Escritor
A mineração
Uma cidade, de nome Araxá,
Ícone da mineração,
Em Minas Gerais
Do triângulo mineiro o coração
Assim que a notícia se espalhou,
A região povoou; Chegou a mineração
Vieram pessoas para trabalhar na mineração
Sem nenhuma preparação,
Pois não trouxeram o que saber,
Nem o que vestir.
Descobriram a grande realidade
Que não imaginavam existir.
Pouco a pouco começou a plantação
De milho e feijão.
O que faltava era comprado
De outra região.
De vários lugares vieram forasteiros
Espertos e trapaceiros,
Por quererem disputar
Cargos a ocupar
Para sua posse na região firmar
Os forasteiros aclamaram Mineração para governar
( IV Coletânea Viagem pela escrita/2018)
Escre-vida
Eu quero vida
Quero distância da poesia
Já que eu sei
Ai como sei
Que poesia não é
A poesia da vida nos tira
Nos afasta da existência
Pra viver das ilusões
Simples essências
Na poesia a vida real sede espaço
A uma vida tão somente
Escre-vida
( VIII Coletânea Século XXI )
Rascunho
Toda prosa dissertada
Nem tem trevas
Ou descobrir rimas desbotadas
Providencio versos as favas
Faço versos de manhã
Faço a tardinha
Risco palavras , rascunhos
Rabiscando feito criancinha
E assim vão-se passando
Na beirada de um remanso
Riacho sem fonte
Sem caras e inatingíveis afazeres
E tem que ser a próprio cunho
Digitar
Só mesmo quando terminar
Minha inspiração só flui em rascunho
( VIII Coletânea Século XXI )
( Prêmio Revista Poesia Agora julho/ 2018)
Ponte de macarrão
( Crônica )
Em estudos de engenharia quando a situação ficava tensa era fácil de saber: o semblante se recolhia e da sala folheando sem parar as mesmas páginas de um livro HIBBELER, R. C. Resistência dos materiais; o estudante, operário metalúrgico rondava de um lado pra outro, pensativo e silencioso; em seu eu, de solidão em punho, o coração acelerava as batidas, tremulando acordes desconexos e desafinadas... Enfim, criando um som alto e desigual, cujo objetivo era apenas atiçar o ambiente daquele espaço chamado “estudar” com as minhas provocações. O coração parecia dizer em alto e bom som: ei estudante... Largue esse maldito livro e grite as suas mágoas para o seu mundo, vamos! A Mão tremia sob a minha aflição desconcertante; era visível que resistia, o quanto possível, em tocar fogo nos rascunhos quando se tratava de refazer exercícios difíceis, nunca explicados na sala de aula. Pode-se dizer que os estudos gastam todo o tempo da mente.
Para a Universidade aquelas ausências acumuladas do Poeta, que antes lhe soavam como um sussurro carinhoso, agora explodiam. Explodiam e apunhalavam. E, por certo, doíam-lhe como nunca! ... Em casa quando a situação ficava, assim, tensa, eu, sem saber o porquê, gritava aqueles acordes do coração e disparava as minhas farpas todas contra a poesia. Fel puro e desprezo, as minhas palavras. Nascia em mim uma vontade mesquinha que me levava a provocar os mais doces versos, para ironizar, a trucidá-lo até, se preciso. Tantas vezes, tanto fiz. E tanto fiz, tanto fiz, que naquele dia a mão temia também soltou todos os seus desatinos em inspiração. O medo aliou-se a mim disparando estilhaços por todos os lados, os seus golpes mais profundos. Palavras duras e cruéis as de um autor para sua obra. A mão esbravejava, parecendo tirar das páginas do livro aberto em suas mãos, todos os seus ais, as suas mágoas e as suas dores: para você, somente os amigos, os amigos e as competições: A mais falada na então época: “ o concurso da ponte de macarrão “. O coração falava em altos brados e eu sorria por dentro. E vitorioso, como se desafinasse a minha voz acompanhando o estudante de engenharia, eu insistia sem trégua naquele sonho de ser campeão.
Viu minha carteira? ... cadê meu dinheiro de operário metalúrgico? Eu? Eu que me lixasse nesse abandono, nessa sala que mais parece um laboratório, afinal também sou químico de formação ... Antes, antes eu tivesse deixado de ser
Poeta, por uns tempos para projetos maiores, como esse da ponte de macarrão. À noite, muitas noites, quando eu mais te queria, era ser campeão. Eu no meu quarto, sozinho sonhando em vencer. E daí?
