Estranho

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"A pior solidão não é viver sem alguém; é descobrir que você se tornou um estranho para si mesmo."


enitnatsnoC oãoJ

Estranho mundo:
Homens fazem curso para se tornar homens! Buscam ser uma lenda quando não servem nem para mito!

Estranho mundo!
Robôs são humanizados e socializados, e humanos são robotizados e distanciados!

assassinato do auto ego

Existe um momento estranho em que o ego começa a perder a voz.

Não é uma morte completa, mas uma espécie de silêncio. Como se todas as certezas que eu carregava fossem uma casa construída com paredes de vidro, e bastasse uma queda forte o suficiente para perceber que, na verdade, eu nunca estive tão protegido quanto imaginava.

Talvez seja necessário chegar em algum tipo de fundo para enxergar.

Porque enquanto estamos no alto, tudo parece absoluto. Nossas dores parecem eternas, nossos desejos parecem indispensáveis, nossas versões parecem definitivas. A gente acredita que aquilo que sente naquele instante é a verdade final sobre quem somos.

Mas quando tudo desmorona, quando o personagem perde a fantasia, começa uma visão diferente.

Você começa a enxergar as próprias versões que já morreram dentro de você.

A pessoa que você era antes de certas dores. A pessoa que você tentou ser para ser aceito. A pessoa que você fingiu ser para não demonstrar fraqueza. A pessoa que você criou na sua cabeça e passou anos tentando alcançar.

E então vem a parte mais estranha:

perceber que nenhuma delas era realmente você.

E talvez nenhuma delas fosse falsa também.

Eram apenas momentos.

Porque no fim, tudo parece ter essa natureza passageira que a gente tenta ignorar. O sentimento que ontem parecia impossível de superar, um dia vira uma lembrança distante. A certeza que parecia inabalável, um dia parece uma ideia de outra pessoa. As coisas que jurávamos que definiriam nossa vida acabam sendo apenas capítulos pequenos em uma história que continua mudando.

A gente passa tanto tempo tentando encontrar significado em tudo, como se existisse uma explicação escondida esperando ser descoberta.

Mas talvez o universo nunca tenha prometido sentido.

Talvez nós sejamos seres tentando organizar o caos, criando narrativas para suportar a passagem do tempo.

Chamamos de destino aquilo que aconteceu.

Chamamos de aprendizado aquilo que conseguimos aceitar.

Chamamos de personalidade aquilo que são apenas padrões repetidos até parecerem permanentes.

E quando o ego fica despido, quando não existe mais a necessidade de parecer certo, forte ou invencível, sobra uma percepção quase assustadora:

nós somos muito menos fixos do que imaginamos.

Somos feitos de fases, encontros, perdas, memórias e versões que vão surgindo e desaparecendo conforme atravessamos a vida.

Talvez o fundo do poço não seja apenas um lugar de destruição.

Talvez seja o único lugar onde a gente consegue olhar para cima sem mentir sobre a altura que caiu.

Porque lá embaixo não existe mais personagem.

Não existe imagem para sustentar.

Não existe plateia.

Existe apenas você, diante de tudo aquilo que tentou esconder, percebendo que talvez a maior ilusão nunca tenha sido o mundo lá fora.

Talvez tenha sido a ideia de que algum dia nós realmente fomos uma coisa só.

Pensando nas vezes em que fui usado,🤔 não é estranho o consentimento de minha parte, pois eu achava as pessoas em questão, maravilhosas👀.
No fim, aprendi que consentimento é igual aceitar termos de uso sem ler — você clica em ‘aceito’ achando que vai ser divertido, e quando vê já tá pagando em parcelas emocionais com juros.🫣😖🤣

Duas partes



Traços do que existia entre nós se transformou em ruínas.

Num lugar estranho uma voz imunda o ambiente, o mistério do pensar tornou-se vulgar, e no íntimo do meu ser, julgar se revelou a pintura em preto e branco mais bonita.

Na perda o peso a carregar, no silêncio a lua sabe observar, no alento sem fingir, sem fugir e sem ter para aonde ir.

Algumas sensações queimam, alguns sentimentos ardem, muitos desejos confundem, muitos sonhos reais acabam,

Duas partes de mim existem, uma foi embora e a outra só está esperando o próximo sol nascer para partir.

Algodão doce




É estranho tocar as nuvens e sentir o seu doce na ponta dos dedos,


O cheiro e os formatos dão uma sensação de insanidade, pois são insaciáveis,


Não sei se entre estas nuvens me pareço um anjo ou um consumidor frenético.

Agosto é estranho
Agosto é mágico
Agosto é místico
Agosto é uma lua
Agosto é holístico
Agosto é tamanho
Se mede por dois
Não acaba nunca
De repente se foi.
Lori Damm

⁠A intolerância dos grupos é quase sempre, de modo bastante estranho, exibida mais intensamente contra pequenas diferenças do que contra diferenças fundamentais.

Sigmund Freud
Moisés e o monoteísmo. In: Moisés e o monoteísmo, Esboço de psicanálise e outros trabalhos (1937-1939). Rio de Janeiro: Imago, 1996.
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quando o acaso decidir

Talvez o mais estranho entre duas pessoas não seja aquilo que aconteceu.

É aquilo que continua acontecendo depois.

Uma foto qualquer pode carregar uma história inteira. Uma pessoa pode aparecer ao lado de outra, sorrindo, sem intenção nenhuma além daquele instante, e ainda assim atravessar uma tela e parar justamente onde não deveria. Em algum lugar, alguém vê. Reconhece. Sente alguma coisa que talvez nem queira admitir. E responde de um jeito pequeno, quase casual, como quem tenta esconder o tamanho daquilo numa frase.

