Eu Amo meus Inimigos
Eu procuro seguir a Natureza, viver em harmonia com a Vida, com o corpo, com o momento, não preciso de certezas pra estar em paz. Eu me importo com o que posso viver não com o que posso provar. Eu cuido da minha respiração agora, da minha comida, dos meus passos, se eu tiver bem com isso, o que vier depois não me preocupa. As pessoas vivem discutindo ideias e ainda sim se sentem inquietos, eu não tenho respostas e nem certezas e mesmo assim durmo tranquilo. Eu sigo o que é natural, o silêncio, o equilíbrio, o que me faz bem sem prejudicar ninguém, não sigo dogmas e nem rejeito tudo, eu observo, eu aceito e me ajusto. Eu cuido do pequeno, minha mente, meu corpo e minhas atitudes, o resto se ajusta com o tempo.
Quando eu me calo, sou forte. Quando eu engulo o choro, sou madura. Quando eu levo na brincadeira, sou legal. Mas quando eu decido reagir, de repente... eu sou a errada. Ninguém vê o quanto suportei em silêncio, ninguém mede as feridas que me causaram sorrindo. Só enxergam a hora em que explodo, como se toda a dor acumulada fosse um exagero meu. As pessoas te ferem, te diminuem, te humilham... e esperam que você aceite com um sorriso no rosto. Mas quando você coloca limites, quando mostra que também sente, que também cansa, elas apontam o dedo e dizem que você mudou. Não, eu não mudei. Só parei de aceitar o que nunca deveria ter sido normal."
Eu quero compartilhar um segredo com você. Na verdade, não sou exatamente quem parece ser. Meu disfarce é tão habilidoso que é surpreendente como você ainda não percebeu. Sou o seu amigo mais próximo, mas escondo um segredo: na verdade, sou o rosto por trás dos seus sonhos. Porém, revelar essa verdade poderia mudar tudo entre nós, e talvez até te assustar a ponto de se afastar. Por isso, prefiro manter esse segredo guardado, vivendo com a incerteza do que poderia ser se a verdade fosse revelada.
Eu nunca consegui chamar meu gêmeo pelo nome de batismo dele, sempre o chamei de Yê e ele vice-versa.
Às vezes, eu me atento,
No auge do meu alento:
“Quero um futuro!”
Mas logo tudo turva,
Escurece-se o céu, a esperança, a alma...
Às vezes, queria ser de Marte,
Voar pra Vênus, buscar acalanto na Lua,
Esquecer a vida dura,
E as lembranças obscuras.
Mas então, no meio da noite crua,
Um sopro leve, uma luz quase nua,
Me lembra: enquanto respiro,
Ainda há trilha,
Ainda há fôlego,
Ainda há dia.
Meu precioso, quero que saiba que você é quem eu quero ter sempre ao meu lado, é com quem quero partilhar a vida e todos os momentos por mais simples que sejam, pois até os momentos simples se tornam especiais quando estou contigo.
Na sua companhia, me sinto à vontade para brincar, deixo transparecer o meu lado criança, porque quando estou contigo não preciso esconder a minha essência. Posso ser eu mesma, sem nenhum tipo de reserva.
Quando penso nesse lado meu quando estou com você, me surpreendo comigo mesma.
Você entrou na minha vida e sem que eu percebesse desmontou todos os muros que eu havia construído para me proteger. Acho incrível como você entende até aquilo que às vezes não sei explicar muito bem com palavras.
Posso ter tido um dia corrido, cheio de tarefas, mas a sua presença desacelera o meu mundo e a minha mente me trazendo uma sensação enorme de paz e tranquilidade.
Valorizo cada minuto ao seu lado, porque conheço a saudade de cada minuto longe de você. És a parte mais bonita dos meus dias.
Amo conversar contigo, amo também os instantes em silêncio quando estou no seu abraço. Amo sentir o seu cheiro, amo a sua personalidade, o seu jeito de ser. Você me faz rir como ninguém nunca fez. Você é simplesmente encantador meu amor, e quem perdeu, foi quem não soube valorizar tudo de maravilhoso e incrível que você é.
Você extrai o melhor de mim e torna tudo mais leve e mais bonito. Por tudo isso, e muito mais que você tem feito e faz por mim, e pelo nosso relacionamento, só quero agradecer e dizer que és a minha calmaria, e onde sei que posso repousar tranquila em seus braços. Quando estou no seu abraço é como navegar em águas bem serenas e calmas, e ter a certeza que chegarei ao cais em segurança.