Naqueles dias, enquanto a minha emoção espezinhava o meu sono, extravasava sua raiva, fazendo desabar sob nossos pés ali na sala, no quarto ou na varanda de minha casa, meu laboratório.
Em meio à guerra que lhe fazíamos, aquilo que durante dias fora para mim os “louros da vitória”, agora, acomodavam-se de qualquer jeito em duas grandes vitórias no concurso de pontes de macarrão. Os adversários sem dizer uma palavra, como um autômato, pouco-a-pouco livrava as nossas visões de seus semblantes tristonhos de fracasso, diante de tão avassaladora vitória. Mas poucos sabem quer foram dias de muita luta, noites de dias de trabalho árduo, cálculos, rascunhos, testes e mais testes.
Olhar não é bem o termo, eu jurava que naquele momento, que tinha visão de águia, capaz de contemplar, minuciosamente, cada um daqueles objetos, os quais tanto estudei, dediquei.
Eu era um especialista.
Por isso, dissimulando o tanto exato, a emoção seguia a tudo com os olhos pregados no concurso, mas era visível, era nítido pelos meus gestos, que estava a poucos instantes de se tornar o mestre. O Povo por certo também enxergou entre as suas “honrarias”, lá embaixo, o troféu universitário, homenagem a uma referência do concurso na faculdade de Araxá- MG, no triangulo mineiro.
Por vezes, a mente mirava meus sonhos reticentes endereçados a meu sucesso, mas em poucos instantes deixava-nos ao abandono, negligenciava-nos, demonstrando que na lixeira da rua continuava a razão de ser de toda a sua vida; o Alimento. Apoiado no beiral de uma das janelas da sala, eu pude ver quando os ruídos da rua me estamparam um sorriso no rosto. Primeiro, o desejo olhou para os lados, depois subiu os olhos como quem tivesse algo a conferir naquele sonho a sua frente, e enfim a vitória.
Chegou a hora de ganhar.
A carne não tem forças,
Para vencer sua inimiga invencível,
Essa, criatura viva nenhuma,
Tem como fugir a tempo sua sorte,
A morte.
Mescladas de um pouco de tudo,
Poesias são assim,
Como o Brasil,
Miscigenação,
De festas a velórios,
Certos velórios mais são festas,
E certas festas mais parecem,
Velórios, tudo
Mesclado em sombras mórbidas,
Que a escuridão alua,
Da cor descorada,
Temperada com chuchu e
Melancolia,
Isso é um Brasil
É poesia.
Mulher: Uma (urgente) mudança de paradigmas.
“Hoje, dia 25 de Fevereiro, em apenas UM DIA, serão agredidas, espancadas, estupradas, E MORTAS, 550 MULHERES BRASILEIRAS!”
Este texto é dedicado a todas as mulheres que passaram por minha vida e, de uma forma ou de outra, me ajudaram a ter uma melhor visão sobre a graça e a beleza feminina, e a importância da mulher na construção de um mundo melhor, mais fraterno, mais acolhedor.
Todas as mulheres do Planeta deveriam ter acesso à leitura, estudo e debates sobre as ideias de Simone de Beauvoir, discutidas no livro “O SEGUNDO SEXO”. A internet está repleta de informações sobre este livro.
É fundamental que as mulheres percebam o quanto são usadas, enganadas, e, principalmente, levadas a pensar que são seres inferiores, atendendo ao interesse machista, que impera no mundo todo, com destaque para o Brasil.
AS MULHERES SÃO SUPERIORES!
São mais cordatas, são mais compreensivas, companheiras, amigas, dóceis, atenciosas, estudiosas, e, muito importante, são muito mais organizadas e centradas que os homens. Quando fazem um trabalho não deixam rebarbas, o fazem por completo.
Isso deixa os homens absolutamente raivosos. Só que não demonstram, ao invés disso perseguem as mulheres em casa, no trabalho, no transito. Fazem piadas maldosas, fazem insinuações maldosas, não raras vezes se utilizando do cargo que ocupam, e por aí vai.
E o mais triste de tudo, não dão a menor satisfação, agem como se nada tivesse acontecido.
