Esse teu Jeito me Enlouquece
E como nos livrar disto? Este sentir que incomoda, maltrata, enlouquece e muitas vezes corrompem sentimentos por mais belos e verdadeiros que possam parecer..
Oh este doer.
Esta raiva, tristeza, medo e inveja.
Como machuca este questionamento constante.
O amor adoece, fere, maltrata, enlouquece... Da mesma forma que o amor cura, cauteriza, acaricia e ameniza... É o verdadeiro exemplo de faca de dois gumes.
Quem ama, ama
Quem ama, ama, enlouquece, se esquece
Do tempo de tudo de todos e vive.
Vive em outra dimensão.
Vive de acordo com as batidas do coração
Não vê com antes via, e não sabe ao certo
Agora o que vê.
Sabes que o céu tem tons bonitos
Antes tinha, mais não reparava
Antes as ondas iam e voltavam
E sua vida continuava assim como estava
Hoje as ondas fazem - te refletir
O barulho do mar faz - te filosofar
Poema passou - lhe a escrever
Amor passou a vivenciar
Pássaros servem - te como bombo correio
Que voam incansavelmente a entrega da carta
Tão esperada
Hoje o dia nasceu com mesmo sol de ontem
Mais não com esse brilho
Esse brilho vem dos teus olhos de um olhar sem fim
De um brilho tão intenso que não sabes descrever - lhes
Sem dizer assim;
Os dias podem ou não ser iguais
As pessoas podem ou não ser normais
Os amores podem ser os mesmo ou até nunca mais
Mas teu olhar jamais viu outros iguais
Pois quem ama, ama, enlouquece se esquece
Do tempo de tudo de todos e vive
Vive o amor.
Ela, meiga garota delirante de se ver
A beleza que você tem enlouquece a todos que ti vê.
Uma estrela cadente em forma de mulher, o seu brilho irradia a noite e nos ofusca de desejo, e nos mata de prazer, o que pode um homem fazer para te ter?
IV. A lucidez que enlouquece
Nem toda loucura é fuga. Algumas são excesso de lucidez. Quando se vê demais, sente-se demais. Quando se compreende além do que é possível suportar, a mente busca rotas que a consciência não escolhe. Há dores que não cabem na razão, e há verdades tão nuas que dilaceram.
A lucidez, quando absoluta, é um risco. Porque ver tudo sem véus é também ver o absurdo, a finitude, o vão das promessas humanas. E nem sempre se está pronto para permanecer são dentro desse deserto.
A loucura, por sua vez, aparece como véu restaurador. Ela recobre o intolerável, inventa símbolos, reinventa a lógica. Cria sistemas próprios onde o indivíduo pode ainda ser deus, vítima, redentor, qualquer coisa que impeça o colapso. É nesse sentido que a loucura pode ser também criação, não destruição. A reconstrução de um universo interno, com regras próprias, para que o ser não se desintegre.
E no entanto, mesmo no delírio, há beleza. Porque onde há linguagem, ainda que dissonante, há desejo de expressão. Onde há construção, ainda que simbólica, há instinto de permanência. E onde há dor, há humanidade.
Compreender esse ponto é recusar a dicotomia. É não separar em rótulos estanques o que, na verdade, se entrelaça em ondas. Todos os que pensam profundamente já roçaram a margem da loucura. Todos os que criam com intensidade já sentiram a vertigem do descontrole. O equilíbrio é uma dança. E a lucidez verdadeira não exclui o delírio, apenas o traduz.
Esse mundo enlouquece até as pessoas mais tranquilas, esse mundo entorpece até a sua mais pura essência.
A têmpera mental, fagulha estraçalha e enlouquece os homens, a têmpera mental, deixa o gago sem igual o comum ao inatural, o escritor sem vogal, nenhuma verba escrita ou plural
Suas frases machucam-me, seu sorriso atiça-me, suas mãos arrepiam-me, sua ausência enlouquece-me, isso tudo por que amo-te horrores!
O arrependimento me invadiu com certezas de não saber me defender de ataques sentimentais enlouquecendo-me com insanidades julgadas;
Aprender a não ser o que é, poeticamente fingindo a fraqueza para que não compreendam minha força e me levem onde eu não mereça;
Pois ser esquecido é mais fácil do que pareça, mas ser lembrado sempre é quase impossível para quem não quer enxergar;
Seu estilo me enlouquece e eu não consigo explicar, pois o meu coração acelera e desacelera com certa pressão fazendo-me querer-te em meus braços;
Nem dá para disfarçar os meus sentimentos que gritam pelo seu querer e não consegue mais viver sem você;
Provoca-me com os teus trejeitos indecentes que tanto me enlouquece
Insinua-se que entenderei as suas intenções para comigo...
Não ameaças com os seus desejos intensos
Venha pegar o que você quer!
Tua imagem sensualizando, desorienta o meu saber...
Você com certo exagero... Me instiga com um pecado gostoso
Fazendo com que o meu corpo trêmulo deseja o teu
Arrepiado e safado...
As caricias que enlouquece tua razão ensurdece minha sensatez de tal forma que não consigo me achar em teu prazer alucinado;
Seus gemidos incendeiam meu silêncio com exatidão que não consigo calar seu pudor;
Mas com um sedento desejo de possuir a maciez de sua pele, veludosa que excita meu querer;
Seus olhos me encantam, sua boca me enlouquece, teu perfume me desatina meus desejos querem tirar as suas vestes;
A sua inocência tem malicias, teus trejeitos tem maldades, teu coração me tem amor como temos sede da felicidade;
