Esqueci de Mim

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A Essência do Instinto


Em mim habita o brilho da vida e o vigor da esperança,
guardo a pureza eterna no olhar de uma criança.
Sou a garra da loba que protege, o faro da felina que sente,
entrego-me a vida por inteiro, enquanto sigo resiliente.⁠


-------- Eliana Angel Wolf

Por que no silêncio da madrugada o eco da saudade que sinto de ti soa loucamente em mim?
Será porque somos dois estranhos que se conhecem tão bem?
Ou porque queríamos permanecer em silêncio em meio a tanto caos? Não sei, mas vejo-me aqui, revendo os pensamentos mais profundos que gostaria que estivessem enterrados.
Maldito anoitecer que me faz voltar a memória tudo que foi apagado, mas apenas uma pergunta fica ecoando em meus pensamentos:
Alguma vez amaste-me verdadeiramente?

enquanto o mundo ruge
além dos muros
guardo em mim
uma melodia
que não pode cessar

Boa noite amigo! É um grande prazer prá mim estar aqui lhe escrevendo essas linhas. A música raiz, essa sim, a verdadeira música raiz, mora em nossas almas de caipiras de verdade vindos lá da roça, e, com certeza, vai nos acompanhar até o último suspirar, como o fizeram vários antepassados nossos, tais como, Tonico e Tinoco, Zilo e Zalo; Vieira e Vieirinha; Zico e Zeca, etc.
Abraços fraternos.

Você tem sido uma amiga muito especial para mim. Quando eu fico um bom tempo sem falar com você, a saudade bate e aperta no meu peito. Beijos carinhosos.

Para mim o Brasil perdeu um de seus maiores mestres da música raiz caipira! Descanse em paz Tinoco, junto aí de seu irmão Tonico.

Para mim, o amor é doação total, sem nada exigir em troca da pessoa amada.

Estou te procurandopor muito tempo, minha amiga...
Venha até mim e vamos ficar juntos ao longo da nossa vida.

Gosto tanto
de mim
a ponto de me autoamar.⁠

Que partas
de ti
e também
de mim:
O encontrar-se bem!

Gosto de você, gosto muito de você, eu acho até que te amo, mas não deixei de gostar de mim! O seu Ego possessivo não mudará isso em mim.

“Amar, para mim, é lembrar de alguém como se fosse eterno, ainda que nunca tenha sido.” JULIANA HOFFMANN LISKA

Ciúmes


Eu digo que você é livre
mesmo te querendo só pra mim
digo que você é independente
mesmo querendo te bancar
eu tento controlar o incontrolável, você
nunca foi fácil lidar com você, estou quebrado
eu sinto ciúmes, mesmo que você não se importe
isso queima minha pele e não é bonito
é dolorido, dá vontade de lutar
mas só me resta aceitar
amor eu me sinto uma pedra
inútil, sem graça, sem personalidade, sem voz
aí vem você, cheia de si, atroz, o que vou fazer?
essas são as desvantagens de amar alguém distante
mesmo perto, tudo parece longe
mesmo junto, me sinto um… monge?

⁠Meu mundo estava escuro, as cinzas caíam depois que a chama se apagou. Pra mim a viagem estava perto do final, mas talvez estivesse apenas começando.
Meu universo então foi tomado, e o que antes era fogo e cinzas, foi lavado com águas cristalinas. Inundando-me por inteiro.
Meus muros racharam e ruíram, estava completamente vulnerável. Então fechei meus olhos, enchi meus pulmões e flutuei naquele rio. Estava em meu próprio universo, um universo dentro do meu. E com aquelas águas cristalinas, meu universo dantes acinzentado tornou-se um pouco mais azul...

Vencer na vida pra mim é ser uma pessoa humilde, é ter gratidão pelas bençãos,é reconhecer o valor daqueles que te deram a mão quando tudo estava dando errado,é amar as pessoas pelo o que elas são.

Vencer na vida para mim, é respeitar a cor do outro, a religião do outro,a forma de se sentir feliz que o outro tem ( sem afetar o próximo) é não desmerecer ninguém e nem duvidar da sua capacidade de realizar seus planos e sonhos.

Pode parecer estranho, mas vencer na vida para mim não tem nada a ver com o que você conquista mundo a fora, mas o coração que tem, a alma nobre que você consegue manter intacta mesmo com os altos e baixos, as ações que você provoca a quem está ao seu redor, é ver riqueza na simplicidade,é encontrar inspiração na gentileza e generosidade, é as escolhas que fazem você se tornar melhor sempre.

Vencer na vida é agradecer sempre e não se sentir superior a ninguém,ai você entende a diferença, a sutil diferença entre ser e ter.

