Esquecer de Mim

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Eu me trato como as pessoas me tratam, sou aquilo que de mim os outros veem.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Eu estava procurando fora de mim por força e confiança, mas eles vem de dentro. E estão lá o tempo todo.

Alguns riem de mim por ser mãe de gatos. E eu rio deles por não compreenderem essa “maternidade divina”.

Entendo porque sempre colocam a culpa em mim. É claro, sou uma estrela, e a culpa é das estrelas.

Tarja preta, pra mim, é censura.
Meu remédio sempre foi uma dose de loucura.
Uma dose de loucura, quer provar?
Provar o que e pra quem?
E se a cura for justamente
Não precisar provar mais nada a ninguém?

Allan Dias Castro
“Voz ao verbo”

Deus, me dê forças. Não para ser o melhor, mas para oferecer o melhor de mim.

Eu finjo não ligar que não gostem de mim. Mas, no fundo… curto secretamente.

Wandinha (série)
1ª temporada, episódio 2.

Aposta

Menina meiga com sorriso encantador,
Despertou em mim, uma pontinha de amor.

Como pode ser tão meiga e, ao mesmo tempo, tão bela,
Como um sorriso que cativa,
Eu não sei mais o que é não pensar nela.

Os dias passam, os dias vêm,
E eu não consigo esquecer, nem encontro uma forma de tentar não te querer.

A questão é saber, a onde isso vai dar,
Ou será que até isso, a gente vai ter que apostar?

Que se aposte muitas coisas,
Ou até mesmo 1 milhão.

Só não vamos tentar apostar,
O sentimento do nosso coração!

Sempre haverá uma parte de mim que será detestável. Mas eu gosto disso.

Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá.

Pode ter sido em pedaços, mas eu te dei o melhor de mim.

VIR A SER

Eu procuro por mim.
Eu procuro por tudo o que é meu e que em mim se esconde.
Eu procuro por um saber que ainda não sei, mas que de alguma forma já sabe em mim.
Eu sou assim...
processo constante de vir a ser.
O que sou e ainda serei são verbos que se conjugam sob áurea de um mistério fascinante.
Eu me recebo de Deus e a Ele me devolvo.
Movimento que não termina porque terminar é o mesmo que deixar de ser.
Eu sou o que sou na medida em que me permito ser.
E quando não sou é porque o ser eu não soube escolher.

(...)Não quero que façam loucuras por mim. Não quero que descarreguem um caminhão de rosas na frente da minha casa. Eu nem saberia onde colocá-las. Não quero que atravessem o mundo em poucas horas apenas para estar comigo. Umas poucas palavras de carinho ao telefone soam bem quando a saudade bate e a distância torna-se um empecilho. Não quero demonstrações que possam ir contra a vida. Se o assunto for realmente amor, eu provavelmente sinto o mesmo e quero o bem de quem eu gosto.

Eu quero apenas um amado, um amante, um namorado. Um amigo, um companheiro. Quero alguém para escutar e conhecer de trás para frente. Alguém que saiba enumerar meus defeitos e, mesmo assim, me faça sentir linda, desejada. Alguém com valores semelhantes, mas com visões de vida diferentes. Alguém que não pense sempre como eu, que me desafie e, assim, faça com que eu aprenda algo surpreendente a cada conversa. Alguém que me faça esquecer pré-conceitos e recriar todas as minhas concepções sobre o amor nos segundos que um abraço pode durar. Alguém que me ensine a conviver na convivência. E, principalmente, que não desista de me entender sem antes tentar. Eu não sou tão fácil quanto pareço, nem tão difícil quanto digo ser.

Pregui de gen



Preguiça do mundo, preguiça de gente. Preguiça de mim.

Vontade de não me relacionar com humanos por uns dias. Bichos, tudo bem. E eu, que de mim não posso fugir. Quero ficar louca e solta, e não pentear o cabelo, e deixar a barba crescer. E meditar. E escrever. E respirar. E só comer frutas. E renascer.

Pra depois me acabar toda de novo, nesse ciclo shivariano que faz o mundo terminar e recomeçar a cada dia. Tem mesmo essa coisa Fênix. Não sei ainda porquê sempre tenho que me desfazer, me arruinar, ir até o fundo de tudo pra acordar no dia seguinte e renascer das cinzas. É como ter que ir até o inferno só para ter algo pra comparar com o paraíso.

Sabe essa leveza que sou eu, essa tranquilidade que reina em mim, essa paz que vive comigo...
isso não é sorte, é opção.
Eu escolhi viver bem, não lamentar; escolhi aprender a cada queda.
Mas principalmente, EU ESCOLHI SUPERAR.

Então, com sua licença, deixe eu e minha culpa em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim mesmo. Eu só te peço uma coisa. Pare de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe. Somos todos culpados, se quisermos. Somos todos felizes, se deixarmos.

Uma coisa que tenho orgulho de mim...não me aproximar de ninguém por interesse,não fazer amizades por interesse e nem puxar saco de ninguém por interesse,porque o que me interessa,é conseguir o que eu quero por mim mesma,que queiram minha amizade por gostar de mim,não é orgulho, é que me amo e me valorizo o bastante pra não me humilhar para ninguém.

Sempre acreditei que o ciúme iria tirar o melhor de mim. O ciúme anula, controla, sufoca, diminui, escraviza, faz o sentimento de amor virar um cárcere de emoções.

PACIÊNCIA — por Jorgeane Borges


Às vezes eu sinto que o mundo corre rápido demais para mim.
Como se tudo pedisse pressa respostas, decisões, coragem
enquanto eu mal consigo acompanhar o ritmo da própria respiração.


Dizem para ter paciência.
E eu tento.
Juro que tento.
Mas há dias em que a paciência pesa mais do que o cansaço,
e tudo que eu queria era um lugar onde o tempo parasse,
onde eu pudesse me recolher sem culpa,
onde ninguém exigisse que eu fosse forte só porque já aguentei demais.


A verdade é que eu tenho carregado um silêncio enorme.
Um silêncio cheio de medos, de urgências internas,
de vontades que eu nem sei se são minhas ou do mundo.
E mesmo assim, continuo esperando
por um alívio, por um respiro,
por um pouco de luz que me lembre que ainda vale a pena.


Mas paciência não é só esperar.
É sobreviver ao intervalo.
É suportar o próprio peso sem desabar de vez.
É acordar mesmo sem querer,
levantar mesmo sem força,
e acreditar que talvez, só talvez,
o amanhã não doa tanto quanto hoje.


E enquanto eu não encontro todas as respostas,
eu sigo no meu tempo.
No meu ritmo.
Nas minhas pausas.
Tentando não me cobrar por não ser mais rápida,
por não ser mais forte,
por não ser aquilo que esperam
quando a única coisa que eu consigo ser agora
é alguém que luta em silêncio para não desistir de si.


E se paciência é isso,
então eu estou aprendendo.
Devagar, no passo que dá,
no passo que eu posso.


E talvez seja assim mesmo:
algumas coisas não chegam quando a gente quer,
mas quando a gente enfim consegue respirar.

Tenho uma mania de tomar conta das pessoas que são importantes pra mim como se elas fossem indefesas.