Estranho

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Se o maior fã é um estranho,
E o maior crítico é um conhecido,
É sinal de que você saiu do lugar comum.
Pra uns, é exagero.
Pra outros, é coragem.
Quem entende vibra.
Quem não entende critica.
O problema não é você.
É quem não suporta ver o que você se tornou.


— Purificação

Ser amado é muito estranho. Às vezes é uma dádiva, às vezes é um fardo.

Como é estranho e belo o poder da imagem e das experiências.
A criança que corria e sorria não sabia.
Crescia, e sem perceber, as raízes que a sustentavam
se desfaziam em silêncio,
na mesma medida em que o mundo se abria diante dela.

A criança agora é jovem.
Reconhece-se no espelho sem se reconhecer.
Não é mais a infância.
O familiar, de tanto se conhecer, já é outro.
O conhecido também desconhece.

O mundo, ele próprio, é uma imagem.
Flutua, muda de forma, de cor, de sentido.
E ao mesmo tempo é pequeno,
e tão imenso quanto os astros.
Um enigma:
quem o conhece, o perde.
Quem o desconhece, o encontra.

Eu, sinceramente, volto a dizer que este negócio de viver é muito estranho e muito legal ao mesmo tempo.

Amor estranho amor


Se souberes o que é o amor, me digas, pois não sei o que é amar. Talvez já amo, porém é difícil verbalizar.


O amor é um estranho sentimento que nos faz tão bem ao ponto de querer fugir de nós mesmo, nos trás medo por ser tão bom senti-lo.
Depois temos que desfazê-lo de dentro de nós.

O silêncio que quase virou amor.


É estranho como, às vezes, a história mais intensa que vivemos é justamente aquela que nunca
aconteceu. Sete meses podem parecer pouco para o mundo, mas quando o coração decide criar raízes
em alguém, o tempo ganha um peso diferente. Foram dias, semanas, quase uma vida inteira de
olhares que diziam tudo o que a boca nunca teve coragem de admitir.
Havia algo ali. Não sei se era destino, ilusão ou só a necessidade de acreditar que alguém
finalmente enxergava aquilo que eu tentava esconder. Toda vez que nossos olhares se cruzavam, algo
dentro de mim se ajeitava, como se o universo desse uma pausa só para que eu pudesse sentir aquele
segundo. E como era profundo… Era quase um diálogo silencioso, uma troca de almas que,
ironicamente, nunca chegou a virar palavra. Mas o silêncio, por mais poético que pareça, também
machuca. Porque ele cresce. Ele ocupa espaço. Ele pesa. E com o tempo, percebi que estava sozinha
numa história que escrevi inteira sem nem que você segurasse a caneta. Meu coração te escolheu, e
você… Você nem percebeu que havia sido escolhido.
Sete meses sustentando um sentimento que nunca se permitiu existir fora do meu peito. Sete
meses de esperança tímida, de idealizações bobas, de perguntas que nunca nem saíram da minha
boca. E no fim, o que restou foi a certeza madura, e dolorosa, de que olhares não são promessas. E
que às vezes a gente se apaixona não pela pessoa em si, mas pela versão que nasce dentro da nossa
imaginação. Ainda assim, não me arrependo. Porque aqueles olhares, por mais breves ou ilusórios
que tenham sido, me deram uma coragem que eu não sabia ter: a de sentir profundamente. A de
desejar intensamente. A de ser vulnerável sem testemunhas.
E isso, por si só, já foi amor o suficiente. Mesmo que só meu.

Envelhecer é estranho. Por dentro, sigo sendo a mesma.. meus sonhos, meus risos e até minhas inquietações continuam com a mesma voz. Mas o corpo, esse mensageiro do tempo, insiste em contar uma história que eu não sinto ter vivido tão depressa.
As pessoas que não me veem há anos se espantam com minhas marcas novas, esquecendo-se das que o tempo também gravou nelas. Às vezes dói esse choque nos olhos alheios, como se só eu tivesse atravessado os anos.
Envelhecer, para mim, é aprender a acolher essas mudanças sem perder a essência. É reconhecer que há beleza nos traços do caminho, mesmo quando a saudade do rosto de antes aperta. É um exercício diário de amor-próprio: olhar no espelho e enxergar não apenas rugas, mas histórias, resistências e memórias.

Se o maior fã é um estranho,
E o maior crítico é um conhecido,
É porque o brilho que te guia
cega quem nunca aprendeu a acender o próprio.
Pra uns, você exagera.
Pra outros, você inspira.
O problema não é você —
É quem não entendeu que autenticidade não pede licença.


— Purificação

Se o maior fã é um estranho,
E o maior crítico é um conhecido,
É porque o que você faz incomoda quem parou,
E inspira quem ainda acredita.
Pra uns, você exagera.
Pra outros, você desperta.
O problema não é você —
É o espelho que cada um usa pra te ver.


— Purificação

.A mulher que pensa fora da caixa não é estranha. Estranho é o mundo que insiste em viver dentro dela.

Paredes de hospitais.

