Eu Amo meus Inimigos
Tantos momentos reais.
todas suas mentiras são visualizadas,
meus vícios são como os anjos,
tentei arrancar meu coração,
mas senti tudo o que restou,
quero te dizer tantas coisas,
mais a madrugada passou,
ninguém compreende o que senti,
o dia passou a dor começou,
nem a noite com tuas virtudes
devorou momento absurdo,
agora deixo profundo da alma.
tudo está num espaço vazio,
pode olhar nos meus olhos,
tudo tem a dizer queima,
me responda pelo menos uma vez,
todo foi uma passagem que acabou...
mais uma noite de pesadelos...
Todos dias digo que é para sempre,
Espero todo por do sol para ver,
Na escuridão descanso meus olhos,
Nada pode ser tão perfeito quanto teu amor,
Vigio seus sonhos abraçado por momentos,
Quando acordo o dia já amanheceu,
Espero até entardecer ninguém compreende,
Meu corpo está cansado, mas, minha alma está livre...
Vejo o mundo parado mesmo quando...
Seu espirito paira pela imensidão,
Sendo o fulgor do desejo há nos levar ao caos,
Conflitos da prisão que está vida...
Meus olhos morrem para os céus
Em busca da tua perfeição te amo simplesmente para sempre.
Blandífluo
Como se fosse gotas de sorrisos
a garoar sobre os meus ramos secos
fez florescer poesias em meus becos
frutificar no peito regozijos...
fez dos abismos um lugar sereno
e dos venenos antídoto preciso
fez da loucura alicerces do siso
e dos meus gritos bulícios amenos
trouxe vigor ao que era sacrifício
deu mais valor aos encargos pequenos
menos assombros ao devir difícil
como um repuxo e de viço pleno
varri balouços encontrando o alívio
e pra tristura fiz somente um aceno.
A solidão é meu nome
convém-me ossos roer
e sem visão d'outro norte
lastimo a dor de meus cortes
desditoso por aceder
vegetando, sem viver
me amofinando entre enfados
há cada dia há um fado
d'invernos que me consome
a solidão é meu nome
d'infernos fui apenado.
Deixo pro mundo em meus versos provas da minha existência (II)
Espalho minhas sementes
pra que o mundo floresça
pra quando aqui pereça
meu nome não esteja ausente...
Deixo meu ar de presente
pra qu'exalem em permanência
e busquem a florescência
nos germens, de mim, aspersos...
deixo pro mundo em meus versos
provas da minha existência.
Deixo pro mundo em meus versos provas da minha existência
Cultivo frutos de agoras,
de horizontes e devenir
sóis nascentes no porvir
sementes de justa aurora...
no presente de minhas horas
rastros d'intensas vivências
vem n'alma a efervescência
de sentimentos abstersos...
deixo pro mundo em meus versos
provas da minha existência.
Além do Fio
Estou morrendo, não tenho mais ar o suficiente, meus pulmões estão fracos e minha laringe seca.
Lábios roxos só pronunciam seu nome, como uma maldição antiga.
Estou perdendo uma parte minha, um eu que existia somente ao seu lado.
Fecundou a minha pele antes de me deixar, aí de mim.
Sementes de mentiras e ironias, germinando a planta cresceu e se espalhou.
Sua partida fez os grãos morrerem junto com meus sentimentos.
Sem espaço preciso expelir esses talos que tanto coça meus músculos, preciso estancar essa dor.
A flor da pele me rasgo na tentativa de me livrar dos ramos.
Frustração.
Teus talos estão muito fundos em mim, enraizados até a alma.
Prefiro a dor do corte que a dor em ter você dentro de mim.
Escondi de mim mesmo tuas sementes, que morreram e germinaram.
Gerando frutos amargos que agora me resta come-los na esperança de sobreviver.
Sozinha em meu quanto,
sentada em minha cama,
com os olhos cheios de água
e meus pulsos
sangrando...
Relembrando o nosso passado,
percebo que tudo acabou,
quando você saiu
batendo a porta
sem ao menos
olhar para trás.
Agora não sou mais a mesma,
pois não estou mais com você.
No meu quarto fico chorando
e me pergunto
porque você foi embora,
sem me dizer
Adeus.
Hoje trancada em meu quarto
sofro calada,
para não dar explicação
sobre meu passado.
