Essência Aroma
Flores
Ah!Vou falar das flores
Seu aroma, seu perfume
beleza e cores.
Tão frágil e sempre tão presente
no encontro dos namorados
sobre a mesa do café
e até mesmo na hora das dores
no velório,sobre o túmulo
aquela imensa coroa de flores
onde seu perfume e suas cores
somem se anulam
Sim as flores nos acompanham
por toda nossa vida
Como se tivesse sentimentos
retratando felicidade, amor,
Dor e até horrores!
Mulher guerreira.
Seu corpo é o desenho de um templo misterioso.
Exala um aroma que mistura a sensualidade com a inocência.
Exala a mescla agridoce do desejo e da clemência.
Assim, derrama cada vontade numa trama desordeira.
O Café de uma Soma Perfeita: Sabor, Aroma e Calor
O seu aroma é tão incomparável, satisfatório e fortemente expressivo, que já é suficiente para causar alguns suspiros de contentamento — aquela sensação de ser acolhido, que é bem-vinda em qualquer momento, independentemente do clima.
O seu sabor é inconfundível, intimida o cansaço, aquece o corpo e alegra o espírito; quando bem feito, é bastante agradável, resulta num efeito muito aprazível, que desperta quase que de imediato — um bem que fica pronto na hora certa e bastante acalorado.
O seu calor esquenta como um gesto de amor, que deve ser apreciado sem pressa, dando o devido valor a essa bebida de cor intensa e encorpada; porção de vitalidade; fogosidade de mulher, um tipo de poema quente expressado sem palavras ou simplesmente café.
❝ ...Ela respira fundo o aroma da terra molhada e fria, E em seu sorriso, o cansaço vira paz. Ela é a Mulher Guerreira que ao findar do dia, É feliz por saber que a força em seu interior se refaz
Que venham as estrelas, cúmplices de seu descanso. A alma se despe do uniforme, simples e liberta. Pois a prova de sua bravura não está no avanço, Mas na serenidade de sua espera, tranquila e certa...❞
------------ Eliana Angel Wolf
Mãe, tú és flor formosa que encanta o jardim da minha vida,teu aroma e beleza faz murchar o brotar da mais linda Rosa 🌹
Naz Oliver
Alimenta a tua alma com as flores, e observa nelas o doce o aroma que tem a luz da vida, de Deus. Observa nela a dança do cosmo, as luzes coloridas que se acendem rapidamente e em seguida se apagam. Flores girando, infinitamente piscando sem parar…..✍️
AROMAS DE MIM
(O despertar dos resíduos adormecidos)
Magnetizada pelo aroma das flores,
Sobrevoo os mais silenciosos recantos.
O meu pensamento vem delineando
E penetra no ar o meu encantamento.
Mais uma vez, deixo-me embalar,
Nesse sonho que mexe com o que sou.
Ele penetra fundo na minha alma,
Em busca de resíduos adormecidos.
Buscam também partículas indecisas,
Que, repentinamente, dentro de mim,
Se despertam em um novo pulsar.
São essências que ganham vida,
Misturas de um tempo guardado,
Em confusos aromas que surgem,
E que somente eu sinto.
Lu Lena / 2026
Galo a cantar, cheiro de café no ar,
O aroma do bolo de milho a nos chamar.
Na mesa simples, o afeto está,
Lembrança de vó, saudade a apertar.
Um tempo de criança que não volta mais,
Mas vive no gosto que a alma refaz.
Cada mordida, um abraço, um acalento,
Doce memória em todo momento.
Quer que eu tente escrever um poema um pouco maior ou com foco em outro detalhe dessa lembrança, como o abraço da avó?