Engraçado como algumas pessoas ainda conseguem fazer isso.

Mesmo longe.
Mesmo depois de tudo.
Mesmo quando já não existe mais motivo para prestar atenção.

Talvez porque certas histórias nunca tenham aprendido a terminar direito.

Elas só mudam de lugar.

Saem das conversas e vão parar nas músicas. Saem dos encontros e aparecem numa foto. Saem da rotina e, de vez em quando, voltam pela boca de alguém que nem fazia parte da história.

E talvez seja por isso que algumas pessoas parecem tão familiares mesmo quando estão vivendo uma vida completamente diferente da nossa.

Como se existisse uma versão do mundo em que as coisas tivessem acontecido um pouco diferente.

Um segundo a mais.
Uma escolha a menos.
Um medo que não tivesse vencido.
Uma mensagem enviada na hora certa.
Uma porta que alguém tivesse decidido não fechar.

Nesse mundo, talvez fosse simples.

Talvez vocês se encontrassem sem precisar fingir que não estavam procurando um ao outro.

Talvez não existisse esse cuidado exagerado com o que sentir, com quem vê, com quem sabe, com quem aparece numa foto ao lado de quem.

Mas aqui é diferente.

Aqui vocês aprenderam a conviver com a estranha habilidade de ainda significarem alguma coisa sem precisar dizer exatamente o quê.

E talvez você nunca descubra se aquela reação foi ciúme, saudade, curiosidade ou apenas aquele pequeno incômodo que aparece quando alguém percebe que a pessoa que um dia ocupou um lugar importante continua existindo muito bem sem pedir licença.

Talvez nem ela saiba.

E tudo bem.

Porque existem sentimentos que não precisam de nome para serem verdadeiros.

Às vezes basta uma foto.

Uma amiga em comum.

Uma mensagem atravessada.

Um “não” disfarçado de brincadeira.

E pronto.

O passado abre os olhos por alguns segundos.

Depois volta a dormir.

Eu gosto de pensar que, se realmente existe outra vida, talvez ela não seja uma segunda chance.

Talvez seja apenas um lugar onde certas pessoas conseguem se encontrar sem carregar tudo aquilo que carregaram nessa.

Sem orgulho.
Sem medo.
Sem a necessidade de parecer indiferente.
Sem precisar transformar sentimento em silêncio só porque ninguém sabe muito bem o que fazer com ele.

E talvez, nessa outra vida, quando alguém mandar uma foto dizendo “olha com quem eu estou”, a outra pessoa não precise fingir que não se importou.

Talvez ela apenas sorria.

Porque, no fundo, algumas pessoas não desaparecem.

Elas só deixam de ser presença e passam a ser possibilidade.

E existe uma diferença enorme entre esquecer alguém e aprender a viver sem essa pessoa.

Acho que é isso que ainda me intriga em nós.

Não saber se foi uma história que terminou…

ou apenas uma história que chegou cedo demais.

Talvez em outra vida a gente descubra.

Ou talvez não.

Mas, se algum dia você ler isso e sentir que tem alguma coisa familiar demais nessas palavras, talvez seja porque certas histórias têm esse problema:

mesmo quando ninguém fala o nome,

elas sabem exatamente de quem estão falando.

A Conta que Não Fecha
Interromper o que mal começou dói de um jeito estranho
Não é a saudade do que fomos, é o luto pelo que poderíamos ter sido.


Ficou o vazio.
Uma gaveta meio aberta, um resto de café que esfriou no copo,
o eco de uma promessa que nem chegou a virar história.
Dói aqui dentro, no meio do peito,
esse espaço oco onde a decepção resolveu morar.
Eu queria acreditar nas palavras bonitas,
mas o peso do mundo real falou mais alto.
E nas entrelinhas do que vivemos,
percebi que a conta nunca seria de afeto,
mas de **status**, de **prover**, de **ter**.
Dói aceitar que fui visto como um degrau,
como um porto seguro para o bolso, não para a alma.
Ser usado deixa um amargor que o orgulho demora a limpar.
E a incerteza me dá raiva, mas a intuição não mente:
quando o interesse pesa mais que a entrega, o amor nem chega a nascer.
Por isso, puxo o freio agora.
É a melhor escolha para o momento,
mesmo que o peito ainda arda de incerteza.
Prefiro o silêncio da minha solidão
do que o barulho de ser amado apenas pelo que posso oferecer.
*O meu valor nunca foi cifrão.*
*Fecho a porta antes do fim, para salvar que sobrou de mim.*

⁠“Não sou estranho — sou livre.”

É estranho precisar conhecer novamente quem um dia conheceu até os nossos silêncios!

Sera que somos humanos?
Guerras, conflitos, poder
Será que amamos?
Humano é estranho
Complexo
Insano!!!

⁠Se seu objetivo é a pureza de coração, esteja preparado para ser visto como alguém muito estranho.

A teologia não esfria o crente: ela apaga o fogo estranho e alimenta o fogo santo. Da mesma forma, o fogo santo não aliena o crente: ele purifica a falsa teologia e revela a verdadeira ortodoxia.

A verdadeira teologia não esfria o crente; ela apaga o fogo estranho e alimenta o fogo santo.

Chamar de "louco" ou "estranho" quem tem uma percepção única do mundo é a desculpa dos ignorantes para não encarar a própria falta de sensibilidade.

Há uma cegueira silenciosa naqueles que enxergam um "estranho" onde existe apenas um ser humano lidando com suas tempestades; a verdadeira patologia da alma é a incapacidade de amar.

A verdadeira patologia da alma é a incapacidade de amar: quem enxerga um "estranho" em quem luta contra a esquizofrenia precisa urgente parar de condenar e aprender a humanidade de acolher.