Estou Rindo a Toa
Chapeleiro Loko.
No sorriso da mente,
os cabelos grisalhos no pente.
Estou envelhecendo e me preocupo seriamente,
talvez esteja adiando o presente,
e enfim, esteja inconsciente.
No escuro da mente,
com pensamentos inconsequentes,
um turbilhão conivente,
me visto de gente,
acho eloquente,
talvez esteja doente.
É péssimo estar assim,
me perdendo no consciente,
um tubarão nada ferozmente,
Estou esgotado seriamente.
Uma pausa para o chá,
para enfim encontrar
o tal paraíso
que me fizeram acreditar.
Mas o chá queima os lábios,
entorpece os sentidos,
é doce na promessa
e amargo nos pedidos.
Entre goles de ilusão e realidade,
me pergunto se,
ao final do chá,
há mesmo liberdade
ou só mais uma xícara de ansiedade.
Título: O Fantasma.
ilusório e presente, falso e consciente
estou e não estou, uma presença desconhecida
vivido em poesias, mas carente de epifanias
transparente e aparente
estou e não estou, no presente?
no passado? ou no futuro?
um verso, uma rima
um novo mundo
um vislumbre do desconhecido
me queres?
saibas que sumirei
mas estou aqui
então me esperes!
Precisou de mim?
estou nas sombras
suplique meu nome
eu vou agir!
cuidarei de suas feridas
tratarei com cuidado,
como uma flor
em um vaso
a beleza
não fica
em retratos
mas em fragmentos
do meu tato.
Título: Olimpo.
poisé,
você pediu e algo nasceu,
grande presente, né Perseu.
não estou no Olimpo,
mas me sinto filho de Zeus,
não sou forte como Hércules,
mas sou esperto como Hermes.
Abençoado por Apolo,
sempre criando um novo dolo,
não sou ingênuo como Sansão,
por isso ainda estou são.
não sou guerreiro como Atenas
mas luto pelas minhas cenas.
não sou grego como vocês,
mas sigo forjando meu próprio ser.
O Canto da Justiça e da Paz
Ainda estou aqui, altivo e forte,
Erguendo a voz contra a vil tirania,
Que rouba os sonhos, decreta a morte,
E veste a sombra de hipocrisia.
Caminho erguido sob os escombros
Da vil maldade que o mundo assola,
Mas minha fé, que resiste aos tombos,
Ergue-se firme, brada e decola.
Venho em combate à infame inveja,
Que entorpece a alma e corrompe a essência,
Rasgo seus laços, que são uma teia,
Frágil muralha da inconsciência.
Odeio a guerra, destruo o ódio,
Planto no solo a fraternidade,
Se o mundo jaz num campo insólito,
Faço do amor minha liberdade.
Rejeito a fome que assola os fracos,
O mando insano que oprime o povo,
Derrubo as torres dos vis opacos,
Que se nutrem de sangue e choro.
Honro os poetas, os bons artistas,
Que cantam versos de amor e glória,
São eles faróis, são luzes místicas,
Que eternizam sua memória.
Não quero tronos, nem falsos deuses,
Nem bebo o néctar da vaidade,
Minha batalha, feroz, não cessa:
Ergo bandeiras pela verdade!
Ainda estou aqui, e sempre estarei,
Enquanto houver gritos de dor no vento,
Serei a voz que jamais calei,
Semeador do bom sentimento.
Sou produtor rural. Quando ponho uma semente no chão, estou tendo um gesto de fé.
Quando estou contigo, As mais simples coisas da vida se tornam tão encantadoras quanto um campo de pétalas de rosas ou um por do sol.
A incrível sensação de mil anjos nos envolvendo em asas de amor.
Pintando o meu pequeno mundo sem cor
Me fazendo esquecer todo rancor.
Simplesmente, voce a garotinha
que me fez esquecer a dor.
Garotinha do rosto encantador,
Faço Minha promessa ao Senhor
Te preencher de tudo,
Tudo aquilo que chamo de amor.
Perdido no caminho não estou
Deus abriu os meus olhos e falou:
A Verdade prevalecerá
Renascido no Espírito Santo estás!
" Ô lugarzinho pra me fazer feliz é o mar... Não sei o porquê , mas quando estou por lá, o meu coração tem uma preguiça de sofrer..."
Deus, como eu fiquei tão poderoso?
Deus, eu estou tão exausto
Porque eu vivo para a dor
A luta, a glória, o jogo
Eu estou morrendo...
Na minha própria presença, me sinto só.
