Estação
Minha vida virou uma monotonia, onde sempre rodamos, voltamos e paramos na mesma estação como se a vida pulasse a primavera e só vivesse na estação onde as flores não florescem.
Estação Paraíso
Acordei numa manhã de domingo.
O que mais temia... aconteceu.
Minha esposa em prantos me chamando:
Acorda... nosso filho morreu!
Foi uma sentença dura, imperativa da parte de Deus,coisa dura de suportar, coração apertado, grito cravado no peito.
Então o vi meu filho,entrando naquele trem, aquele que o levaria, onde nós todos iremos também.
Para Estação Paraíso, lá onde não sofre ninguém, as lágrimas já passaram, para lá, iremos também.
Foi uma devolução dura, coisa que não espera ninguém, ver seu filho ir adiante, deixando luto e pranto sem fim.
Não importa o lugar, nem a estação, Se Deus prometeu alegria ao coração, Ela virá como Sol após a chuva, E o propósito Dele florescerá em tua vida, Como jardim em primavera, com as flores da felicidadebrotando no teu coração.
Poema da Travessia Interior
Sonhei que corria
pela antiga Estação das Barcas,
enquanto portas se fechavam atrás de mim como capítulos que enfim se cumpriram.
A barca já partia,
mas meu coração — inquieto e fiel —
ainda acreditava no salto.
Alcancei a poupa, subi as escadas,
busquei o convés…
e a porta fechada me fitou como um oráculo silencioso.
Havia um mistério ali:
o passado se encerrando em sombras brandas,
o futuro chamando com luz de manhã,
e eu, suspenso entre dois mundos,
sentindo que algo em mim renascia.
Talvez fosse amor,
talvez coragem,
talvez apenas o tempo dizendo:
“Vai. Atravessa.”
Porque a nova fase já pulsa nos pés,
mas a verdadeira passagem
não está no casco nem na água —
está na porta invisível que cada um precisa abrir por dentro.
E quando essa porta se abre, não é só o futuro que chega:
é a alma que finalmente
encontra o seu próprio rumo.
Escrito por Clayton Leite, inspirado em um sonho.
As vezes é preciso refletir sobre nossas raízes para podermos florir na estação de nossa própria alma. (Lorenzo Li)
Escrever e uma maneira de sangrar. As vezes a vida e como um trem passando na estação. Se você não tiver coragem de embarcar, vai passar o resto da vida imaginando como teria sido a viagem. Porem e muito difícil viver e conviver com elasticidade dessa vida as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos . Nosso julgamento não e feito através de centímetros e metros. Mais através de ações , reações e de expectativas. O tempo e paciente e tece lições, amanhã, quando o sol nascer de novo, o que hoje foi ferida vira cicatriz —
e a cicatriz, sabedoria.
Boa noite.
Estou aprendendo a valorizar cada estação. Os picos trazem a vista, mas são os vales que trazem a raiz. É no vale que Deus trabalha em nós, preparando-nos para o que há de vir. Confio no processo.
Na estação, surge a dúvida: a multidão procura uma direção, mas no mesmo ponto de encontro revela-se apenas um propósito incerto.
O tempo não para na estação para embarque ou desembarque.
Segue em movimento contínuo
para que ninguém perceba que tudo na vida é repetitivo.Poucos notam —
o tempo continua disfarçando as repetições,
acertando os ponteiros para camuflar o óbvio.Tudo está visível nas memórias vividas,
e poucos discordam de que somos manipulados:
na saúde, no trabalho, na família —
a vida inteira gira na mesma rotação.Até a fé, o círculo religioso,
segue um cronograma repetitivo,
dia após dia.Resumindo: não sabemos de nada.
Na volta, o tempo não para são muitas perguntas sem respostas,
para que jamais possamos conhecer, de verdade,
a vida que vivemos.
Não! O passado não foi sequer estação, quiçá abrigo. Lá, onde mora a tua memória hoje, é apenas lembrança do que restou do teu velho eu, deteriorado pela frustração de ter acreditado que tudo dura para sempre.