Infelizmente muitas mulheres ainda aceitam a “cultura do machismo” e educam suas filhas dentro desta visão cultural, educam suas filhas para serem “dondocas”, para serem dependentes do homem, ou vão para o extremo, e educam suas filhas para serem “donas de casa”, ou seja, serviçais, o que é mais comum.
Porém a vida real é outra, e muitas vezes cruel. É preciso mudar! E urgentemente.
Em um momento da vida, já adultas, a Simone e sua irmã, que viviam dentro de uma cultura francesa totalmente machista, vão à mãe e pedem para que ela não interfira mais em suas vidas, para que conviva com elas como amiga e orientadora, não como determinadora do que fazer ou deixar de fazer. Explicam de forma educada, mas firme, que querem ter suas descobertas, seus tombos e levantares, para que possam aprender a viver como mulheres dignas. Pedem, inclusive, que sua mãe deixe de abrir suas cartas (hoje e.mails e facebooks).
A felicidade da mulher está no conhecimento, nas descobertas, no crescimento interior, nas realizações como participantes de uma Sociedade em ebulição, em constante transformação. A felicidade da mulher está no cair e no levantar, cada vez mais determinada e digna, está na imersão neste mundo novo que surge, na alegria de ver nascer um novo dia em suas vidas, na descoberta de um assunto novo, na descoberta de novos caminhos...
A felicidade da mulher não depende do homem, não está nas mãos dos homens, e de quem quer que seja. Isso é uma ilusão muito grande, construída pelo machismo reinante que diz que a mulher não dirige bem, que não fala outra língua, que não se vira sozinha, que não administra bem os negócios, que a mulher é confusa.
Confusos somos nós, os homens! O exemplo está na bagunça que está o Planeta Terra, que ficou nas mãos machistas por milhões de anos.
As mulheres confusas, em sua maioria, tem um homem que fica interferindo em suas vidas, e dizendo o que devem ou não fazer. Na administração de nosso país temos um exemplo vivo disso.
A felicidade da mulher depende, única, e exclusivamente, dela, das escolhas que faz, dos caminhos que escolhe seguir, da aceitação, ou não, do machismo reinante.
Quanto mais cresce nesta visão, melhores companheiros ou companheiras conquista, e se faz respeitar, com orgulho de SER MULHER, a cada dia, e em todos os dias, o orgulho de SER MULHER.
Claro, e isso é importante ressaltar, a felicidade de cada um de nós depende, única e exclusivamente, de cada um de nós. Não há que se culpar este ou aquele. Nós fazemos nossas escolhas. Nada a lamentar, nada a lamuriar, somente a aceitar.
E a mulher precisa, ou melhor, pode (vejam como o machismo se apresenta a todo instante), aprender a fazer escolhas pela felicidade interior, que irá refletir na felicidade exterior, na educação correta dos filhos, e das filhas, na convivência harmônica com o companheiro ou companheira de jornada, na vivência plena de acordo com o momento histórico que vivemos.
A felicidade da mulher NÃO depende do homem. Há que se mudar esta ideia estapafúrdia, enganosa e enganadora.
A felicidade tem que ser uma troca constante, onde, tanto os homens, quanto as mulheres, ganham. Tem que ser jogo de “ganha/ganha”, onde todos saem felizes, sempre!
Eu fui convidado, em meus tempos de USP, e depois, mais tarde, em um Curso de Tradutor, em São Paulo, a expressar por escrito minhas ideias sobre a mulher, já que vão "de encontro" à visão arcaica que se manteve até hoje.
Tenho escrito poesias, textos, e tenho aceito convites para uma palestra intitulada “Só para mulheres”, o que tem me proporcionado um bonito retorno e muita alegria. Entretanto nunca havia compreendido bem o tema até notar que agora a mulher tem sido muito mais agredida e enganada que no passado. As agressões, em sua maioria, são veladas, evitando hematomas, como fazem os torturadores de todos os tempos.
Agora compreendo melhor. Demorou mas aqui estamos.
Acredito que esta contribuição fará com que se acenda uma luz, e que esta luz possa levar à reflexão e ao debate sobre este assunto. Não só por parte de órgãos públicos, eu não acredito neles, mas, e principalmente, por parte das mulheres. Que estas formem grupos de discussão em casa, nas escolas, nos teatros, nos grupos de bate-papo, nos faces da vida, e discutam esse assunto à exaustão.
