Esquina

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Roda de capoeira é como uma esquina fechada, você nunca sabe oque irá encontrar.

Acreditar no abraço, é correr o risco de magoar-se na próxima esquina.

Que eu seja capaz de enxergar o amor em cada esquina, que eu possa sentir cada sentimento, que eu possa viver com toda intensidade. Que eu seja capaz de superar todas as dores, capaz de enxergar o melhor enquanto estiver vivendo o pior, que possa sorrir sem temer, que eu possa confiar sem ser traído, que eu possa sonhar e realizar. Que eu possa esperar de um novo amanhã melhor que o surgir do hoje e para todo o sempre saber que percorro o caminho que meu coração trilhou junto ao meu destino.

Que na esquina de todas as dores, o amor seja o aconchego, o colo de que se necessita...

"" Esquina de minha vida
um dia ainda dobro você...""

Entre todas as lembranças que o tempo levou, espero ter ficado em alguma esquina da tua memória.

Manifesto dos Colarinhos

Sem o varejo da esquina, os colarinhos não brilhariam.
Precisam do primo pobre sujando as mãos,
exposto, caçado, condenado...

Enquanto isso, lá em cima,
os colarinhos se banham em alvejante.
- Brancos.
- Engomados.
-Respeitáveis.

Mas o brilho deles não é pureza —
é o reflexo da miséria de quem sustenta a base.

Que dó do primo pobre...
Nunca mais irá para a esquina,
incansavelmente esperando a carta do judiciário.

Eu não sei muito sobre ser, pois a cada esquina têm uma versão para a criação do que somos, ligo nos tornamos e só então paramos sem saber qual melhor ser? Como saber que meu melhor é o ponto de vista correto para minha realidade? Quem definiu que tem o melhor/Pior e não uma alternativa de ser? Como saber o lado que daria certo ou o que daria errado pra depois da certo? Como saber?

Em que esquina dobrei errado?

A Árvore Que Caiu na Rua de Olavo Bilac

Na esquina da Rua Olavo Bilac

morava uma árvore sem pressa.

Tinha quase meio século de existência,

galhos como braços de mãe,

sombra de abrigo,

e folhas que falavam com o vento

em língua de antigamente.

Os meninos a escalavam

como quem sobe a infância,

os velhos se encostavam nela

como quem repousa a memória.

Pardais faziam festa entre seus ramos,

e um sabiá cantava no fim da tarde,

pontualmente, como um sino natural.

Mas vieram os homens.

Sem nome, sem rosto.

Vieram à noite,

no dia 31 de dezembro de 2024,

quando a cidade brindava o novo ano

sem saber que perdia o que era eterno.

Vieram com motosserras

e um caminhão grande

para levar as galhadas

como quem apaga um traço da história.

Destruíam um legado inteiro

ambiental, urbanístico, afetivo

quando a polícia chegou.

Foi flagrante.

Foram presos.

Mas o crime já estava consumado.

A árvore símbolo de resistência,

de paz, de memória

jazia no chão.

Na rua que leva o nome de Bilac,

poeta da pátria e da civilidade,

a pátria verde tombou

sem discurso,

sem flor,

sem justiça.

As crianças acordaram sem sombra.

O sabiá partiu em silêncio.

E o novo ano nasceu mais seco,

mais quente, mais triste.

No lugar da árvore,

ficou o vazio

e uma placa: Estacionamento.

Na esquina que a cidade não vê
Onde o negrume da noite reside,
Acende o letreiro: "É por você!"
Mas o brilho do ouro é quem decide.
​O pastor, de terno e voz aveludada,
No púlpito, a Bíblia aberta e o olhar sereno,
Condena a luxúria, a carne profanada,
Com o carro importado, o luxo obsceno.
​E o fiel, pobre e de alma tão sedenta,
Deposita a sobra, a última moeda,
Ouve que a benção só é opulenta
Se a fé for medida por nota na gaveta.
​A moral na boca é de pedra fria,
Julgando o vizinho que erra no passo,
Apontando o cisco com tamanha ousadia,
Enquanto esconde a trave sob o braço.
​Falam de Cristo, humilde e despojado,
Que andava na poeira, sem teto nem coroa,
Mas fazem do templo um trono dourado,
Onde a caridade é só uma loa.
​Alegam o amor que tudo perdoa,
Mas fecham a porta para o diferente,
Só aceitam quem reza, quem se ajoelha e entoa
A canção padronizada e conveniente.
​A hipocrisia veste a roupa santa,
É o dízimo da boca, mas não do coração.
A verdade é que a fé, por vezes, se levanta
Não em Deus, mas em pura ostentação

É primavera em toda esquina

A primavera coloriu os quadrantes,
Com um sinestésico crepúsculo carmim.
Tramas trazidas, trançadas por encanto,
espalhadas pelo vento, estrelas-de-anis.

