Escritor Famosos
Lavou seu rosto na bacia,
Escovou os dentes,
Arrumou seus lençóis,
Calçou os sapatos de feltro,
Após colocar as meias de algodão,
Seus tornozelos doloridos,
Um repuxão, devido à queda do balanço.
Mas surgia um novo dia,
Ela enrolou seu lenço no pescoço,
Mostraria àquele parquinho,
Quem era a menina das acrobacias,
Desceu as escadarias, ligeira;
Na mesa comida típica,
Um desjejum de algumas delícias.
Mamãe abotoou a gola de linho,
Penteou seus cabelos, fez carícias,
Regou as plantas com carinho.
Colheu um ramo de cerejeira,
Organizou a estante, os bibelôs
E as porcelanas na penteadeira;
Encostou as tramelas dos vitrôs.
A esta altura estava atrasada,
Asami ficou sem carona,
O ônibus passou na estrada,
Teria ela uma maratona.
Uma milha a pé caminhou,
Pelo bosque sacro andou,
Uma árvore de Ipê avistou,
Cruzando a praça e a venda.
Nunca viram seu rosto,
Não sentiram o gosto do café,
Esqueceram que existe pureza, Tornaram-se escória, ralé.
Num abismo ruiu o humanismo,
Perpetuou-se o sacrilégio,
Entre o maligno e a bondade,
Um eterno conflito cego.
Agradeço esclarecer-me
O que foi péssimo,
Sem tuas agressões
Banhadas de exageros,
Eu não distinguiria
Quais receios são sinceros.
Kimberly na brisa fresca e o aroma delicado dos matizes
Rendendo as persianas
Poeirentas e espessas,
Que obstruíram
Nossos raios singulares.
Do conforto aconchegante
Nas torrentes violentas,
Pincelamos três ou quatro
Ladrilhos memoráveis,
Que a cada metro cúbico
Enquadrado,
Compôs em tons instáveis
Teu mosaico.
Colorações, tonalidades,
Entretons e gradações,
As encrencas contrastadas,
Por simplórias ostentações.
Olfato, tato e paladar,
Tentativas intrincadas,
De vistosas tentações.
Estupenda
Plantação
De equívocos,
Triunfos e deslizes.
Kimberly
Na brisa fresca
E o aroma delicado
Dos matizes.
Colorações, tonalidades,
Entretons e gradações,
As encrencas contrastadas,
Por simplórias ostentações.