Vencer na vida para kim é permitir que Feus reine em seu coração.

⁠Ah, profundo poço de puro egoísmo. Que dizes: é por você e não por mim.
Máscara que blinda suas intenções e a bondade falsa de interesses pessoais. Fere com medo de ser ferido, mesmo sem correr tal risco.
Esmagalha ingênuos e sinceros corações, enquanto mente em favor próprio. Encontra desculpas para justificar seus atos e se convence delas.
Mas a inocência já se foi e a percepção da verdade se reergue mais uma vez. Outrora cria cegamente, mas hoje desconfia até de si mesmo.

Tranquei-me por alguns instantes em mim mesma, procurando sentir minha própria essência. E quão grande foi minha surpresa, ao perceber que minh'alma relutava em abrir-se comigo mesma. Recolhida em seus próprios medos recusou-se a repetir para mim, tudo aquilo que havia falado milhares de vezes, e que por algum motivo, não fui capaz de compreender ou resolver. Sou a mais pura essência feminina mergulhada em dilemas, e não sou tão forte assim, não tenho todas as verdades. No entanto, vejo-me como a água, se não posso ultrapassar na força, posso contornar as barreiras, e assim sigo em frente sem parar, sem fraquejar.

Quero o amor fluindo cada vez
mais em mim
Sentir que minha resiliência não
tem sido em vão
Perceber cada dia mais o bem no outro,
e ser amável
Livre de amarguras e rancores
que envenenam a alma
Eu quero ser o bem, sem olhar a quem,
e a paz que tanto me faz bem.

⁠Só sou eu mesmo acima ou abaixo de mim, na raiva ou no abatimento; em meu nível habitual, ignoro que existo.

Emil Cioran
Silogismos da Amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

Chega de Margens
Ainda estou me acostumando com ela em pleno 62/63— esta versão de mim que parece uma evolução silenciosa, metade caos, metade clareza e, de alguma forma, ainda intencional. Ela é nova, mas também… não é. Mais como um despertar. A próxima fase do por vir. Eu não percebi que escolher ser imperfeito eventualmente se tornaria parte do por vir. E agora que ela está aqui, ela não anda na ponta dos pés. Ela (idade/mente) não pergunta se é demais. Ela simplesmente chega — crua, firme, despreocupada — como se estivesse esperando que eu parasse de me moldar em formas que deixavam todos os outros confortáveis. E quando ela avança, ela não apenas sobe ao palco — ela o preenche, como se finalmente se lembrasse de que nunca deveria ter vivido à margem da própria vida. Ela permanece ali com essa certeza silenciosa, daquela que não precisa provar nada, daquela que faz você perceber que ela nunca foi o problema — o espaço é que era pequeno demais e me fazia me preocupar, me sentir pressionado. E talvez seja essa a parte que ainda estou aprendendo: que tenho permissão para viver uma vida que me encaixe. Que não preciso me retrair para ser compreendido. Que posso querer mais espaço sem sentir que estou pedindo demais. Não se trata de me tornar alguém novo — trata-se de finalmente me permitir ser quem eu sempre tentei proteger. E é isso que estou aprendendo agora: tenho permissão para crescer (ainda da tempo) além dos limites de quem eu costumava ser. Não preciso me retrair para ser compreendido e nem preciso que alguém me compreenda se esse alguém pretende caber na mesmice do cotidiano orientado por “influencer´s. Posso querer uma vida que me encaixe sem me desculpar por isso. Não se trata de me tornar alguém novo — trata-se de finalmente me permitir ser eu mesmo. E quanto mais me permito crescer, mais percebo o quanto eu me reprimia sem nem notar. Quantas vezes tentei me tornar mais fácil de carregar, mais fácil de entender, mais fácil de amar. Mas não farei mais isso. Nesta idade, a idade do pôr do sol da vida, estou aprendendo a me aceitar como sou — não como um projeto, não como um problema, mas como uma pessoa que merece o espaço que preciso conquistar. Há uma estabilidade nisso. Uma espécie de confiança tranquila que eu não sabia que podia ter. E é nisso que me apego agora — na compreensão de que não preciso me diminuir para me manter amistoso. Posso crescer – ainda que nesta idade o corpo encolha e se curve - sem me perder. Posso ocupar espaço sem sentir que estou tirando algo de alguém. Esta versão de mim não é uma partida; é um retorno – talvez seja isso, quando envelhecemos, retornamos para quem fomos um dia, quando crianças puras. Uma expansão. Uma acomodação na vida que venho construindo silenciosamente. Pela primeira vez, parece menos que estou me desvencilhando de quem eu era e mais que finalmente estou me tornando quem sempre fui.