Essência Aroma
❝ ...Ela respira fundo o aroma da terra molhada e fria, E em seu sorriso, o cansaço vira paz. Ela é a Mulher Guerreira que ao findar do dia, É feliz por saber que a força em seu interior se refaz
Que venham as estrelas, cúmplices de seu descanso. A alma se despe do uniforme, simples e liberta. Pois a prova de sua bravura não está no avanço, Mas na serenidade de sua espera, tranquila e certa...❞
------------ Eliana Angel Wolf
Mãe, tú és flor formosa que encanta o jardim da minha vida,teu aroma e beleza faz murchar o brotar da mais linda Rosa 🌹
Naz Oliver
Alimenta a tua alma com as flores, e observa nelas o doce o aroma que tem a luz da vida, de Deus. Observa nela a dança do cosmo, as luzes coloridas que se acendem rapidamente e em seguida se apagam. Flores girando, infinitamente piscando sem parar…..✍️
AROMAS DE MIM
(O despertar dos resíduos adormecidos)
Magnetizada pelo aroma das flores,
Sobrevoo os mais silenciosos recantos.
O meu pensamento vem delineando
E penetra no ar o meu encantamento.
Mais uma vez, deixo-me embalar,
Nesse sonho que mexe com o que sou.
Ele penetra fundo na minha alma,
Em busca de resíduos adormecidos.
Buscam também partículas indecisas,
Que, repentinamente, dentro de mim,
Se despertam em um novo pulsar.
São essências que ganham vida,
Misturas de um tempo guardado,
Em confusos aromas que surgem,
E que somente eu sinto.
Lu Lena / 2026
Galo a cantar, cheiro de café no ar,
O aroma do bolo de milho a nos chamar.
Na mesa simples, o afeto está,
Lembrança de vó, saudade a apertar.
Um tempo de criança que não volta mais,
Mas vive no gosto que a alma refaz.
Cada mordida, um abraço, um acalento,
Doce memória em todo momento.
Quer que eu tente escrever um poema um pouco maior ou com foco em outro detalhe dessa lembrança, como o abraço da avó?
O gosto silencioso da verdade era a sonoridade invisível do destino no aroma imemorial dos séculos, na textura celeste da dúvida que se esvaia no perfume matemático das estrelas, cuja a voz arquitetônica do universo se espraiava no sabor abstrato da liberdade. A claridade oceânica do pensamento era a melodia filosófica da impermanência que levava consigo a textura sideral da esperança no aroma intemporal da beleza na voz geométrica do infinito. A luminosidade silenciosa da consciência tinha gosto estelar da transcendência e a música subterrânea do destino era o perfume primordial do ser, cuja claridade poética era astronômica na saudade e na voz mineral da verdade. O aroma gravitacional do amor era etéreo na arqueologia do passado, na luz oceânica da eternidade. O perfume triangular da lua era a voz hexagonal das nuvens no sabor espiral do vento. A textura circular da saudade tinha a claridade prismática do amor na melodia vertical da aurora no aroma espelhado do céu. A voz labiríntica das montanhas estrelava a chuva na textura flutuante da memória. A sonoridade cristalizada da neve era o perfume errante dos caminhos, navegantes do tempo. A condição peregrina da esperança tocava a música planetária da noite, que orbitava em silêncio na luz nômade da ternura constelar da distância desmedida na vida celeste do infinito luminário dos sonhos. A voz navegável da saudade faziam as mãos mais descrentes no instante ambivalente de fechar as cortinas e finalizar o espetáculo, no sabor astral da lembrança numerosa tanto quanto onerosa, na forma galáctica da poesia no intermitente destino que se fazia mais vivo na música suave no instante do amor.
