Estar
Apenas a sala de estar arrumada,
E o bom gosto na decoração,
Não me seduz pra eu fazer morada.
Eu preciso conhecer a casa inteira.
As Ondas do Silêncio
Por Diane Leite
Era como estar diante do mar, onde as ondas vêm e vão, imprevisíveis e incontroláveis. Algumas são suaves, quase imperceptíveis, como se apenas acariciassem a areia; outras são intensas, revoltas, carregando pedaços de nós para longe. Assim são as emoções humanas: um oceano interno que ninguém controla por completo.
Existem momentos em que o silêncio é mais eloquente do que as palavras. Ele guarda aquilo que não se diz, o que talvez nunca seja dito. Há olhares que antes mergulhavam fundo, mas que agora apenas tocam a superfície, hesitantes. O que antes era um rio de interesse e curiosidade transformou-se em um riacho tímido, talvez por medo de transbordar.
E então surge a lição aprendida a duras penas: não insistir em ser uma ilha visitada por barcos que vêm e vão ao sabor do vento. O que é destinado a aportar encontra o caminho. O que não é, parte e se perde no horizonte. Essa aceitação não é resignação, mas um ato de amor-próprio. É compreender que o coração é como uma casa: não se abre a porta para quem não bate.
Nos tempos de tempestade, aprender a ficar só é um presente. Porque, no final, quem busca preencher o vazio nos outros não percebe que já é suficiente para si. E essa descoberta transforma tudo: o peso do olhar alheio deixa de ser um fardo; a ausência não é mais um buraco a ser preenchido, e a paz se instala.
E assim, o oceano continua seu movimento. Não há mais ansiedade em esperar a onda perfeita, porque o que chega, chega no tempo certo. O que não vem, nunca foi necessário. Nesse mar de emoções, a escolha mais sábia é sempre construir barcos fortes, mas deixar as velas livres para o vento decidir o curso.
E quando o silêncio permanece, não há mais dor nele. Apenas a certeza de que o universo trabalha em ciclos, e o que é verdadeiro sempre encontra o caminho. O coração, agora calmo, entende: o que fica, pertence. O que vai, liberta. E, acima de tudo, o que não se insiste, floresce.
A SOLITUDE QUE SALVA
por Diane Leite
Você não precisa estar onde não pertence.
Não precisa forçar sorrisos em festas que te esvaziam.
Nem vestir máscaras para agradar quem não te enxerga.
Você não precisa ser aceito por todos — só precisa se aceitar inteiro.
Enquanto você perde noites tentando se encaixar,
poderia estar criando dias inteiros ao lado de quem te entende.
Enquanto arrisca sua paz por medo de ficar só,
poderia estar cultivando um silêncio que cura, que te revela, que te devolve a si.
Você não está errado por gostar da solitude.
Ela não é solidão — é reencontro.
É nela que os pensamentos se alinham.
É nela que sua verdade se apresenta.
É nela que sua alma começa a respirar fora das expectativas alheias.
O mundo é barulhento, e o excesso de ruído afasta a gente de quem somos.
Por isso, aprenda a fazer silêncio.
Não só ao redor, mas dentro.
E quando amar alguém, que seja com presença.
Sem medir, sem cobrar, sem mendigar.
Mas com sabedoria o bastante para sair, caso aquele solo não floresça.
Você não tem obrigação de regar jardins que só existem para esgotar suas águas.
Amar é sublime —
mas se amar é essencial.
Se um amor exige que você se abandone, ele não é amor: é disfarce.
E você nasceu para dançar a vida com leveza, não para rastejar implorando por companhia.
O amor verdadeiro começa quando você entende que
ninguém tem obrigação de te amar…
mas você tem o dever de nunca esquecer que merece amor.
E merece amor, principalmente, de si mesma.
No limiar do adormecer, atravessamos o véu da ilusão de estar acordados, e despertamos para a realidade de que nada, enquanto no mundo, não passa de um sonho.
Perceba isso!
Ser feliz nem sempre é estar mostrando os dentes. Às vezes é estar pertinho... de quem nos faz sentir completo... por um encontro de almas.
"Fique atento a quem busca sempre estar rodeado de muitas pessoas, pois provavelmente não são nada quando estão sozinhos."
Normalmente os que confundem o estar a sós com carência ou solidão, tem a estranha mania de oferecer ao outro a sua meia companhia.
Não há um livre sequer, pois ninguém é tão livre ao ponto de não querer estar preso àquele que o libertou.
O Berger foi o cara que mais me impressionou na F-1.
Nunca fez nada para estar na F-1 e ainda está na F-1.
E o resto será fácil
Ana criticava os outros no passado por precisarem estar presos nas religiões, ele dizia que era preciso aprender adentrar águas profundas e desconhecidas e que os indivíduos morriam pelo grupo.
Joaquim dizia que a “bagagem” da vida é a sabedoria, que precisamos encostar o dedo no machucado do outro com firmeza.
Antônio falou que precisava preencher o vazio da alma, que não queria mais me satisfazer com coisas temporárias, que não é possível viver desconsiderando o outro, andava sentindo tudo triplicado, com intensidade e tristeza.
Caio está namorando a Miss Universo, enfrenta qualquer situação para ela e por ela, ambos se comportam de maneira tão nobre.
Amigas se desentendem ás vésperas do Natal, é apenas o fio da meada, estão decididos a romper para sempre sem a menor boa vontade do mundo uniremos uma amizade que se desvalorizou.
Raquel deseja algo que pertence aos outros, uma tarefa nada fácil.
Toda atenção foi desviada para o TER e não o SER, quando um casal se separa os amigos do casal escolhem com quem querem ficar.
Quando eu te vi e você me viu, sabíamos instantaneamente que estávamos destinados a ficar juntos, mesmo que ele não tivesse um lar ou uma família “normal”.
Nem sempre agimos de maneira nobre, mas pode haver outros lados, podemos descobrir pedras preciosas mesmo nas pessoas desonestas, desleais, rudes e egoístas.
Não sou mais tão jovem, já nem sempre faço o social, já percebi que a maioria de nós prefere colocar a culpa nos outros, mas eu garanto, não dê ouvidos aos que te põe para baixo, vá em frente e seja um terror de bondade para o mundo.
Com o tempo a gente sente menos com o que os outros acham, não se incomoda de ter um gênio difícil. A gente se resgata da própria existência, percebe que até mesmo os melhores cometem erros, aceita as transformações.
Vai nem ligo, diz ao Moisés, mente sem a menor cerimônia, fala em dinheiro o tempo todo, um perfeccionista e um bocadinho pedante, sente inveja, raiva, cobiça, luxúria e é manipulador.
É difícil ser gente grande, é difícil ficar indiferente, refazer as aparências ou ainda viver com sérios problemas pra resolver, é difícil casal pós separado se quererem por perto, por amor aos filhos, é difícil ser chamada de burra ou retardada, ou ainda ofender algo que é sagrado pro outro, vamos aprender a viver bem.
Pelo fato de um dos extremos estar mais próximo do meio-termo e assemelhar-se mais a ele, não opomos ao meio-termo esse extremo, e sim o seu contrário.
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