Escuridão
A verdadeira caridade não busca a luz dos holofotes, ela é a semente plantada na escuridão, cujo fruto é visto apenas por Deus.
Não tenho medo da escuridão, pois aprendi a acender luzes dentro de mim, sou lanterna própria, sou fogo interno, sou chama que não se apaga.
A maior escuridão que enfrentamos não está fora, mas na nossa recusa em acender a luz da autocrítica. A vida não examinada é apenas um longo e caro sono.
A esperança é o pulso teimoso que vibra sob o manto da mais densa escuridão, a certeza lírica de que a luz deve quebrar o horizonte, mas a fé é a brasa fria que arde em seu centro, a única lanterna válida no abismo.
O amor de Deus é o único que não se intimida com a minha escuridão. Ele entra onde ninguém mais ousa tocar, ilumina onde nem eu quero olhar. Seu silêncio não é ausência, é cuidado que respira devagar. E nesse respiro encontro a força que não sabia possuir.
Há noites em que o céu parece fechado, mas é dentro de mim que a escuridão é mais espessa. Mesmo assim, procuro estrelas na memória. E sempre encontro uma: a da fé que não apagou. Porque Deus brilha mesmo quando não o vejo.
Escrevo como quem acende uma vela em meio à tempestade: não para expulsar toda a escuridão, mas para provar que, mesmo ferida, a alma ainda é capaz de produzir luz.
O meu quarto tem cheiro da morte.
A minha janela reflete a escuridão
A minha cama vazia me ensina o que é a solidão.
Por que eu me esforço em me destruir
Perseguindo a escuridão enquanto o sol usa uma coroa
Deixo minha saúde escapar
Deixo ela se deteriorar
Acho que sou minha própria tempestade que me leva embora
Olhos abertos à meia-noite
O relógio é meu ladrão
Contando as horas como folhas caídas
Por que eu me esforço
Por que eu não luto
Trocando meus sonhos por uma noite sem dormir
Acordando cansado
Uma sombra de mim
Por que eu me esforço
Por que não consigo ver
Este corpo é um templo
Mas eu o trato como sujeira
Correndo com o mínimo até começar a doer
Eu construo minha própria gaiola
Tranco a porta
Jogo a chave fora
E depois imploro por mais
Algumas horas
Apenas algumas
Sinto elas escapando
Como areia nas minhas mãos
Como fumaça no ar
Estou aqui, mas mal presente
Por que eu me esforço
Por que eu não luto
Trocando meus sonhos por uma noite sem dormir
Acordando cansado
Uma sombra de mim
Por que eu me esforço
Por que não consigo ver
Muita luz cega; muita escuridão também; precisa manter o equilíbrio dos dois para poder enxergar a realidade.
Você é a lua que ilumina a minha escuridão
É um remédio natural que acalma o meu coração
Muito mais que o prazer possa acontecer
É um círculo de sentimentos que une eu e você...
Sei que sou um romântico incurável
Mas prefiro que me enxergue como
um louco apaixonado;
Que por você buscaria cada estrela lá no céu
Mergulharia no infinito na busca dos seus beijos
com sabor de mel;
Sob a escuridão, aos pés de Roma, repousa a Domus Aurea, provando que os palácios mais suntuosos precisam se curvar à terra para que a história possa caminhar sobre eles.
Reno Fioraso
“Quando Deus te faz brilhar, até a escuridão reage”
Nunca vi um inseto atacar uma luz apagada.
Os “insetos” sempre são atraídos pela luz acesa, porque o brilho incomoda. E sabe por quê? Porque a luz revela as sombras e expõe aquilo que estava escondido.
Quando Deus acende uma luz sobre a sua vida, ela incomoda quem vive na escuridão. O inimigo sabe que uma nova vitória está a caminho e, por isso, envia pessoas para tentar roubar a sua paz, a sua alegria e a sua fé.
Mas não se preocupe. Quem te traiu, te humilhou, te desprezou ou faltou com a palavra será obrigado a ver a sua luz continuar brilhando. Não porque você é maior, mas porque o Deus que te sustenta é fiel.
O Deus que você serve não falha. Ele promete e cumpre. Ele dá a palavra e não volta atrás. O que Ele preparou para a sua vida ninguém pode impedir.
Continue brilhando. A sua luz é a prova de que Deus ainda está escrevendo a sua história.
Entre o “Não” e o “Sim”, Permaneça Comigo
Na escuridão tão densa que, pela persistência, acaba por se tornar transparente, a neve continua a chorar como antes.
E aquela porta continua fechada em sua memória — mas somente a do ontem.
Uma verdade que merece ser dita:
Mesmo com a chuva do “não”, existe o sol do “talvez”, o “quem sabe” e, quem sabe um dia, a brisa suave do “sim”.
Mas, mesmo assim, esteja sempre comigo.
A escuridão à volta da lua, aumenta o seu brilho e torna-a maravilhosamente bela.
O que seria da lua sem a noite?!