Boa noite meu amor, durma bem e receba todo o meu amor e carinho através dessa mensagem.
Eu sempre falhei em falar, minha garganta dava nós e minha mente não sustentava uma só frase, arames se agarravam como colares no meu pescoço e qualquer palavra se desfazia rapidamente, minha incapacidade de contar com a boca me deu o nobre talento de escrever, eu escrevia bíblias sobre coisas banais, enciclopédias sobre histórias de amor e dicionários sobre o mais simples acontecimento, redações não eram pra mim, eu queria escrever poemas e poesias, textos lindamente trágicos e tragicamente lindos, a caneta era arma, e o que saía não eram só palavras, eram sentimentos, partes de mim, quase como gotas do meu sangue e pedaços do meu cérebro, eu colocava partes da minha alma em cada sílaba e uma doze de humanidade em cada letra. As noites eram as mais barulhentas, quando todos estavam quietos, era quando o papel gritava cada pensamento meu, cada carta, cada música, poema e textos nunca e jamais lidos eram como discursos, palestras e sermões jamais e nunca ouvidos, eram segredos encantadores, vozes medrosas silenciadas, pensamentos impuros e inquietantes, suspiros quase sussurrantes, e tudo isso em um pouco de tinta e papel
Será que essa força que você sente é real, ou apenas um roteiro decorado? Muitas vezes esse "eu" artificial não te protege, te apaga. Acha que é adaptação? Para mim, é tem sido covardia domesticada.
"Sua Rotina é Quem Você Esta Treinando Ser".
Se eu pegar seu dia de hoje a sua ultima semana: Como vai estar sua vida se eu repetir por anos? (Agora fica fácil de entender como você esta indo)!
Eu dizia que nunca seria professora, Mas me formei duas áreas E encontrei meu lugar na sala de aula Aos 30 anos
Aos 45, publiquei meu primeiro livro E descobri que amo escrever Histórias infantis que fazem sonhar.
Antes, eu não gostava muito de ler, E nem de escrever...
Hoje, me pego ansiosa por uma nova ideia, Transformando pensamentos Em histórias que encantam e inspiram crianças.
A vida me mostrou que nunca é tarde, Que tudo tem seu tempo, Seu momento.
Cada queda me ensinou: São oportunidades de fortalecimento E recomeço.
Eu não estou atrasada.
Estou vivendo, Me descobrindo, E me tornando uma pessoa melhor A cada dia.
O SAPATO
Marquei o traço do passo apurado,
do sapato seco.
Partia torpe no calor, eu o via árido
no beco.
Quem o calçava passava aperto
naquela fuga.
Era a gravata cara voada ao vento.
Era ruga.
Olhos famintos, não minto, suando,
sem rumo, sufoco!
Atenta doutro lado, a vida, passando
o pisado oco.
Não esqueço o dia daquela trajetória ruim.
Tempo que passar.
Marquei-o tanto na memória, que a mim
doía caminhar.
Ouço sempre que posso
Se eu ouvir tua voz, despreparado,
Me sinto até atropelado,
De tanto, tanto te amar.
Como pode ser algo tão belo,
Tua voz, doce e singelo,
Me faz querer cantar.
Quero correr pros teus lábios,
Nos teus cachos tão sagrados,
De tanto, tanto esperar.
E se encontrar algum defeito,
No teu corpo, no teu jeito,
Eu juro, vou detalhar.
Como pode haver tanto amor,
Transbordando em teu calor,
Na pele a se revelar.
Tua pele é lisa, é poesia,
Teu corpo me hipnotiza,
Teu andar me faz parar.
Teus olhos, que tanto persigo,
São desejo, são perigo,
De tanto te imaginar.
Você não nega que me ama,
Nem diz que a noite se derrama,
Quando eu começo a sonhar.
Amor, quanto tempo eu te peço,
Só um momento, só um acesso,
Pra te poder lembrar:
Que quanto mais longe eu estiver,
Mais eu só penso em você,
Meu peito só quer guardar...
Eternamente... o teu nome, o teu olhar.
O que eu me tornei
O que foi que eu me tornei,
Todos estão a minha volta,
Não sei porque fiquei,
Nesse amor que não me solta.
