Escritor
Ia pouco importando e se a onda viesse,
Represada nos diques, da imensa represa,
Irrompia em chiliques,
Baita delicadeza.
Rodopios, cambalhotas,
Corrupios, piruetas.
Sabia assoviar, dar beijinhos, caretas,
Causar tremelique, espalhar em sigilo,
Alegrar piquenique,
Berrar sem barulho,
Derrubar pau a pique,
Enfeitar pedregulho.
Constranger o adulto, animar criançada,
Atiçar um tumulto, disparar a risada,
Anular timidez,
Estrear temporadas,
Inteiras, lotadas,
Entradas fechadas.
O espetáculo mais perspicaz, encerram-se as pistas,
Respeitáveis e lúdicas; fogos, luzes, efeitos e fitas.
Exibida e infinita em cartaz,
Apresento atração principal:
A Miss das Listras Lilás.
Miss Listras Lilás !
Miss Listras Lilás
Fascinava acalmando,
Despertava abismando,
Vinha desconcentrando,
Ia aonde quisesse.
Ia pouco importando e se a onda viesse,
Represada nos diques, da imensa represa,
Irrompia em chiliques,
Baita delicadeza.
Rodopios, cambalhotas,
Corrupios, piruetas.
Sabia assoviar, dar beijinhos, caretas,
Causar tremelique, espalhar em sigilo,
Alegrar piquenique,
Berrar sem barulho,
Derrubar pau a pique,
Enfeitar pedregulho.
Constranger o adulto, animar criançada,
Atiçar um tumulto, disparar a risada,
Anular timidez,
Estrear temporadas,
Inteiras, lotadas,
Entradas fechadas.
O espetáculo mais perspicaz, encerram-se as pistas,
Respeitáveis e lúdicas; fogos, luzes, efeitos e fitas.
Exibida e infinita em cartaz,
Apresento atração principal:
A Miss das Listras Lilás.
Miss Listras Lilás !
Atracou-se com um amigo,
Que a seguia onde fosse,
Deu-lhe um nome especial,
Batizou-lhe de Pliê,
Seu balão, sua posse.
Não fazia falta o amigo não falar,
Porque Bá falava pelos dois.
Pliê flutuava a observar,
Balança lá e pra cá depois.
- Já pra casa Bá, logo vai chover !
Mas ela é teimosa, quer o tudo ver.
Uma Bárbara Menina, com seu Balão Laranja,
Por onde caminha, só energia e dança,
Que contagia e alegria esbanja.
A sabedoria é o sorriso de uma criança.
A Menina Bá e o Balão Laranja
De conto em conto o canto encanta
Contando enquanto acalanta.
Num pedaço fantasioso da realidade,
Em que o compasso traça
Porções desproporcionais,
Uma Bárbara Menina
Confirmou ser astral,
Totalmente celeste,
Ser mais que espacial.
Atracou-se com um amigo,
Que a seguia onde fosse,
Deu-lhe um nome especial,
Batizou-lhe de Pliê,
Seu balão, sua posse.
A Menina Bá e o Balão Laranja,
Por onde passa, alegria esbanja.
Não fazia falta o amigo não falar,
Porque Bá falava pelos dois.
Pliê flutuava a observar,
Balança lá e pra cá depois.
- Já pra casa Bá, logo vai chover !
Mas ela é teimosa, quer o tudo ver.
Uma Bárbara Menina, com seu Balão Laranja,
Por onde caminha, só energia e dança,
Que contagia e alegria esbanja.
A sabedoria é o sorriso de uma criança.
Por onde passa, alegria esbanja,
A Menina Bá e o Balão Laranja.
Genialidade é relativa,
Ingenuidade é uma benção,
Jovialidade depreciativa,
Intensidade só quando há intenção.