Em todas as esquinas, poesias,
Celebramos um dezembro com flores,
serenos espaços, aumentam os laços
e encontros possíveis com todas as cores.

E, na emoção de todo dia
e na invenção de cada eu,
a melodia da primavera inspira
tudo aquilo que ainda não aconteceu.

Nos dias de hoje, o que não falta, a cada esquina das redes sociais, são orientadores, influenciadores e doutrinadores, pretensos paladinos da verdade e supostos condutores para o sucesso, ávidos por likes e compartilhamentos, que se materializam em grana, e grana fácil, sem suor.
Quando a internet era ficção, as pessoas conversavam mais. O contato físico emanava melhor percepção, seja pela sensibilidade e intuição do que se ouvia, seja até pelas expressões faciais.
O livro físico cumpre papel essencial. O autor de uma obra, seja ela assertiva ou disfuncional, faz com que a leitura e a releitura exijam do cérebro maior atenção, crítica, avaliação e, sobretudo, filtro pelo pensar, sem condicionamentos por likes, compartilhamentos e comentários; ou seja, apenas você e o autor.
Concluindo: sou do time do filtro, do pensar e do raciocinar e, em alguns casos, da meditação sobre o que é divulgado nas redes sociais, antes de emitir juízo de valor e construir uma opinião.

"Logística e futebol tem algo em comum: Em cada "esquina" tem um "palpiteiro mais especialista" do que o próprio técnico!!!"

UM PRETEXTO CHAMADO LIVRO


A casa de esquina parecia abandonada, mas não estava. Apenas vamos chamar de silêncio aquilo que sobra quando as pessoas vão embora. Foi ali que Lázaro, aos trinta anos, parou o carro num sábado de sol em brasa, em Cuiabá. Vendedor da Barsa, trazia na mala enciclopédias e, sem saber, também carregava destinos alheios. Tocou a campainha com cuidado, como quem não queria acordar lembranças. O homem que abriu a porta era viúvo. A solidão morava nele sem pedir licença. Não havia brinquedos no quintal, nem vozes nos corredores, nem pressa alguma para o futuro. Tudo indicava que aquela casa não precisava de livros. Ainda assim, Lázaro entrou. Falou da Barsa como quem fala de permanência. Disse que ali estavam respostas para perguntas que nem sempre eram feitas. Que os livros resistiam ao tempo, às ausências, à poeira dos dias. O senhor escutava em silêncio, olhos pousados em um ponto distante da sala, talvez no passado. A venda aconteceu sem celebração. Apenas aconteceu. Como acontecem as decisões importantes. Depois, o suco de caju. Doce, fresco, quase uma gentileza antiga. Entre um gole e outro, o senhor confessou o motivo da compra. Tinha netos, mas os via pouco. Talvez, disse ele, os livros servissem de pretexto. Um motivo legítimo para que eles voltassem. Para que a casa voltasse a ter passos, perguntas, risos espalhados pelo chão. A Barsa não era sobre pesquisa. Era um chamado.
Lázaro saiu entendendo que a solidão faz as pessoas criarem armadilhas delicadas para o amor: uma coleção de livros, uma mesa posta, uma desculpa bonita para não desaparecer sozinhas.


A solidão ensina que pessoas não compram coisas por necessidade material, mas por esperança, criando gestos e pretextos para trazer de volta quem o tempo afastou, tentando transformar silêncio em presença.

Posso até me dobrar... Mas... Não em qualquer esquina... Não em qualquer vício... Não em qualquer papel...

Inserida por vcruz

" F.e.l.i.c.i.d.a.d.e , não é uma coisa que você encontra na esquina , ou você faz a sua , ou nunca terá "

Inserida por RafaelSilvaMoreira

O amor é importante, não se compra quitanda da esquina, ou se emprestar em uma casa de penhores.Tem gente que luta para descobrir oque é,tem gente que jamais vai senti-lo.

Inserida por davidandrade

E eu, que esqueci de ir embora
sentada na esquina da hora
me vi passar e me perdi.......

Inserida por LiVereza

Na minha estante de menina tem cores brilhantes,
nobres amantes e esquina.
Depois de certas manhãs, certas manhas de menina.
Saia e alcinha.

Inserida por 1andreluz