A minha alma se veste de tristeza,
As minhas atitudes calçaram o fracasso,
Tive a oportunidade de enxergar com clareza,
Cada erro em todos os meus passos.
O que serei no futuro ,
Se eu não mudar o meu agora,
Serei um homem frio e duro,
Tentando vencer a gélida hora.
Eu quero me libertar,
Preciso ser livre novamente,
Quero de novo amar,
E desprender-me desse ser carente.
Como pude entrar nessa prisão,
Por que confiei cegamente,
Eis o perigo da paixão,
E da não valorização de uma mente.
Eu preciso ser forte,
Irei em busca da vitória,
Preciso de um norte,
Pra começar uma nova história.
Vou me reencontrar novamente,
Vou abandonar esse cara do passado,
Irei construir uma nova mente,
E certamente me sentirei realizado.
Lourival Alves
Cemitério.
Madrugada.
O orvalho fede a lembrança e carne velha.
E eu tô ali.
Com flores murchas na mão
e esperança enfaixada em gaze suja.
Sabe o que é amor?
É escavar a terra com as unhas
porque a pá ficou leve demais.
É sentir o cheiro de formol
e ainda assim achar perfume.
É abrir o caixão devagar,
como quem desembrulha um presente proibido.
E lá está ela.
Minha musa cadavérica.
Rainha do silêncio.
Pele cinza como as manhãs que eu perdi.
Lábios rachados,
mas o sorriso?
Mais sincero que o de muita gente viva.
Dizem: “isso é doente.”
Mas eu te pergunto:
e aquele cara que finge amar só pra não dormir sozinho?
Ou aquela que sorri por obrigação no jantar de família?
Quem é mais doente?
Eu amo cada verme que beija tua carne.
Cada lasca do teu osso que brilha na luz da vela.
Eu passo os dedos pelas costelas
como quem dedilha um piano
e ela me canta, em silêncio.
Uma ária morta.
Um sussurro do além.
Te vesti com seda e desespero.
Te deitei no lençol da minha culpa.
E fiz juras que até Deus viraria o rosto.
Mas ela não.
Ela me olha com olhos secos
e ainda assim me vê por inteiro.
E sim, a cama geme.
Não de prazer.
Mas de peso, de passado,
de pactos que não têm volta.
Às vezes me pego pensando — só pensando mesmo.
Ontem, na aula, teve duas falas sobre as quais eu sei o mínimo: BR-319 e a Cracolândia em São Paulo.
Na primeira, disse que o erro do Brasil foi se rodovializar, em vez de se ferrovializar. Juscelino Kubitschek (não sei nem se escrevi certo)… um país se constrói com ferrovias, um modal base para qualquer nação em desenvolvimento. Por isso a Amazônia vive isolada. Sem falar nos supostos crimes de destruição da nossa estrada, casos de explosão (terrorismo), tudo pra não integrar rapidamente — e continuarmos vivendo nas balsas.
Já a Cracolândia: foi dito que o Governo de São Paulo está limpando a cidade na cautela, sem mostrar isso ao público. Na minha humilde concepção, drogas e drogados não se combatem com polícia, e sim com médicos. Não é caso de segurança pública, e sim de saúde pública. Sim, ele tirou os que vivem à margem do centro, mas eles foram sublimados? Não. Só se espalharam para outros locais. Agora, em vez de um local, estarão em vários pontos da cidade.
Contudo, pensei em falar meus posicionamentos políticos e sociais na aula. Entretanto, sei que muitos ali não possuem capacidade para entender ou debater com profundidade o tema — ou os temas. Não sou o mais inteligente da sala. Se duvidar, sou o mais néscio e burro da sala de aula.
Ontem, na faculdade, perguntaram por que eu estava sozinho. Respondi: até um tempo atrás, eu tinha uma namorada, mas acredito que, por ser chato para alguns — pragmático, cético, niilista e misantropo — de todos, sou misantropo.
E se nem eu me aguento, muito menos meus parentes… imagina uma mulher que vê a casca e não a raiz. (Essa é minha resposta agora.)
Sou um analista da razão humana, assim eu acredito. Tento racionalizar meu mundo e as pessoas ao meu redor. Por isso, acho que poucas — ou quase nenhuma — mulheres vão querer ficar com um homem esquisito.
Para quem não compreende o real significado de viver, muitos apenas sobrevivem… sem perceber a verdadeira razão do que é ser racional.