O aroma oblíquo dos séculos cai na sonoridade azul da eternidade no sabor crepuscular das horas. A textura silenciosa do futuro descansa meu corpo fatigado pela movimentação do dia. Será um dia passado se o brilho áspero das eras são esquecidas, mas a temperatura violeta da memória faz mais forte a lembrança do amor, que surge exasperada, pois eis que são correntes do tempo e as mãos bradam por liberdade. As lembranças moram em um labirinto e voltam várias vezes ao mesmo lugar. É uma face que surge na parede sorrindo indiferente, talvez, se caminhos opostos não atravessam a cidade. No entanto, as palavras me resgatam e oferecem saídas através do perfume mineral da lógica, que altiva se faz racional. E na claridade sonora do pensamento penso em esquecer na noite escura, sujeito a perigos de ternura. Resta a luminosidade amarga da consciência e eu nego o sabor da boca se o dia foi pacífico e muito mais gratidão eu sinto. Tentar fortemente esquecer é fazer a memória cada vez mais vívida, então eu apenas me conformo a ver o copo meio cheio no murmúrio cristalino do conceito de que não há mal que sempre dure e paradoxalmente estou plena de alegria se a melancolia não entorpeceu o dia produtivo. A culpa são das noites escuras, que mais exaltam a cor da saudade. Mas não se come saudade nem amor, e sou privilegiada se tenho três refeições diárias. Diria que é uma forma torpe de diminuir a idealização, mas estou no sossego de casa e se bem pensar não me falta nada. O mais são pormenoridades e no estelar vazio dos minutos eu vislumbro o silêncio azul das nebulosas de meu peito e combato sentimentos ardilosos na geometria do infinito, que traz muitas promessas de prosperidade e tudo é relativo se o brilho dos vocábulos me enchem de bem estar e posso dizer que a felicidade está em mim, que em mim nasceu e reluz em meus olhos.
Balões coloridos
e aroma silvestre
de esterco fresco
A vida é tão detestável e apaixonante. Como alguém pode dizer que sabe alguma coisa?! Nenhum de nós pediu para estar aqui e agora que estamos, ninguém quer ir embora. Tudo o que queremos é ficar. Quem sabe, talvez. Nunca tivemos noção do que queríamos e agora só queremos ser. Queremos estar.
Os joelhos voltam a ranger, a cabeça latejante e a escápula inflamada, me presenteiam com outra noite gloriosa.
08/04/23
Michel F.M.
Saboroso Perfume Hipnótico
desconfio
que não seja
o aroma,
nem o cheiro
ou uma fragrância
específica,
que me desestabilize
ou entorpeça.
desconfio que seja
a carinhosa companhia,
a consistente
e indispensável,
presença.
08/11/23
Michel F.M.
B.M.F. Margoni
"... Que a vida seja tão suave como o aroma dos belos perfumes, e que vivê-la seja tão aconchegante como um amor correspondido. Quero mergulhar nas profundezas dos corações, amá-los intensamente, compreendê-los internamente e explorá-los como um aventureiro.
Quero sussurrar no meu coração, o anseio pela compaixão e bondade, que um pequeno gesto de amor, possa trazer a alegria onde há tristeza, possa trazer paz em meio a tempestade e liberdade onde há corações cativos e oprimidos.
Que mesmo não obtendo todos os resultados possíveis de alcançar, posso contentar-se com a simplicidade da vida como ela é.."
Sinfonia do Silêncio
Ah... o café desperta primeiro que o dia.
Seu aroma percorre a casa
como se conhecesse cada lembrança
que ainda mora em mim.
A madrugada continua acordada.
A chuva escreve no telhado
aquilo que o mundo nunca aprenderá a dizer.
Cada gota toca o chão
com a delicadeza de quem sabe
que até o silêncio tem som.
Há uma música baixa.
Ou talvez seja apenas a chuva
inventando notas
que nenhum instrumento alcança.
E eu...
permaneço aqui.
Com os pensamentos soltos,
não porque estejam perdidos,
mas porque algumas verdades
não suportam ser aprisionadas.
Escrevo.
Não para que me leiam,
mas para que minha alma
não se esqueça de quem é.
Há quem faça barulho para existir.
Eu aprendi a existir no silêncio.
Foi nele que encontrei respostas,
que reconheci partidas necessárias,
que compreendi que algumas presenças
só sabiam permanecer
enquanto lhes era conveniente.