Mari Machado
Amizade é a flor que floresce mesmo na estação mais fria da vida — ela aquece o coração e ilumina o caminho.
Estação Espacial Internacional.
Uma grande estrutura como um observatório futurista com vários cômodos,corredores,
painéis dourados e muitas janelas foi imaginada no ano de 1998.
Mas antes de completar a sua forma,rascunhos foram feitos em centenas de papéis ainda tentando encontrar um desenho ideal.
Com bastante cálculos e linhas com números e letras.
Lápis e canetas eram necessários em cada pensar.
Um imenso projeto teve o seu início em uma manhã.
O primeiro módulo foi levado na direção da atmosfera terrestre no dia 20 de Novembro de 1998.
Em um voo histórico e importante para a astronomia.
No dia 6 de Dezembro daquele ano a montagem de uma grande estrutura começava.
Com muitos voos e o esforço que estava em cada instante desde aqueles papéis,letras e números.
Em lugares definidos ônibus espaciais esperavam mais módulos.
Para que pudessem levá-los acima do céu,onde o Planeta Terra e a Lua seriam vistos de um jeito diferente.
Com pouca gravidade cada módulo era fixado de um jeito calmo,tendo a face da Lua como novas inspirações.
Sendo observados pelo Sol e o Planeta Terra cada ônibus espacial era tocado pela luz do Sol enquanto via sob as suas asas um lindo lugar azul e verde que estava presente nas suas formas especiais ao longe.
Enquanto o Planeta Terra seguia em rotação e translação mais módulos chegavam e calmamente era deixados com outros.
E dias bonitos nasciam com o Sol.
Enquanto outros voos levavam acima do céu pedaços de dedicação,concentração e satisfação.
Distante em uma unidade astronômica o Sol iluminava cada módulo e cada ônibus espacial.
Do outro lado a Lua mostrava uma outra fase.
Uma grande estrutura com painéis dourados energizados pela luz do Sol.
Luz solar como um poderoso impulso que brilhava sobre a quase terminada estação.
Com mais outros voos espaciais um bonito projeto foi terminado em 8 de julho de 2011.
Alguns anos entre voos e mais do que um amanhecer e anoitecer.
Uma grande estrutura para poder observar e estudar o Sol e a sua luz,o Planeta Terra e os seus movimentos e a Lua.
Sobre as muitas distinções dos exoplanetas.
As galáxias e as suas belezas.
E viagens para um outro planeta no Sistema Solar.
Um outro satélite natural,nebulosas,
constelações e outras milhares de estrelas.
Para a Estação Espacial Internacional cada nova descoberta seria algo único.
Em anotações e em fotografias para mais um entendimento da astronomia.
E até nos mais lindos sons vindos do universo a sua forma sentiria coisas puras atravessando os seus voos dourados.
Seria mais um motivo para continuar nessa maravilhosa jornada.
Flutuando sobre o Planeta Terra em uma grande velocidade.
Com os seus painéis impulsionandos pela luz solar.
E mais coisas sobre ciência e astronomia serão compreendidas.
Nos lados da Estação Espacial Internacional levitam memórias de coisas que estão no Planeta Terra.
De uma preciosa natureza e dos dias sobre ela.
Uma grande estrutura montada acima do Planeta Terra após tantos voos dos ônibus espaciais.
Com uma Lua feliz e um Sol radiante sobre ela.
Orbitando em alta velocidade como faz um planeta há milhares de anos.
Estação Espacial Internacional que contempla as manhãs virarem noites.
Muitas vezes foi assim e ainda será por muito tempo.
Sendo possível observar as coloridas auroras enquanto orbita um pequeno planeta.
Entre as auroras e as suas cores a luz do Sol se reencontra com movimentos que o Planeta Terra faz vindos de sua vida.
Acima do céu e contemplando as maravilhas do universo,uma estrutura voa entre o Planeta Terra e a Lua.
Vendo por anos-luz em suas janelas e algo dentro de si as estrelas que brilham na imensidão do universo.
Repleta de esperanças e sonhos uma estação voa sobre os seus sentimentos.
Em cada órbita que a Estação Espacial Internacional completa ao redor do Planeta Terra é como se estivesse contornando a sua forma imaginada.
