mais preciso é da minha própria companhia, do silêncio e da paz que só a solidão pode oferecer.

Às vezes, sinto vontade de conversar por horas, dividir pensamentos, rir, desabafar. Em outras, as palavras parecem pesar, e o silêncio se torna a forma mais sincera de expressar o que estou sentindo.

Aprendi que não há contradição nisso. Somos feitos de fases, emoções e necessidades que mudam o tempo todo. Nem sempre precisamos explicar nossos altos e baixos. Às vezes, basta respeitar o que o coração pede em cada momento. Afinal, acolher a si mesmo também é uma forma de amor.

Eu tenho mil faces e, de tanto mudá-las,
Já por tanto tempo, já não lembro mais
Do meu verdadeiro rosto.

Também acho que falta para essa geração uma bandeira. Cada geração tem uma causa: eu, por exemplo, fui da geração das Diretas Já. Essa rebeldia da juventude nasce na dor, na indignação, e essa indignação está demorando para surgir. Eu me ressinto da falta de renovação, do quão distante a nossa juventude está da política, dos movimentos sociais e partidários.


(Simone Tebet)

“Eu não carrego ódio, eu carrego memória — e memória é o tipo de fogo que não se apaga com desculpas.”

​"A inveja dos outros é o barulho de quem assiste; eu não vou rasgar o roteiro do meu propósito só porque a plateia não aguenta o peso do meu brilho. Minha resposta é o silêncio e a retomada."

O Império da Ignorância e a Busca pelo Eu e o Sentido da Vida Inatingível"
A pergunta que atormenta o mundo e a nós mesmos é quem verdadeiramente somos, já que até o nosso nome foi escolhido por outros e nossa vida virou um amontoado de números, documentos, títulos, cargos e posses materiais — nos transformamos em tudo, menos em nós mesmos. Vestir a imagem e a máscara que a sociedade espera é uma forma lenta de desaparecer, tornando-se um mero personagem da própria história sem saber em que momento tudo começou. A grande maioria sequer é capaz de raciocinar sobre o existencialismo; nela reina a prevalência da ignorância em detrimento da busca do eu, da existência e do sentido da vida. Esse mal, que é a mais pura, cruel e terrível ignorância, mata o sujeito por dentro, mas ironicamente o deixa sob o alívio anestesiado, esvaziado da capacidade de questionar qualquer coisa, inclusive a si mesmo, vegetando como um barco sem velas à deriva.Por outro lado, os poucos que buscam a contestação parecem carregar o sofrimento libertador de quem busca a verdade. Na busca faminta de si mesmos, do porquê da existência e de seus objetivos, vivem em uma lapidação constante e dolorosa, quase uma eterna retrogradação. Buscam uma verdade real do 'eu' que se mostra inatingível neste plano, uma realidade oculta que fomos iludidos a acreditar, fazendo com que muitos nasçam, cresçam e morram sem respostas.Essa verdade absoluta permanece inalcançável aos vivos. Só estaremos de frente com ela após a morte.Diante desse cenário, a verdadeira coragem não está em sustentar a aparência exterior, mas em ousar adentrar em nosso eu para perguntar qual é a própria e verdadeira identidade. Buscar conhecer a si mesmo — sabendo que o que nos faz genuínos é justamente não tentar ser, pois a essência morre no instante em que vira esforço."

Eu sou uma sobrevivente, hoje, amanhã e sempre.

Eu me refaço em silêncio todos os dias.

Enquanto o mundo acredita que nada mudou, por dentro eu reconstruo ruínas, recolho pedaços, costuro feridas e reaprendo a existir.

Meu coração grita em um barulho sem voz.

Ninguém ouve, porque nem toda dor faz som. Algumas apenas ecoam dentro da alma, transformando quem somos antes mesmo que a gente perceba.

E, ainda assim, eu continuo.

Porque sobreviver também é uma forma de renascer. E há batalhas que são vencidas sem aplausos, apenas com a coragem de acordar e recomeçar mais uma vez.

A tarde cai


“A tarde cai, por demais
Erma, úmida e silente...”
Mais um dia se vai
E eu, aqui, muda, resiliente.
Chove lá fora
Faz frio
Mais um dia vai embora.
E eu, aqui, resistente.
Silenciosa a noite vem.
Cobre tudo... o mal e o bem.
E eu, aqui, persistente...
À beira de ser considerada demente.
Carente... (in)coerente... afastada de toda gente.
Fazendo de conta que tudo bem esta dor sempre presente.


Rosangela Calza

(Des)encanto


“Eu faço versos como quem chora
De desalento… de desencanto…”
Escrevo por horas e horas...
Há escritos meus por todo canto.
Lágrimas que escorrem.
Lamentos a toda hora.
Escrevo dores sentidas...
Teço em versos amarguras vividas... (re)vividas.
E cada verso traz em si
um pouco de tudo o que senti...
Nas linhas tortas da vida,
“escrevo versos como quem morre...”,
escrevo tudo o que vivi.
Rosangela Calza " " Manuel Bandeira

“Eu não prometo vencer todos os dias, mas prometo não trair quem estou me tornando, nem quando o mundo inteiro tentar me fazer desistir de mim.”