Eu Amo meus Inimigos
Medos
Meus medos afloram
Quando mais me sinto forte
Vasculham minhas gavetas
Em busca da minha fragilidade
Busco na luz de meus parâmetros
A identidade da coragem
Que sou forçada a ter
Para sobreviver
A escuridão se faz
Em pleno sol do dia
Mas a lanterna do destino
Clareia meu caminho
Finjo não sentí-los (os medos)
Enquanto eles teimam em me assombrar
É preciso ignorá-los
Cubro a cabeça...
Mas a noite escura e quente
Me faz sentir calafrios
Tento respirar bem devagar
Para eles (os medos) não me encontrarem
Meus medos afloram
Quando mais preciso ser forte
Eu finjo...finjo...finjo
E sobrevivo
(Nane-08/12/2014)
De onde vens, que trazes consigo esse
poder imenso de roubar meus sentidos
e fazer me inteiramente tua?!
Aguardo ansiosamente o fim dos meus sentimentos mútuos. Por um lado, seria ótimo poder sentir uma emoção de cada vez. Por outro, seria estranho pois, não seria eu.
Voz que canta a minha
Canto voz que canta a minha
Olho olhos que olham os meus.
Beijo os labios que beijam os meus.
Acaríssio as carrissias que acarríam as minhas.
Choro por quem por mim chora.
Amo quem mi ama.
Amor verdadeiro e aquele que nao espera o outro morrer para ser herdeiro.
Se meu sorriso mostrasse meus verdadeiros sentimentos, talvez muitos ao me ver sorrir ao invés de sorrir de volta, me abraçariam.
O choro da Mãe TERRA
Rasguei a minha carne e engoli meus filhos
Ainda regurgito alguns aflitos,
Outros padecem nas minhas entranhas
Para serem completamente esmagados pelo meu peso insuportável.
Não estável
Devido à movimentação das minhas placas tectônicas.
Que estão à deriva sobre um magma incandescente
Onde sobre elas transita muita gente
E não posso me acomodar indefinidamente
Com a estabilidade da inércia.
Vez ou outra revolvo e fraturo minha coluna
Despedaço-me e fabrico milhões de lacunas
No meu corpo
Num sopro
De morte
E sem mesmo querer
Fazer padecer minhas crias
E depois vou chorar com a garganta do vento
Explodir em lágrimas de amar, o mar
Tentando tragar
A incomensurável dor
Dos padecentes sobreviventes.
Psiu, quer cuidar da minha vida? Fica a vontade, se precisar pergunte ao meu pai, meus irmãos. Se quisesse agradar todos em vez face faria um churrasco.
Infelizmente não tenho CNH, e acabo atropelando, porque paciência me falta.
Agora se você quiser uma vida, dedique ao menos um pouco.
Não me julgue porque tenho amigos evangélicos, espíritas ou batuqueiros como fala. Meu AVÔ e batuqueiro, e amaria igual, caso ele dissesse que nasceu de um repolho.
A Religião como todas as nossas escolhas não define caráter.
Hipocrisia existe em qualquer lugar.
Caráter e. Personalidade é você que escolhe.
Intolerância é a palavra do momento.
Volta há 10 anos e me diga o que é intolerância no máximo alimentar não perca seu tempo com asneiras
Aproveite sua vida com você e com quem ama.
Se a a grama do vizinho parece mais bonita não inveje, tente, uma hora acerta.
E lá vem ele me me beijar, tocar meus pontos sensíveis, frágeis, amar, despertar arrepios, espasmos, tremedeiras, revirar meus cabelos e, pensamentos e levar as nuvens como ninguém. Eu sei que parece meio clichê, mas aí vai uma coisinha boba: Eu te amo!
Advento
Como ato e consequência
Teu olhar e meu sorriso
Teu cheiro em meus pulmões
Ao sentir eu paraliso
Como à soar um aviso
Que o amor está por vir
Impetuoso, árduo, e viril
Doce, suave, febril à tinir
Consuma-se a esperança ardente
E o coração pulsa latente
Sua chegada à almejar
Sua constância à desejar
Vem amor
pode entrar
Espero que goste,
e queira ficar.
Ana Luiza Cirqueira