Hoje já não me entristece.
Assim como a chuva não pede licença para cair,
também aprendi
que a vida não pede permissão
para ensinar.
O café esfria.
A chuva continua.
A música permanece.
E eu sigo escrevendo.
Porque existem madrugadas
em que Deus não responde com palavras.
Responde com o perfume do café,
com a chuva lavando os excessos da alma,
com o silêncio que fortalece,
e com a serenidade de quem já não precisa provar quem é.
Há uma paz que só encontra
quem teve coragem de caminhar sozinho.
E, desde então,
cada página que escrevo
não é apenas tinta sobre papel.
É a minha própria alma
aprendendo a florescer
mesmo nos dias de chuva.
Sendo assim, sigo na silenciosa sinfonia.
Chove lá fora, mas dentro de mim chove mais,
O aroma da terra desperta o que ninguém mais faz.
É teu corpo, teu cheiro, teu calor escondido,
Que vem junto da chuva, silencioso, contido
O aroma do café desperta mais que manhãs,
Desperta lembranças de teus olhos ainda sonolentos,
E cada gota que cai parece sussurrar teu nome
Entre risos tímidos e mãos que se procuram.
Cafeteira
O aroma do café desperta a manhã,
Mas é teu olhar que realmente me acorda,
Entre goles e suspiros,
encontro teu sorriso
E a rotina se torna poesia
em teus gestos.
Cada xícara guarda
um segredo nosso,
O calor que aquece os dedos também aquece o peito,
E enquanto a fumaça
se espalha pelo ar,
Sinto que somos dois corações
em um só compasso.
Mesmo que o mundo
se apresse lá fora,
Aqui dentro,
entre café e silêncio,
Aprendo que o amor
se serve aos poucos,
E que teu abraço é a
bebida mais doce que existe.
Epílogo: O Paradoxo do Disco e o Aroma de Vega
O maior segredo da exploração espacial estava guardado na Terra, no laboratório do próprio engenheiro que construiu a Voyager 1. Ao analisar as últimas linhas magnéticas do Disco de Ouro antes do lançamento, ele encontrou uma faixa fantasma, gravada por uma frequência tridimensional vinda do futuro. A mensagem ecoava na cabine com uma estática pesada:
— Resistir é inútil. Vocês serão assimilados. Porque nós somos os humanos.
O paradoxo estava selado. O aviso do nosso retorno já tinha sido enviado antes mesmo de partirmos.
Enquanto isso, nos céus do presente, a frota de seis naves rasga o vácuo rumo à constelação de Vega e Alpha Centauri. Um buraco de minhoca colossal é aberto na marra, distorcendo o espaço-tempo como se fosse papel.
Dentro da cabine principal, o caos deu lugar ao conforto supremo do malandro. A cerveja está trincando de gelada na geladeira do reator; na grelha improvisada, a gordura da carne de dinossauro pinga no carvão quântico, perfumando o subespaço. A água já borbulha no fogareiro para passar aquele café preto forte pegado no caminho, e o aroma do chimarrão fresco corta o cheiro forte da caça pré-histórica. A despensa vai cheia pelos próximos mil anos.
Ao fundo, a música do Disco de Ouro ecoa pelas caixas de som da frota, vazando pelas frequências de rádio de todo o quadrante galáctico. Nos planetas vizinhos, as civilizações do velho povo alienígena sintonizam a estática, escutam a melodia da Terra e começam a chorar de puro desespero.
Eles já sabem. Não há para onde fugir. Os humanos voltaram — e o churrasco está servido. Kkkk.
— Fim da Linha Temporal (Por Celso Roberto Nadilo)
Se uma rosa de destaca pela sua beleza e pelo seu aroma,
a mulher de Deus se destaca pela sua santidade no Espírito
e pelo seu perfume em Cristo.
Se fosses um aroma ia te desenhar em minha memoria para te coroar;
Em linda e expansiva explosão de cores que reagrupam o que no peito jaz vivido.
Nessa tarde que tem cheiro de sorriso; Invade em todo meu ser mil pensamentos no seu sentido.
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