Escritor
Certa vez conheci uma senhora,
Que morava no interior,
A chamavam de Branca de Neve,
Não tinha nada de muito valor.
Seu apelido era uma piada, sua cor era parda,
Mas Branca de Neve já estava acostumada,
Pois desde jovenzinha tinha sido discriminada.
A sorte azarada estava lançada,
A Branca de Neve caiu num sono profundo,
À facção foi incorporada,
Regada a crack num antro imundo.
A pobre menina carente,
Viveria infeliz para sempre,
Se não fosse por um nobre alfaiate,
Que achara um sapato de cristal.
E o velho retirante se coloca a caminhar,
Na busca por um fio do passado a restaurar,
Passado em que sentiu orgulho de viver,
Viveu e assumiu paixões no entardecer,
Sem medo do escuro dominar sua clareza,
Usou toda a artimanha era o rei da esperteza,
Não detinha um centavo, mas foi o mestre da nobreza.
Um dia eu ouvi meu Pai dizer:
Só morre de verdade quem não viver,
Porque quem vive e faz por merecer,
Jamais verá o eterno anoitecer.
Guiados pelo sorriso, a esperança e a compaixão, nosso objetivo é simples, só desejamos a liberdade e a revolução.
Gabelle
Traduzimos num olhar,
Tudo aquilo que um dia,
Talvez pudesse ser dito.
por diversas vezes será feio,
muito barulho e sujeira
por todos os lados.
e o sangue ?!
segue sempre correndo
na contramão das artérias,
desrespeita a gravidade,
pra alcançar o coração,
mas a velha bomba cardíaca resiste,
com tuas câmaras ocas
e tuas valvas guerreiras, resiste.
não permita que o mundo
lhe tome a sensibilidade,
ela é a maior arma que tens,
para defender-se de si mesma.
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