O gosto silencioso da verdade era a sonoridade invisível do destino no aroma imemorial dos séculos, na textura celeste da dúvida que se esvaia no perfume matemático das estrelas, cuja a voz arquitetônica do universo se espraiava no sabor abstrato da liberdade. A claridade oceânica do pensamento era a melodia filosófica da impermanência que levava consigo a textura sideral da esperança no aroma intemporal da beleza na voz geométrica do infinito. A luminosidade silenciosa da consciência tinha gosto estelar da transcendência e a música subterrânea do destino era o perfume primordial do ser, cuja claridade poética era astronômica na saudade e na voz mineral da verdade. O aroma gravitacional do amor era etéreo na arqueologia do passado, na luz oceânica da eternidade. O perfume triangular da lua era a voz hexagonal das nuvens no sabor espiral do vento. A textura circular da saudade tinha a claridade prismática do amor na melodia vertical da aurora no aroma espelhado do céu. A voz labiríntica das montanhas estrelava a chuva na textura flutuante da memória. A sonoridade cristalizada da neve era o perfume errante dos caminhos, navegantes do tempo. A condição peregrina da esperança tocava a música planetária da noite, que orbitava em silêncio na luz nômade da ternura constelar da distância desmedida na vida celeste do infinito luminário dos sonhos. A voz navegável da saudade faziam as mãos mais descrentes no instante ambivalente de fechar as cortinas e finalizar o espetáculo, no sabor astral da lembrança numerosa tanto quanto onerosa, na forma galáctica da poesia no intermitente destino que se fazia mais vivo na música suave no instante do amor.
O aroma oblíquo dos séculos cai na sonoridade azul da eternidade no sabor crepuscular das horas. A textura silenciosa do futuro descansa meu corpo fatigado pela movimentação do dia. Será um dia passado se o brilho áspero das eras são esquecidas, mas a temperatura violeta da memória faz mais forte a lembrança do amor, que surge exasperada, pois eis que são correntes do tempo e as mãos bradam por liberdade. As lembranças moram em um labirinto e voltam várias vezes ao mesmo lugar. É uma face que surge na parede sorrindo indiferente, talvez, se caminhos opostos não atravessam a cidade. No entanto, as palavras me resgatam e oferecem saídas através do perfume mineral da lógica, que altiva se faz racional. E na claridade sonora do pensamento penso em esquecer na noite escura, sujeito a perigos de ternura. Resta a luminosidade amarga da consciência e eu nego o sabor da boca se o dia foi pacífico e muito mais gratidão eu sinto. Tentar fortemente esquecer é fazer a memória cada vez mais vívida, então eu apenas me conformo a ver o copo meio cheio no murmúrio cristalino do conceito de que não há mal que sempre dure e paradoxalmente estou plena de alegria se a melancolia não entorpeceu o dia produtivo. A culpa são das noites escuras, que mais exaltam a cor da saudade. Mas não se come saudade nem amor, e sou privilegiada se tenho três refeições diárias. Diria que é uma forma torpe de diminuir a idealização, mas estou no sossego de casa e se bem pensar não me falta nada. O mais são pormenoridades e no estelar vazio dos minutos eu vislumbro o silêncio azul das nebulosas de meu peito e combato sentimentos ardilosos na geometria do infinito, que traz muitas promessas de prosperidade e tudo é relativo se o brilho dos vocábulos me enchem de bem estar e posso dizer que a felicidade está em mim, que em mim nasceu e reluz em meus olhos.
Balões coloridos
e aroma silvestre
de esterco fresco
A vida é tão detestável e apaixonante. Como alguém pode dizer que sabe alguma coisa?! Nenhum de nós pediu para estar aqui e agora que estamos, ninguém quer ir embora. Tudo o que queremos é ficar. Quem sabe, talvez. Nunca tivemos noção do que queríamos e agora só queremos ser. Queremos estar.
Os joelhos voltam a ranger, a cabeça latejante e a escápula inflamada, me presenteiam com outra noite gloriosa.
08/04/23
Michel F.M.
Chove lá fora, mas dentro de mim chove mais,
O aroma da terra desperta o que ninguém mais faz.
É teu corpo, teu cheiro, teu calor escondido,
Que vem junto da chuva, silencioso, contido
O aroma do café desperta mais que manhãs,
Desperta lembranças de teus olhos ainda sonolentos,
E cada gota que cai parece sussurrar teu nome
Entre risos tímidos e mãos que se procuram.