Sou fiel à minha essência,
quem lê-me, vê o meu reverso,
e que há verdade em meus versos,
que imersos em incontinências
revelam inobediências,
mas sem ninguém contender...
e sem dar o braço a torcer,
verso só o que a vida dita
c'o menino qu'inda habita
todo meu jeito de ser
Em meus devaneios apenas um caminho, que leva até você... pensa em mim? Porque meus pensamentos estão sempre em você e queria muito que nos seus eu me fizesse presente também... para não me esquecer.
Você está a um clique e algumas palavras escritas mas receio não poder lhe dizer o quanto sinto tua falta. Você não responderia e manteria seu silêncio e eu continuaria distante de você. Triste destino que ousou me desafiar amar...
Nos encontramos como se estivéssemos esperando por esse momento há muitas vidas e nos separamos como se nada tivesse acontecido para você. Triste história a minha, refém de algo que não chegou a se firmar no tempo porque você não teve coragem de viver...
Às vezes me perco a noite, em meio aos meus pensamentos e nesse instante um suspiro profundo da alma, onde o vento leva e traz mistérios do dia e da noite. Olho a mim mesmo, me conheço, todavia perco-me em pleno ar Conspirando sobre o outro lado Como um marinheiro sem mar. No silêncio da noite, a solidão vem de açoite e num amanhecer gelado, assento-me calado. Olhar para trás é uma escolha arriscada, Pela janela embaçada vejo a cidade a passar. Decidi deixar nela uma marca Para cada pessoa que amei, dei nome a uma estrela. Por fim, mesmo nas noites mais escuras, terei pra mim um céu de estrelas a brilhar. Boa noite.
Vou te falar o que sempre falo para alguns dos meus amigos:
Só evite se magoar.
Evite o desnecessário.
Evite as expectativas.
Evite as ilusões negativas, mas ame as ilusões que só te fazem bem!
Viva o momento, mas não seja escrava do momento.
Quando se investe em qualquer relação, a coisa mais importante, é está atento e consciente. No mais, tudo brota.
Depois é só esperarmos pra ver se a colheita vai nos trazer bons ou maus frutos. E apesar de esperarmos o melhor, sempre tem a porcentagem de danos. Afinal, vivemos fora dos contos de fadas.
Em meus sonhos, tem o silêncio das batidas do meu coração, tem o silêncio dos meus mais loucos pensamentos, tem o azul de um céu que meus olhos podem enxergar, tem um cheiro de mato, tem a poeira da terra que o vento levanta, tem a casinha velha com cheiro de café, em meus sonhos tem a paz que todos desejam encontrar ..
Roubaram-me de mim
Roubaram-me
Levaram meu sorriso, minha alegria, meu brilho
Levaram meus sonhos, meus desejos, minhas opiniões
Levaram minhas memórias
Levaram tudo
Na verdade, na verdade, na verdade
Levaram quase tudo
Restou-me a fé
Tudo que eu preciso para aprender e reconstruir tudo novamente
Quanto ao restante
Infelizes
Certamente precisam mais que eu
Vou seguir reescrevendo minhas palavras
Com a lembrança de tudo que já se foi
Com a certeza que muito ainda virá
Vou viver
Reencontrar-me!
Meus olhos se abrem
Nada posso ver
Penso em você
Estendo minhas mãos
A buscar suas mãos
Mas elas recuam
Sua imagem se dilui
Escorre em meu rosto
Goteja o chão
Que se abre
Desmorona
As nuvens gritam
O céu chora
O mundo te engole
Te absorve
Te devora
O solo se fecha
Uma pequena fresta
Traz um fio de luz
Que vem do núcleo
Me ajoelho
Me aproximo
Então eu vejo
Não era você
Era eu
Imediatamente
Puxo-o de volta
E com força
E consigo
Volto
Sobrevivo
Eu
Ali
Renascido
“Estou perdido em memorias antigas, em versos só meus, em dores que foram me feitas, e em dores que eu fiz, estou ferido, e ando a procura de uma direção qualquer lugar para ir é bom”
A MINHA EXTREMA NECESSIDADE DE SENTIR O DOCE GOSTO DA REALIZAÇÃO DOS MEUS SONHOS IMPOSSÍVEIS É TAMBÉM A MINHA EXTREMA NECESSIDADE DE SENTIR O GOSTO AMARGO DA REALIDADE DA VIDA.