Entre as manhãs e as noites que voltam sobre si os seus sentimentos estarão alinhados com um planeta que reflete em rotação e translação coisas sobre a sua natureza.
A sua outra vida.
Sobre os seus sonhos com o Sol e a Lua.
Que na Estação Espacial Internacional foram deixados para os outros voos sentimentais que ela ainda fará ao redor de um querido planeta.
Talvez dessa forma, conseguisse envolver a noite que avançava, com condição de estação florida, aquém e além, do meu olhar de ser despojado.
A paz é uma estação toda divina, mas feita para todo homem e o homem todo.
Só Cristo entrega a perfeita paz.
Ecos de uma Nova Estação
É inverno, e sinto o frio se aproximar.
Há um sussurro gelado que dança nas folhas que restam,
como se as árvores se vestissem de ausências,
despindo-se de folhas, como almas diante do inevitável.
Suas sombras alongam-se,
guardiãs de um silêncio que só o inverno traz.
Os pássaros emigram,
levando sonhos e canções para terras distantes,
enquanto nós, aqui, envoltos em mantos e lembranças,
esperamos a temperatura cair,
como quem espera o nascer de um poema.
Os bancos do parque, agora vazios,
guardam histórias de verões passados,
memórias aquecidas pelos sorrisos que se foram,
tal qual lembranças escondidas em caixas de sapatos.
E há, sempre, a estátua do herói,
imóvel em seu bronze e sua glória,
silenciosa testemunha de nossa transição,
do calor para o gélido aconchego das novas manhãs.
Nas ruas, a pressa dos passos se transforma em lentidão,
como se o frio pedisse um compasso diferente,
um momento para refletir,
para sentir a terra e o tempo.
Internamente, ecos de uma nova estação.
Chove bastante aqui dentro,
venta forte e inverno-me.
Mas, ao invés de praguejar, varro as folhas caídas,
agradeço o beijo da brisa,
e tento preservar os galhos,
até o meu próximo florescer.
Uma bela prova pra você que passa por dificuldades.
É a estação. Ela muda conforme as necessidades do ciclo da vida. Assim é na sua vida também.
Nas dificuldades te aproxima de Deus e te faz mais forte pra vencer qualquer batalha.
"CRESÇA NA FÉ E ASSIM ENGRANDECERÁ MAIS DEUS NA SUA VIDA."
─By Coelhinha
" Há viagens que não cabem no bilhete. O bilhete, às vezes, engana-se na estação e deixa-nos entre dois instantes, um que parte, outro que regressa. As memórias também partiam e regressavam como a vida dos Homens."
In, Livro por terminar.
NA PRÓXIMA ESTAÇÃO
No vácuo espesso da minha incoerência,
caminho sobre trilhos que eu mesmo forjei.
Teu silêncio ressoa em mim
como ferro antigo rangendo no frio.
Aprendi cedo a vestir armaduras.
A confundir silêncio com força,
rigidez com caráter,
distância com equilíbrio.
Mas há um trem parado dentro do meu peito,
um apito que insiste em nascer
e não aceita mais o aço como morada.
Sou peregrino do que ainda não compreendi,
exilado nas fronteiras da própria resistência.
E começo a perceber:
não é o mundo que me endurece —
sou eu que ainda tenho medo de sentir.
Se a vida é viagem incerta,
talvez o erro seja parte da rota,
e cada queda, um ajuste de direção.
Não sou aço.
Sou travessia.
Na próxima estação,
desarmo-me.
Deixo no banco vazio
a armadura que me protegeu
e também me isolou.
Liberto-me de mim
não para desaparecer,
mas para existir sem defesa.
E então, no cais do teu ser,
o mar já não me ameaça.
O naufrágio deixa de ser destino
quando compreendo que amar
não é perder força —
é escolher vulnerabilidade com consciência.
Não te encontro como salvação.
Encontro-te como escolha.
Deixo de ser busca tensa
para ser presença inteira.
Na próxima estação,
não sou menos homem —
sou mais verdadeiro.
J Rabello de Carvalho