Hospitais têm um tipo estranho de silêncio. Não é ausência de som… é o silêncio que pesa, que acompanha cada passo como se o chão estivesse escutando nossas orações engolidas. Nessas paredes brancas a gente descobre que o tempo não anda em linha reta. Ele para, tropeça, resolve andar em círculos. Cada minuto que passa tem tamanho de uma eternidade.

Quando é a vida de quem a gente ama que está lá dentro, é como se o coração da gente fosse parar na porta que se fechou. Ficamos sentados em cadeiras desconfortáveis com pensamentos que não sabem sentar direito nunca. A gente imagina, a gente torce, a gente lembra de todas as risadas, de todos os “depois a gente vê”, e percebe que nada tem mais urgência do que vê-los voltar bem.

As paredes do hospital carregam histórias que ninguém escolheu viver, mas que todo mundo aprende alguma coisa. Tem força onde antes só havia medo. Tem fé disfarçada de teimosia. Tem amor fazendo barulho dentro da gente, querendo arrombar cada porta para alcançar quem está sendo cuidado por mãos que não conhecemos, mas que naquele instante se tornam as mais importantes do mundo.

Ali, a gente descobre que esperança não é luz… é brasinha. Pequena, mas impossível de apagar. Enquanto isso, a parede segue muda, testando nossa paciência, segurando segredos que não contamos a ninguém. Um dia, ela vê lágrimas. No outro, abraços de alívio. É testemunha fiel de quem chega quebrado e de quem volta inteiro.

E no fim, quando a porta finalmente abre, a gente respira de verdade pela primeira vez em horas. Aprende a agradecer o que sempre achou garantido. As paredes continuam lá, firmes, como quem diz: “Você não está sozinho”. E a gente volta pra vida diferente. Mais grato. Mais humano.

Duas partes



Traços do que existia entre nós se transformou em ruínas.

Num lugar estranho uma voz imunda o ambiente, o mistério do pensar tornou-se vulgar, e no íntimo do meu ser, julgar se revelou a pintura em preto e branco mais bonita.

Na perda o peso a carregar, no silêncio a lua sabe observar, no alento sem fingir, sem fugir e sem ter para aonde ir.

Algumas sensações queimam, alguns sentimentos ardem, muitos desejos confundem, muitos sonhos reais acabam,

Duas partes de mim existem, uma foi embora e a outra só está esperando o próximo sol nascer para partir.

Ser estranho é uma forma sofisticada de lucidez. Uma consciência em carne viva que sente o mundo com excesso de precisão. Não é excentricidade, é viver em descompasso com o consenso, ouvir o ruído no meio da música, perceber o vazio por trás das certezas.

A dor vem da dissonância entre o que se vê e o que se finge não ver. Enquanto a maioria se protege com ignorância conveniente, o estranho sofre de clareza. Nietzsche chamaria de “doença do espírito elevado”.
E ainda assim, amar. Amar o humano mesmo quando o entende demais.

Ser estranho é viver tonto de liberdade, duvidar até da própria dúvida. Os outros chamam de “confusão”, mas é só alma demais.O estranho é o herege das convenções, o que “rompe tratados e trai os ritos”.

Há delícia também: ser inclassificável, ver poesia no que escapa ao óbvio, rir de si mesmo enquanto o mundo desaba. Perceber o padrão invisível que Jung chamaria de sincronicidade.

O estranho sente o tempo de outro modo: lento por dentro, rápido por fora. Sente o amor como místico, o tédio como luto. Nada é raso, tudo fere, tudo ilumina. E quando o chamam de “intenso”, ele sorri — intensidade é só estar vivo demais num tempo de gente anestesiada.

Ser estranho é viver num exílio fértil, criar, refletir, desobedecer. Estranheza é antecipação do que o mundo ainda não está pronto pra entender. Ser estranho é ser o rascunho do que ainda não tem nome e sorrir, discretamente, sabendo que a habilidade de lidar com o desconforto é um puro sinal de autenticidade e um atestado de maturidade.

(Douglas Duarte de Almeida)

As vezes me olho no espelho e vejo um estranho com quem venho convivendo a muito tempo. As vezes as certezas tornam-se enganos e os enganos predominam sobre a realidade como se fossem o real.

Inserida por LeoPoeta

Estranho te ver assim
e fingir que o tempo não passou,
que a gente não se afastou,
que ainda somos aqueles.

Mas esse deslocamento
que segura na tua mão e na minha
não nos permite ignorar.

Existe um espelho enorme entre nós
que reflete quem um dia fomos,
Mas não, não somos mais iguais.

Só somos os mesmos nas lembranças,
nas velhas e perdidas palavras
e na vontade de sentir o que um dia
sentimos um com outro.

Inserida por demetrioMDS

Desde que você se foi tem entrado cada cara estranho na minha vida, um pior que o outro. Eu gostava de quando o único cara que estava nela era você.

Inserida por LuizaNeves

Eu até já começo a achar estranho quando de repente a energia vem -.-"

Inserida por hermoislove

é Estranho ! Por que agente sonha com um beijo e não pode sentir o Gosto!

Inserida por AnneAc

Estranho seria viver sem amor.

Inserida por JuninhoSouza

Há algo, admito isso, me sinto estranho, mas não quero isso pra mim.

Inserida por RafaelAllves