Hoje, dia 25 de Fevereiro, em apenas UM DIA, serão agredidas, espancadas, estupradas, E MORTAS, 550 MULHERES BRASILEIRAS!
Que país é este?
Não computo aqui as sacanagens e jogo emocional, o machismo, o engodo, e a sacanagem da superioridade masculina, tentando fazer parecer que “sem o homem a mulher não sobrevive”.
Sobrevive, e muito bem!
Aliás, sobrevivem bem melhor, pois deixam de ser bloqueadas em suas buscas, em suas conquistas, em seus sonhos, em suas realizações, pela interferência de seres incompetentes que não admitem a pequenez de visão, a pequenez da vida que levam.
HÁ QUE SE PARAR ISSO! HÁ QUE SE MUDAR A HISTÓRIA.
....
Mulher: Uma (urgente) mudança de paradigmas.
“Hoje, dia 25 de Fevereiro, em apenas UM DIA, serão agredidas, espancadas, estupradas, E MORTAS, 550 MULHERES BRASILEIRAS!”
Este texto é dedicado a todas as mulheres que passaram por minha vida e, de uma forma ou de outra, me ajudaram a ter uma melhor visão sobre a graça e a beleza feminina, e a importância da mulher na construção de um mundo melhor, mais fraterno, mais acolhedor.
Todas as mulheres do Planeta deveriam ter acesso à leitura, estudo e debates sobre as ideias de Simone de Beauvoir, discutidas no livro “O SEGUNDO SEXO”. A internet está repleta de informações sobre este livro.
É fundamental que as mulheres percebam o quanto são usadas, enganadas, e, principalmente, levadas a pensar que são seres inferiores, atendendo ao interesse machista, que impera no mundo todo, com destaque para o Brasil.
AS MULHERES SÃO SUPERIORES!
São mais cordatas, são mais compreensivas, companheiras, amigas, dóceis, atenciosas, estudiosas, e, muito importante, são muito mais organizadas e centradas que os homens. Quando fazem um trabalho não deixam rebarbas, o fazem por completo.
Isso deixa os homens absolutamente raivosos. Só que não demonstram, ao invés disso perseguem as mulheres em casa, no trabalho, no transito. Fazem piadas maldosas, fazem insinuações maldosas, não raras vezes se utilizando do cargo que ocupam, e por aí vai.
E o mais triste de tudo, não dão a menor satisfação, agem como se nada tivesse acontecido.
Infelizmente muitas mulheres ainda aceitam a “cultura do machismo” e educam suas filhas dentro desta visão cultural, educam suas filhas para serem “dondocas”, para serem dependentes do homem, ou vão para o extremo, e educam suas filhas para serem “donas de casa”, ou seja, serviçais, o que é mais comum.
Porém a vida real é outra, e muitas vezes cruel. É preciso mudar! E urgentemente.
Em um momento da vida, já adultas, a Simone e sua irmã, que viviam dentro de uma cultura francesa totalmente machista, vão à mãe e pedem para que ela não interfira mais em suas vidas, para que conviva com elas como amiga e orientadora, não como determinadora do que fazer ou deixar de fazer. Explicam de forma educada, mas firme, que querem ter suas descobertas, seus tombos e levantares, para que possam aprender a viver como mulheres dignas. Pedem, inclusive, que sua mãe deixe de abrir suas cartas (hoje e.mails e facebooks).
A felicidade da mulher está no conhecimento, nas descobertas, no crescimento interior, nas realizações como participantes de uma Sociedade em ebulição, em constante transformação. A felicidade da mulher está no cair e no levantar, cada vez mais determinada e digna, está na imersão neste mundo novo que surge, na alegria de ver nascer um novo dia em suas vidas, na descoberta de um assunto novo, na descoberta de novos caminhos...
A felicidade da mulher não depende do homem, não está nas mãos dos homens, e de quem quer que seja. Isso é uma ilusão muito grande, construída pelo machismo reinante que diz que a mulher não dirige bem, que não fala outra língua, que não se vira sozinha, que não administra bem os negócios, que a mulher é confusa.
Confusos somos nós, os homens! O exemplo está na bagunça que está o Planeta Terra, que ficou nas mãos machistas por milhões de anos.
