Espaço
Segredos entrelaçados e emaranhados, porém sem embaraços.
Antes entrou espaço a dentro, se interessou, entrelaçou, amou, mas o destino agiu e numa virada, fez isso tudo enfraquecer, mas com certeza jamais desaparecer ou morrer.
Hoje tempo rodado, tempo passado que se tornou, passado, passo a conhecer, querer, e ter amizade com você, mas possuí-la é improvável, o sentimento é de mais que amizade e companheirismo. Amor? num sei. Vistas claras levemente acarameladas, tão claras que são quase transparentes, que se enxerga o fundo e vê-se vestígios de sofrimento, enxerga-se o passado penoso, mas percorrido e vencido com muita determinação, fé e coragem, marcas registradas de pessoa guerreira, que te faz especial de segredos segregados por serem quase de estado e esses, lançados ao fundo do seu eu, como num baú de tesouro perdido, onde só você tem o mapa de onde está a chave e eu, apenas eu, sei onde escondeu, com a sua permissão é claro, pois só eu poderei saber o que tu escondes ou omite do restante humano, com seu jeito discreto de ser, já que não interessa-os, por não fazerem parte de você.
Muito bom poder confiar-lhe meus segredos e saber que confia-me os seus. O entrosamento é tamanho que acho, tornamos-nos um só, em cabeças, idéias atitudes e comportamentos, bom saber que há extensão de mim, segura, onde tenho mais uma boca, dois olhos, dois ouvidos, habitável e explorável, sem que traga-me embaraços. Bom saber que existe você e de quem já mais me apartarei, pois a qualquer lugar do mundo que estiveres, pela forte confiança que nos envolve, seremos sempre uma só pessoa, um só ser.
Em uma pequena crônica revelando adjetivos, elogios, combinação, entrelaçamento e envolvimento entre a fonte inspiradora e o autor, ele elegantemente e feliz, agradece. Muito obrigado por você existir.
Boldane A. Cordeiro.
Bom dia 14/09/2016
Por muitas vezes vamos dando espaço as pessoas apenas pra ver até onde elas vão mesmo deixando dicas pelo caminho elas persistem em achar que estão sendo mais espertas que as outras, porém não enxergam que quanto mais distante a ovelha se afasta de seu rebanho mais difícil torna-se recuperá-la.
O tolo dificilmente se percebe.
Acredita que tudo sabe
Não há espaço para descobertas
Tampouco, mudanças.
O sábio nota com facilidade.
Percebe a condição do não saber
Aceita
Evolui sem se engrandecer
Engrandece sem esmagar
O humilde cresce alto em sua leveza
O arrogante estagna sob a pressão do próprio peso.
Encontraremos uma porta, e um chão, moldando o espaço do orgulho e esvaziando o balão da individualidade
Na poesia de minha vida cabe tudo, e outro tanto.
Encontro até um espaço pra falar de um não amor,
Avanço precavida. Vou descalça...meio temerosa,
Com receio em minutar, apenas enceto...e pronto!
A caneta segue, escorrega,...rabiscando esse papel,
Registrando meu legado, onde todo o fado se revela.
Não é caneta...é teclado, e o telhado ...invés de céu
E nem papel - desencarcero minha agonia nesta tela.
A vida te pega no laço,e quando vês já nos cercou.
Sempre há dor e punição a quem vacila nas escolhas!
E eis que os laços...em barras de aço se convertem,
(E ao forçar saída, logo os calos vertem em bolhas).
O não-amor não compreende...vê sem ver... e segue
Aperta o laço, junta as barras, me mantendo reclusa.
Até esse meu grito, esse desespero aflito, não escuta
Espera minha recíproca, inda que mil vezes lhe negue.
Em punição de quem comete erro, numa gélida masmorra,
Erro, há mesmo quem o diga? Se inalar um querer é viver!
Presa de alguém insensível, que inda julga-me sua posse.
Traz cativa quem não mais é tua, pertencente a outro ser!
Neste momento de trégua atendo meus dedos em pressa,
Em um pranto onde escorre, não lágrimas... mas sangue.
Escrevo em lamúria, expondo minha sorte, minha injúria...
Pois meu carcereiro, pra este frio cativeiro, logo regressa.
E ao tempo que o faço, ...sinto o aperto das barras de aço,
Em eterna resignação, recolhendo-me, a pensar em Wilde
Em seus lindos versos , (leia-os na “Balada do Cárcere”):
Assim como eu, ele apenas viveu sua história, ... humilde.
E agora, escravizada noutra história, faço tal seu prisioneiro
Que matou o ser amado, e sendo erro, e até mesmo pecado,
Submergindo-me aos poucos, nesse meu mar de desgosto
Também visto a máscara no rosto, e nos lábios, o cadeado!
Vivo em um tempo/espaço que não me pertence.
Todavia ouço nítida a canção das águas frescas
De uma fonte cristalina que um dia mostrou-nos,
Tal espelho mágico que leva a ulterior dimensão,
Que meu ser e minha essência pertence a outrem,
Alguém que, sem pedir licença, sem aquiescência
Aproximou-se, fez minha leitura e interpretou-me,
Acertadamente, ora...como jamais cri ser cabível!
E me fez provar da vida e amá-la de tal maneira
Que é como se eu jamais antes houvesse existido.
Eis meu portal:
Entendam... quase me basta saber, e inebrio-me
Só em pensar que em algum lugar, em sintonia...
Existe um sol que brilha muito, que amo e que é
MEU
À Estrelinha...
Estrelinha D’alva, NalvaSol:
É desse espaço o arrebol.
Tanto melindre nos versos
Tanta destreza e fascínio-
Versar é mesmo seu destino
(E também nossa inspiração-
candura que levas no coração)
Ò Ministra do “en[cantar]”
Não há como ser diferente,
Tente poetar sem emocionar,
Tente! Sem nos fazer cantar...
Cada teu verso e cada tema
É um castelo de emoções...
(Jamais apenas poema).
Teatro
As cortinas abrem (...)
Meus olhos!
Bem vindo ao espaço
do choro e do riso: Teatro!
O palco.
Sinto a força que sai
de dentro de mim:
O encontro com a multidão
de um só!
As luzes, as cores, os sons.
Minha voz!
Aqui eu morro, vivo e revivo.
Eu sou, depois não sou:
O teatro me invade.
Só quando as luzes se apagam,
depois do som do aplauso,
eu desperto: foi um sonho!
Sonhos, quero tê-los, e tê-los,
sempre!
Estou precisando sair de "Órbita", Vejam bem, não é subir em uma espaço-nave e sair do planeta não, estou precisando de umas férias, respirar novos ares, sair da rotina, esquecer os problemas por 1 ou 2 dias, preciso relaxar, renovar-me, e assim então voltar com mais forças para encarar os problemas com mais ânimo... Alguém por favor me tire deste planeta?
Nessa noite de lua cheia
olho em volta:
solidão
meu espaço é uma cadeia
o silêncio me rodeia
quer calar meu coração
Sinto-me metade feliz, metade vazia.
É como se nada do que possuo pudesse preencher este espaço.
É como se nada que pudesse preenchê-lo me convencesse disto.
Algo novo só acontece quando literalmente damos espaço, fechamos ciclos antigos e aprendemos a pôr um ponto final no que não nos tem benefício algum - a grosso modo - e cortamos as arestas que permitimos crescer sem grande valia.
