Escritor Famosos
Aos Ávidos e Insaciáveis
Convidava o ser vidente,
Como os portais límpidos
E diáfanos de ilhas
Virginais incógnitas,
Desconhecidas e inexploradas,
Que habitam o imaginário,
Tempestuoso dos pioneiros,
Mais ávidos e insaciáveis.
Ela personificava tua significância,
Ela não levava nada em consideração.
Era o desacordo e a concordância,
Ela não levava nada em consideração.
Reservada apenas aos mais
Vigilantes e persistentes,
Como se o ímpeto,
Desvendasse nela,
Teu próprio sentido ousado.
Num molejo natural e singular,
Dominava o ambiente ao se mover;
Pois ela não andava simplesmente, Marulhava ao navegar pelos espaços.
Produzia insegurança nas fêmeas,
Que orbitavam ao teu redor
E neste entorno abstraía-se
De qualquer fixação alheia.
Ela personificava tua significância,
Ela não levava nada em consideração.
Era o desacordo e a concordância,
Ela não levava nada em consideração.
Reservada apenas aos mais
Ávidos e Insaciáveis.
Ela não levava nada em consideração.
Aos Ávidos e Insaciáveis
Convidava o ser vidente,
Como os portais límpidos
E diáfanos de ilhas
Virginais incógnitas,
Desconhecidas e inexploradas,
Que habitam o imaginário,
Tempestuoso dos pioneiros,
Mais ávidos e insaciáveis.
Ela personificava tua significância,
Ela não levava nada em consideração.
Era o desacordo e a concordância,
Ela não levava nada em consideração.
Mas é com toda a certeza cultivável.
Quando verdadeiro é durável,
Fortalecido é indestrutível, inquebrável,
Se derradeiro mantêm-se infindável,
Mas nunca, jamais, intolerável.
Sentimento fino e agradável,
Nele o respeito deve ser respeitável,
Em sua existência, honrado e louvável,
Dependendo o caso e a ocasião é inadiável.
O amor perfeito é invulnerável,
Não pode tornar-se desagradável,
Ou então degradar-se tornando-se degradável.
Resiste aos trejeitos, a avenida do amor é transitável,
Sempre plausível, nunca vaiável,
Terrível é aquele irrecuperável.
Quando em público é observável,
O amor inconsciente é inimaginável,
E se amamos quem ama a gente fica inseparável,
Prova de amor é inquestionável,
A palavra transcende; é inominável.
Se fosse metal seria inoxidável,
Sendo sincero é insubstituível,
Mas aquele aventureiro é instável.
Quanto mais alto mais intocável,
Se for um presente é irrecusável,
Para todos um dia será irremediável,
Em sua nobre presença indispensável,
O amor é amável.
Cicatrizes são poemas, que a vida nos dedica, entalhando em nossa carne versos inesquecíveis, para recordarmos que o sofrimento ensina e a dor, é poesia.
A Lenda do Guerreiro Urbano
Sua cama o pavimento,
Seu cobertor a lua minguante,
As paredes de cimento
Com grafite cintilante,
O tapete do seu quarto
É o córrego borbulhante.
O pontilhão é o limite
Cortando as artérias.
Rompendo o fatigante,
Nos becos crescem bromélias.
Um fato relevante,
Um relato fascinante !
“Na metrópole profana,
Um mendigo indigente,
Se torna a lenda urbana,
De um guerreiro valente.”
Em sua carruagem
Revestida de papelão,
Recomeça a viagem
Costurando o ribeirão.
As vielas são inseguras,
Mas já foram o seu lar,
Identifica as figuras
Rascunhadas num pilar.
Seguindo o segmento
Sua pupila se dilata,
Quando vê e fica atento
A um latão em movimento,
Descendo violento
Na enxurrada que arrebata.
Se aproxima desconfiado,
Em um instante repentino,
Ao latão agarrado
Ele nota um menino.
Se atira no rio sem pensar,
Então pensa em não se afogar
E nadar, nadar e salvar.
Descendo a corredeira
Depois da trovoada,
Atitude guerreira,
Um arco-íris na alvorada.
Não pretendia ser famoso,
Não almejava ter dinheiro,
E um desafio fabuloso
O transformou em um guerreiro.
Ele nadou, venceu e salvou
E o menino viveu e voltou,
Para contar a lenda...
“Na metrópole profana,
Um mendigo indigente,
Se torna a lenda urbana,
De um guerreiro valente.
A Lenda do Guerreiro Urbano.”
Seguindo o segmento
Sua pupila se dilata,
Quando vê e fica atento
A um latão em movimento,
Descendo violento
Na enxurrada que arrebata.