As mulheres confusas, em sua maioria, tem um homem que fica interferindo em suas vidas, e dizendo o que devem ou não fazer. Na administração de nosso país temos um exemplo vivo disso.
A felicidade da mulher depende, única, e exclusivamente, dela, das escolhas que faz, dos caminhos que escolhe seguir, da aceitação, ou não, do machismo reinante.
Quanto mais cresce nesta visão, melhores companheiros ou companheiras conquista, e se faz respeitar, com orgulho de SER MULHER, a cada dia, e em todos os dias, o orgulho de SER MULHER.
Claro, e isso é importante ressaltar, a felicidade de cada um de nós depende, única e exclusivamente, de cada um de nós. Não há que se culpar este ou aquele. Nós fazemos nossas escolhas. Nada a lamentar, nada a lamuriar, somente a aceitar.
E a mulher precisa, ou melhor, pode (vejam como o machismo se apresenta a todo instante), aprender a fazer escolhas pela felicidade interior, que irá refletir na felicidade exterior, na educação correta dos filhos, e das filhas, na convivência harmônica com o companheiro ou companheira de jornada, na vivência plena de acordo com o momento histórico que vivemos.
A felicidade da mulher NÃO depende do homem. Há que se mudar esta ideia estapafúrdia, enganosa e enganadora.
A felicidade tem que ser uma troca constante, onde, tanto os homens, quanto as mulheres, ganham. Tem que ser jogo de “ganha/ganha”, onde todos saem felizes, sempre!
Eu fui convidado, em meus tempos de USP, e depois, mais tarde, em um Curso de Tradutor, em São Paulo, a expressar por escrito minhas ideias sobre a mulher, já que vão "de encontro" à visão arcaica que se manteve até hoje.
Tenho escrito poesias, textos, e tenho aceito convites para uma palestra intitulada “Só para mulheres”, o que tem me proporcionado um bonito retorno e muita alegria. Entretanto nunca havia compreendido bem o tema até notar que agora a mulher tem sido muito mais agredida e enganada que no passado. As agressões, em sua maioria, são veladas, evitando hematomas, como fazem os torturadores de todos os tempos.
Agora compreendo melhor. Demorou mas aqui estamos.
Acredito que esta contribuição fará com que se acenda uma luz, e que esta luz possa levar à reflexão e ao debate sobre este assunto. Não só por parte de órgãos públicos, eu não acredito neles, mas, e principalmente, por parte das mulheres. Que estas formem grupos de discussão em casa, nas escolas, nos teatros, nos grupos de bate-papo, nos faces da vida, e discutam esse assunto à exaustão.
Hoje, dia 25 de Fevereiro, em apenas UM DIA, serão agredidas, espancadas, estupradas, E MORTAS, 550 MULHERES BRASILEIRAS!
Que país é este?
Não computo aqui as sacanagens e jogo emocional, o machismo, o engodo, e a sacanagem da superioridade masculina, tentando fazer parecer que “sem o homem a mulher não sobrevive”.
Sobrevive, e muito bem!
Aliás, sobrevivem bem melhor, pois deixam de ser bloqueadas em suas buscas, em suas conquistas, em seus sonhos, em suas realizações, pela interferência de seres incompetentes que não admitem a pequenez de visão, a pequenez da vida que levam.
HÁ QUE SE PARAR ISSO! HÁ QUE SE MUDAR A HISTÓRIA.
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Um dia eu alcançarei uma estrela..
Um dia te encontro estrela !
De Gilberto Braga
Não importa se o seu brilho é forte ou fraco..
Não importa a distância que eu tenha que voar ou percorrer..
Um dia ainda te encontro,estrela..
E no teu brilho e abraço..
Me perder e com você muito brilhar... !!
Nem a multidão de estrelas..
Irá me confundir e deixar de te encontrar,
Pois tens um brilho diferente e único..e nem o sol é capar de imitar,
E aonde estiveres nesse universo..
Milhões de anos luz pela frente,
Você sempre em meu “ céu” estará presente...
Um dia hei de te encontrar.
Continue brilhando estrela...pois estou indo te encontrar....
De : Gilberto Braga
Dezembro de 2014
Quem se encanta mais em um encontro? O leitor com o autor ou o autor com o leitor? Um só existe pelo outro.
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