Estrada
O viajante,
é um homem ligado à terra,
trocou a casa por uma estrada,
fez da beleza, uma linguagem
fez da semântica, um olhar.
È preciso muita coragem,
para enfrentar essa estrada, esse frio, esse vento e essa chuva,
-- Pensei em voltar, disse o viajante: mas como voltar se já não sou quem eu era quando sair ?
Meu lugar é aqui, peregrino....
Amo dias de chuvas,
por causa das árvores
alcanço repouso
na estrada de chão
.
o jardim está fora do tempo
como palavras de consolo,
uma ideia feliz
sob o olhar da janela
bom dia, flores,bom dia folhas,
bom dia campo
deixa-me passar,deixa-me, olhar
tua gota de ser
A minha poesia,
é sobre a realidade,
sobre a tarde,sobre o chão...
.
É verso de estrada,
história contada,
também solidão
.
Não segue uma métrica poética,
é sobre o nada cognitivo
ventos e incertezas
as vezes, belezas da religião
.
Muitos que já morreram
e outros que vivem na sombra
é sobre a luz da esperança
penumbra
.
é apelo à casa dos sábios,
sobre o condado estórias de livros
sobre o rio e sua margem,
eternidade na vida humana.
Na estrada,
há sementes de silêncio,
germinando beleza em terra fértil
Ancoras e ventos
em forma de sentimentos,
A quietude nasceu,
em pensamentos de paz
"Há um outro mundo, além dessa estrada...
há uma luz acessa nos corações dos homens,
depois do vazio, e do abismo entre as pontes,
haverá um rio azul, dizia o viajante".
Ilumina os meus passos,
quando meu caminho escurecer
eu me perdi em muitas estradas
peregrino, hoje sou.
§
Lancei toda minha infância
em uma estrada de chão,
ali, parte de mim floresceu,
da imaginação surgiram histórias
Do alto monte o olhar
até onde levarão os meus pés?
perguntou o viajante.
§
§
...
Na estrada e
longe da cidade
foi onde tudo começou
onde construir minha casa
onde cultivei meu amor
(estrada)
Entre luz e sombras
Íamos caminhando
Havia rios e som de estrada.
.
Livro: A eternidade das árvores 🌳
O vento traduz estradas
Traduz casas
Até as muralhas da China
As montanhas das filipinas
As pirâmides do Egito
Ele sabe remendar histórias
Alargar as tendas
Por um verso à mesa.
.
{Canção do vento}.
[...]
Um dia entenderás
Que esse meu silêncio
era uma longa estrada
*
Um dia entenderás
Que esse pobre sorriso
nunca quis dizer
absolutamente, nada
*
Haverá contrastes
ilusões que tu mesmo criaste
haverá neblinas delineares
abandonos a milhares
*
Oceanos,
é toda cor que sai dos olhos
dos poros pretos e brancos
horizontes, sejam sempre santos
Em minha mente, minha casa está perto,
mas na estrada ela está muito longe,
tão longe, que jamais voltarei a ser
quem um dia eu era,
.
Havia muitas palavras que deveria ser ditas,
descritas, em prólogo à princípio,
mas vou deixar que o infinito
reescreva as linguagens e que habita há em mim
.
["o viajante iluminado, as linguagens do vento".]
CAMINHOS DE ILUSÕES
Viajando essa estrada tirana
Sobre as gretas de suas espeças rochas
A destroçar a Peçanha
De seus mitos delirantes
Que sugara o mel da flor infante
Nos sonhos mitigantes dos passantes.
Essa pátria de via intransitável
Aos que nela vão viver sempre errantes.
Sob o sol caudaloso e causticante
A regar sem pudor
Outros sonhos em seu solo itinerante.
Se eu sonhasse ou ao menos ideasse
Verteria seus mitos e farsantes
Aplacando essas léguas tão tiranas!
No sutil frescor de Aruanda.
Eu não vou parar
A estrada é muito longa
Vou continuar
Mesmo em meio às lutas
Eu não estou só, Te sinto aqui.
Na estrada da vida, caminhamos sem pressa, cada alma em seu ritmo, sem forçar, sem lutar.
Cada passo é uma escolha, cada escolha uma direção.
Não há necessidade de forçar os desdobramentos da vida, pois cada alma se enraíza, onde a paz se prepara, o amor se declara e o ser se fortalece.
Soltamos apenas as amarras que já não pertencem ao caminho que trilhamos, abrindo espaço para chegar onde precisamos.
