Escritor
É Absurda nossa sintonia,
É incontável em proporção,
De um único verso nossa poesia,
E já preenche a imensidão.
Pequena Preciosa
O que a diferencia
Das outras meninas,
São os calos nas mãos
E os cortes nos pés,
Marcas do esforço
No pó do carvão,
Queimando a infância,
A inocência e a fé.
A boneca trocada
Por um martelo,
Quebrando pedrinhas,
Descascando castanhas,
Pesando o desgaste
Sobre os joelhos,
Nas olarias sufocando
As entranhas.
Pequena Preciosa,
Sei de sua trajetória.
Pequena Preciosa,
Cantarei sua história.
Caímos no sarcasmo
De atributos hilários,
É um insulto tratar monstros
Como empresários.
Amaldiçoados
Financiam a morte,
E o marasmo infantil
Serve como suporte.
Romperam o cativeiro,
Resgataram a menina,
A Pequena Preciosa
Foi uma heroína.
Na euforia de sua alforria,
Ganhou a atenção que então merecia.
O vil e perverso aliciador,
Malvado medíocre seria enjaulado,
Foi algemado pelo defensor,
Que tirou a Pequena de seu triste passado.
A menina ainda não entendia,
Que seu futuro lhe pertencia.
Mas já despejava naquele estágio,
Lágrimas de alegria.
Pequena Preciosa,
Sei de sua trajetória,
Pequena Preciosa,
Brilha vitoriosa.
Uma vez liberta, voltou a estudar,
Era a mais esperta no meio escolar.
Seria qualquer coisa que quisesse ser,
A Pequena Preciosa poderia escolher.
Quantas preciosidades mais nós iremos perder ?
Substituindo a infância por cifrões cobiçados.
Crianças jamais deveriam crescer,
Pra nunca se tornarem monstros disfarçados.
Pequena Preciosa,
Brilha Graciosa.
Sublime e Gloriosa,
Pequena Preciosa.
O que a diferencia
Das outras meninas,
São os calos nas mãos
E os cortes nos pés,
Marcas do esforço
No pó do carvão,
Queimando a infância,
A inocência e a fé.
A boneca trocada
Por um martelo,
Quebrando pedrinhas,
Descascando castanhas,
Pesando o desgaste
Sobre os joelhos,
Nas olarias sufocando
As entranhas.
Caímos no sarcasmo
De atributos hilários,
É um insulto tratar monstros
Como empresários.
Amaldiçoados
Financiam a morte,
E o marasmo infantil
Serve como suporte.
Na euforia de sua alforria,
Ganhou a atenção que então merecia.
O vil e perverso aliciador,
Malvado medíocre seria enjaulado,
Foi algemado pelo defensor,
Que tirou a Pequena de seu triste passado.
A menina ainda não entendia,
Que seu futuro lhe pertencia.
Mas já despejava naquele estágio,
Lágrimas de alegria.
Pequena Preciosa,
Sei de sua trajetória,
Pequena Preciosa,
Brilha vitoriosa.
Uma vez liberta, voltou a estudar,
Era a mais esperta no meio escolar.
Seria qualquer coisa que quisesse ser,
A Pequena Preciosa poderia escolher.
Quantas preciosidades mais nós iremos perder ?
Substituindo a infância por cifrões cobiçados.
Crianças jamais deveriam crescer,
Pra nunca se tornarem monstros disfarçados.
Brilha Graciosa
Em sua roda de amizades,
Era querida e engraçada,
Realizava varias bondades,
Sua presença era prezada,
Compreensiva, encantadora,
Esperta, investigadora,
Queria ser médica,
Ginasta e cantora.
Bem mais madura que as outras meninas,
A vida foi dura e a fez menos manhas, Se propunha a ousar e auxiliava,
Estendia a mão onde estava,
Prestativa, precavida, delicada,
Nunca mais seria forçada a nada.
Ajudava a mamãe no bordado,
Segurava o rolo de linha,
Ficava atenta a cada traçado,
Da rede ao rendado até a barrinha.
Pintava o bordado, ornava a borda,
Combinava sua roupa com a da bonequinha,
A pequena brincava, cantava, pulava,
Imaginava e sabia, nada mais a detinha.
Nada mais a deteria.
Brilha Graciosa !
Brilha o quanto quiseres brilhar.
Pequena Preciosa !
Motivo maior prum pai se orgulhar.
Em sua roda de amizades,
Era querida e engraçada,
Realizava varias bondades,
Sua presença era prezada,
Bem mais madura que as outras meninas,
A vida foi dura e a fez menos manhas,
Se propunha a ousar e auxiliava,
Estendia a mão onde estava,
Prestativa, precavida, delicada,
Nunca mais seria forçada a nada.
Ajudava a mamãe no bordado,
Segurava o rolo de linha,
Ficava atenta a cada traçado,
Da rede ao rendado até a barrinha.
Pintava o bordado, ornava a borda,
Combinava sua roupa com a da bonequinha,
A pequena brincava, cantava, pulava,
Imaginava e sabia, nada mais a detinha.
Nada mais a deteria.
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