Cafeteira
O aroma do café desperta a manhã,
Mas é teu olhar que realmente me acorda,
Entre goles e suspiros,
encontro teu sorriso
E a rotina se torna poesia
em teus gestos.
Cada xícara guarda
um segredo nosso,
O calor que aquece os dedos também aquece o peito,
E enquanto a fumaça
se espalha pelo ar,
Sinto que somos dois corações
em um só compasso.
Mesmo que o mundo
se apresse lá fora,
Aqui dentro,
entre café e silêncio,
Aprendo que o amor
se serve aos poucos,
E que teu abraço é a
bebida mais doce que existe.
Saboroso Perfume Hipnótico
desconfio
que não seja
o aroma,
nem o cheiro
ou uma fragrância
específica,
que me desestabilize
ou entorpeça.
desconfio que seja
a carinhosa companhia,
a consistente
e indispensável,
presença.
08/11/23
Michel F.M.
B.M.F. Margoni
Epílogo: O Paradoxo do Disco e o Aroma de Vega
O maior segredo da exploração espacial estava guardado na Terra, no laboratório do próprio engenheiro que construiu a Voyager 1. Ao analisar as últimas linhas magnéticas do Disco de Ouro antes do lançamento, ele encontrou uma faixa fantasma, gravada por uma frequência tridimensional vinda do futuro. A mensagem ecoava na cabine com uma estática pesada:
— Resistir é inútil. Vocês serão assimilados. Porque nós somos os humanos.
O paradoxo estava selado. O aviso do nosso retorno já tinha sido enviado antes mesmo de partirmos.
Enquanto isso, nos céus do presente, a frota de seis naves rasga o vácuo rumo à constelação de Vega e Alpha Centauri. Um buraco de minhoca colossal é aberto na marra, distorcendo o espaço-tempo como se fosse papel.
Dentro da cabine principal, o caos deu lugar ao conforto supremo do malandro. A cerveja está trincando de gelada na geladeira do reator; na grelha improvisada, a gordura da carne de dinossauro pinga no carvão quântico, perfumando o subespaço. A água já borbulha no fogareiro para passar aquele café preto forte pegado no caminho, e o aroma do chimarrão fresco corta o cheiro forte da caça pré-histórica. A despensa vai cheia pelos próximos mil anos.
Ao fundo, a música do Disco de Ouro ecoa pelas caixas de som da frota, vazando pelas frequências de rádio de todo o quadrante galáctico. Nos planetas vizinhos, as civilizações do velho povo alienígena sintonizam a estática, escutam a melodia da Terra e começam a chorar de puro desespero.
Eles já sabem. Não há para onde fugir. Os humanos voltaram — e o churrasco está servido. Kkkk.
— Fim da Linha Temporal (Por Celso Roberto Nadilo)
O meu aroma noturno
de Orquídea Brassavola
misteriosa e cítrica
entra na janela d'alma
Para ter pôr em festa
de gala em companhia
da poética Via Láctea
durante o céu aberto
Você me ama de frente
para trás, de trás para frente,
e sobretudo por dentro.
Por mim tens devoção,
paixão alucinada e amor
de perdição a cada momento.
O aroma de Jambu Air
maduro e fresco,
Os teus lábios fazem
festa e desejo.
...
Uma Bunga Kantan
você me deu,
O amor teu
o peito acolheu.
...
Rafflesia desabrochada
pelo caminho que levam
para os teus olhos aos meus,
Poética e benção magnífica
que o Misericordioso Deus
generosamente me concedeu.
Levo na tez o aroma
exato de uvaias frescas,
o sintoma de paixão
capaz de causar anelação
a cada nova realização.
Com refinamento sáfaro
sou capaz de colocá-lo
em priapismo sicalíptico,
e fazer com que continue
todos os dias mais vivo.
Entre o quê há de mais
lúbrico e o mais lúdico
com arrebatamento ocupo
todos os espaços porque
sou o teu amor profundo.
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