Esquecimento do Pai
Tenho medo de esquecer você.
Não aquele esquecimento simples, comum, de quem perde uma chave ou um caminho. Tenho medo do esquecimento cruel, silencioso, que apaga detalhes sem pedir permissão.
Tenho medo de acordar um dia e não lembrar mais do som da sua risada quando algo te pegava desprevenida. Medo de não lembrar do jeito que você falava meu nome, como se ele fosse diferente quando saía da sua boca. Medo de esquecer a forma como você me olhava, como se eu fosse abrigo e tempestade ao mesmo tempo.
Você foi um capítulo que não terminou com ponto final. Terminou com reticências, e essas reticências ainda ecoam dentro de mim.
Tenho medo de esquecer quem eu fui quando estava com você. Porque com você eu não era apenas eu, eu era mais vivo, mais intenso, mais verdadeiro. Eu ria com menos medo, sonhava com mais coragem, sentia sem pedir desculpa. E esquecer você seria, de certa forma, esquecer essa versão de mim que só existiu porque você existiu.
Às vezes penso que esquecer seria mais fácil. Seria como deixar cair um peso que carrego no peito. Mas logo entendo que não é peso, é memória. E memórias, quando são verdadeiras, doem exatamente
porque significaram tudo.
Tenho medo de esquecer o seu cheiro. Porque o cheiro é traiçoeiro. Ele vai embora devagar, quase imperceptível, até que um dia não volta mais. E quando isso acontecer, talvez eu perceba que perdi você de vez.
Tenho medo de esquecer as conversas que só nós dois entendíamos. As piadas sem sentido, os silêncios confortáveis, os momentos em que o mundo parecia pequeno demais perto do que sentíamos. Tenho medo de esquecer como era estar ao seu lado sem precisar fingir nada.
O tempo é um ladrão paciente. Ele não rouba tudo de uma vez, leva aos poucos. Primeiro os detalhes, depois os sentimentos, até sobrar só uma sombra vaga do que foi amor. E é isso que me assusta, acordar um dia e você ser apenas uma ideia distante, não mais um sentimento vivo.
Mas, mesmo com medo, eu guardo você. Guardo como quem protege algo frágil demais para ser exposto ao mundo. Guardo nas lembranças que revisito à noite, nas músicas que ainda doem, nos pensamentos que insistem em voltar quando tudo fica silencioso.
Se um dia eu te esquecer, que seja devagar. Que seja apenas o suficiente para eu continuar vivendo, mas nunca o bastante para apagar o que fomos. Porque esquecer você por completo seria como apagar uma parte da minha própria história.
E talvez esse medo não seja fraqueza. Talvez seja amor tentando sobreviver dentro de mim, mesmo sem você aqui.
— Cyrox
O pacto de amizade entre
Grozny e Mariupol
não gerará esquecimento,
porque neste bastidor
de letras tem o suficiente
para que não haja
nunca mais apagamento.
Ondeia o trigo das estepes
e o azul da Soberania na Bandeira
para lembrar onde começa
e onde se celebra a Independência.
Enfeitei os meus cabelos
com girassóis e fiz um
canteiro com camomilas
porque ainda não vou
parar de escrever poesias.
As minhas poesias
imparáveis serão espalhadas
de boca em boca
porque são indomáveis,
esta poética imparável
é Motanka giratória.
Se por acaso conseguirem
fazer com que eu pare
de escrever: as minhas
poesias continuarão
sendo escritas sozinhas.
Os mercenários muito tarde
tomaram posse da realidade
e foram pelos ares,
e eu ainda testemunho
povos querendo conquistar
as suas liberdades.
Para cada um que chora
os seus mortos aceno
o meu respeito e entrego
este poema como quem
planta um lírio pacífico
e profundo para que findem
de uma vez com a guerra do destino.
Buscando não deixar
cair no esquecimento
o sofrimento do General
que segue preso numa
grave injustiça infinita,
Lamento a morte
inesperada do jovem
oficial carcereiro,
Ali não é digno nem
para os culpados,
e tudo escandaliza.
O tempo de liberdade
já era para ter chegado,
Não vejo nenhuma
calma na América Latina.
Dançando no abismo
com os meus poemas,
Em tempo de partidos
aos totais partidos,
Entusiasmada pela
luta da Bolívia
por sobrevivência,
Em mim está o signo
místico e hereditário
da resistência indígena;
A insatisfação chilena
a mim também pertence.
O clamor da Mãe pelo
filho envolvido no tal
conhecido Golpe Azul,
comove-me de norte a sul,
E nada posso fazer,
a não ser escrever
para ninguém esquecer.
... um breve
esquecimento émisericordiosa
chancela concedida ao espírito;
ao adentrar as dissonantes nervuras
dessa terra - um providente estímulo
aos oportunosrecomeços e reparos -
sem que nos assediem tão
embaraçosos sentimentos
deculpa!
O mar do esquecimento
A melhor forma de começar um texto é dando lances no mar das ideias; para alguns possa parecer algo entediante, para outros um esporte, mas para mim é uma questão de vida ou morte; Sei que parece um exagero, mas é assim que vivo, dependendo da sorte, pescando no mar da vida e correndo risco de fisgar a morte. De uma maneira mais inteligível, diria que os momentos em que passei tentando rabiscar algo ceifaram parte da minha vida, e a outra parte que restou está perecendo por causa da parte que se foi. Com efeito, uma parte depende da outra, e nesta lógica, preciso plantar o resto que me resta; sei que não irá trazer de volta o tempo perdido, mas a floração de uma parte pode imortalizar a outra. Entretanto, no meio disso tudo, corro o risco de perder tudo, e ser mais um nesta vida em que os mais fortes imortalizam e os mais fracos transmutam em esquecimento.
Não existe nada
que oculte a tinta
suja de um genocídio,
Nem mesmo a poesia
e o esquecimento
são capazes de gerar
o apagamento,
A minha alma de Ipezeiro
potente se espalhou
pelo mundo inteiro.
Quando você entrega a alguém o direito de ser mais importante que você mesmo,sua vida esta desprotegida.
Sem estima pessoal solida, sem Autoamor, a aura fica aberta as influencias da vida.Seu campo vibratório fica com baixa imunidade, vulnerável as piores situações, atraindo o pior em cada lugar por onde você passa.
Tome conta de todos os seus sentimentos como um patrimônio de raro valor em sua vida e nao permita a ninguém ajuizar sobre o que cada um deles significa para o seu çrescimento.
Quem constrói autonomia garante autoridade sobre a própria vida e dispõe de forca moral legitima para ser um motivador do progresso alheio e do bem de todos
"A humildade é a escada para o sucesso; cada degrau, um passo para longe da arrogância e perto da sabedoria."
Pai, como sinto sua falta.
Saudade dos afetos, do seu amor, da sua proteção.
Com humildade e dignidade cumpriu sua missão.
Hoje lembro de ti com muita emoção
a espero que você sinta todo meu amor, amor de coração,
amor de cumplicidade, além da eternidade.
Um dia essa saudade vai acabar e vamos nos encontrar,
para a felicidade reinar.
A pane no meu sistema é só confrontar a falta do meu pai chapado; nasci poeta, ele perdeu e pra mim morreu calado.
vou nascendo a cada dia, sobretudo nos dias que me dão a mão, pouco a pouco vou silenciando até que o mundo se esqueça de mim...
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