Sua falta me dilacera em dor,
Carrego as feridas do amor.
Parece que levei um soco no estômago,
Um golpe cruel, profundo, implacável.
Meu sangue se esgota, perco as forças,
Sinto que está chegando minha hora.
Estou vazio de Deus
Cheio do mal
É a verdade nua e crua
Os aposentos do meu coração são ocupados por um acúmulo de desejos errados
Me visto de uma capa
e engano os homens
Mas conscio que minha vergonha não passa despercebida diante daquele que tudo vê
Sou vazio e seco como poço esquecido em deserto
Sou a fraude que coabita entre os justos devotos
Sou nada
Sou tudo de mal
Quem me pode achar?
Como me vou recuperar?
Será que posso voltar?
Entrei tão fundo que temo que a luz machuque meus olhos
Que o mundo de cima seja demais para mim
Vale tentar? Não sei se vou aguentar
Por aqui é escuro, minha cegueira a isso entende
É meu medo a ser valente
Mas me quero curar
Eu quero me livrar
Do dom de errar
Eu aceito, mas não olho para baixo
Porque eu estou no topo do mundo
Na vida humana, ora estou doente, ora não (...) Na vida espiritual, você sempre está doente. (...) Todos nós temos inúmeros pecados, o que faz com que sejamos doentes. Diante de Deus, eu sempre estou doente.
O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar com mais inteligência.
Não estou aqui glorificando o fracasso, mas sim aprender ... E saber que o aprendizado é constante.
Há tantas pessoas sensíveis à injustiça e a ingratidão que vivem a se perguntar? O que eu estou fazendo aqui neste mundo!
Estou bem, mas se me perguntar com mais profundidade, diria que as coisas não têm sido fáceis. Sei que todos têm seus problemas—eu também já tive os meus—e cada um lida com eles à sua maneira. Mas, desta vez, é algo completamente novo.
É como se minha bolha de proteção tivesse se rompido sem aviso, e tudo que eu lidava pouco a pouco, vencendo com resistência, agora veio de uma vez só. Uma avalanche de responsabilidades que não apenas trouxe novos desafios, mas também ressurgiu tudo que já enfrentei e superei. Sinto que, desta vez, não posso vencer. Isso está me destruindo.
Ainda assim, acredito que, no fundo da minha alma, sem perder minha essência, uma nova versão de mim nascerá e superará tudo isso. Sempre achei que deveria ter bravura, respeito e honra. Mas, ao enfrentar essa derrota, percebi que tudo isso era apenas uma ilusão—nada disso nos livra da morte. No fim, todos acabam no mesmo lugar. Como num jogo de xadrez, o peão e o rei terminam na mesma caixa.
Então, qual o sentido da vida?
Apesar de tudo, amo viver. Espero poder ver mais uma vez a luz do sol, a beleza das nuvens, o mar se fundindo ao céu... e seus olhos, que refletem minha alma e me fazem ser completamente seu.
Quando estou perto não quero vela, mas quando estou longe penso nela o dia inteiro. Estou me afundando nessa confusão da minha mente e não sei o que faço. Tenho medo de perdela e ao mesmo tempo não quero mais está com ela.
Ultimamente, tenho sentido raiva ao pensar que Deus me quer exatamente onde estou. Talvez Ele queira me transformar, mas meu conhecimento me diz que esse pensamento pode ser apenas uma forma de me proteger do fracasso. Sempre que fiz uma escolha, disse a mim mesmo que foi Deus quem me colocou ali. Mas, no fundo, minha consciência sussurra que essa é apenas uma maneira de transferir a culpa. É mais fácil culpar Deus do que admitir que falhei.
Digo a mim mesmo que estou esperando Deus me mandar sair da caverna, mas, na realidade, nada acontece. Talvez essa espera não passe de uma desculpa para me esconder do mundo cruel que já experimentei. Será que estou fadado a viver assim pelo resto da vida? Sem nunca saber ao certo o que é a voz de Deus e o que sou apenas eu?
Encontros e despedidas
Eu vou pular você
Afinal, você não me vê
Já não estou na frente
Me encaram com se fosse doente
Não alcanço sua alma
Ela escapou de mim
Perdi o juízo e a calma
Minha condição parece sem fim
Hora euforia que beira a loucura
Momentos de pura doçura
Perdendo uma luta sem oponente
Tentando trazer o passado para o presente
Mas, tudo se foi como pílulas engolidas
Como vida e morte
Como encontros que viraram despedidas.
