Escritor
A era de incertezas aberta pela pandemia aguçou o sentimento nas pessoas, que passam, nesse primeiro momento, a ter mais contato com cursos online com o objetivo de aprender coisas novas, se divertir e se preparar para o mundo pós-pandemia. Afinal, muitos empregos estão sendo fechados, algumas atividades perdem espaço enquanto outros serviços ganham mercado, e a vida segue.
Na ponta da escrita
Na ponta da escrita
Por tantos meios de comunicação
Afastei-me de ti
Ó poesia
Doce amarga inspiração
Que principalmente as madrugadas
Vem me visitar
Com o coração machucado
Assim
Como estou
Sou Eduardo
Só você poderia
Poesia
Fazer-me um dia
Um suave melodia
Dessa minha melancolia
Que noite e dia
Irradia
Pela ponta da caneta
Meus sonhos florescem
Meus amores vivem
Nascem e morrem
Emoções acordam
Na ponta desta escrita
Na ponta dessa escrita
A poesia facilita
A verdade que se irradia
Poesia
Pura , doce, acredoce poesia
Poeira devanescente
Assim se vai
Mais um dia
Escrevendo versos
Vou vivendo
E assim talvez
Sentindo inútil
Num mudo fútil.
Num mundo enjoado, que se distorce num caleidoscópio causando vertigens, é difícil alcançar o destino...
A morte, a antítese do nascer, é o luto da vida. Uma necessária interrupção brutal daquilo que ela transformou em saudade.
Estou sempre em busca de um pensamento virtuoso, capaz de rancar de mim toda e qualquer mediocridade
Ando sempre absorto, escondendo-me em grandes ideias que custam-me uma profunda solidão furtiva do espaço físico
A cada milésimo de segundo, caso, é claro, não haja um apressamento suicida, fatal ou mesmo violenta interceptação da vida, ficamos, naturalmente, cada vez mais pertos de nossas covas
De uma margem à outra tenho caminhado. Às vezes corro ansiosamente, em busca de novos oportunos parágrafos. Pausando aqui e ali, entre vírgulas que aparecem pelo percurso. Prossigo tentando dizer sempre algo relevante a cada dois pontos e travessões que me dão uma vez ou outra por aí. Suspiro e reflito muito em reticências que me surgem na cabeça de momento em momento. Vou seguindo. Vou indo. Resistindo até que eu aviste um ponto final no fim de uma linha sem saída me cobrando parar.
Queria poder pôr minha cabeça no travesseiro e conseguir dormir friamente como os insensíveis e indiferentes, mas não consigo porque tenho a sofrível e perturbadora insônia dos preocupados e compassíveis que nunca conseguirão aceitar as injustiças impostas...
É melhor percorrer as vias de terra livre, do que seguir pelas asfaltadas prisões do opressivo sistema
Quando me for, lembrem-se disto: nunca aceitei totalmente viver sob as condições de deuses capitalistas que, com proselitismo, usando nosso suor, recriaram o mundo ao bel prazer deles em detrimento de nós
Dar senso crítico a alguém é como fazer um transplante arriscado. Se o procedimento cirúrgico não for bem feito, o sujeito pode viver atormentado pro resto da vida...
