Escritor
Ser escritor é inspirar sem copiar. É criar com base em seu conhecimento e aprendizado, e não dos outros. Quando o homem escritor utiliza mais palavras, pensamentos, reflexões e ideias dos outros do que dele em suas criações, ele tão pouco descobrirá quem é o escritor que existe em si, quem é ele como escritor, mas saberá que precisa dos outros para criar algo que, talvez parece não conseguir sozinho.
Ser escritor é copiar nada de ninguém, nem uma vírgula, nem uma palavra, é você criar algo do zero, de sua própria imaginação, de sua própria inteligência.
Ser escritor é escrever naturalmente, sem hora, sem momento marcado. É escrever de repente do nada sem mesmo pensar o que irá criar, é ser natural, é não precisar juntar ideias e palavras, mas tirar aquilo que não sai da mente e que habituou do nada.
As palavras e as letras vivem em constante guerra, cabe ao escritor separar a batalha das ideias criadas pelo universo da alfabetização dos homens.
O homem escritor está atrás ou dentre as letras, o alfabeto? Ele corre, perpassa ou acalenta no universo letrário?
A alma fica plácida com a brotação de ideias não pensadas. De repente, chegadas como uma brisa perambular.
“Como disse o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, ‘só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos’. Essa frase nos convida a olhar além das aparências e a compreender as motivações e os sentimentos das outras pessoas. Parem por um instante e se coloquem no lugar daquele ou daquela que vocês tanto julgam. Tentem ficar no lugar dele ou dela. Vocês aguentam a cruz dele ou dela? Se a resposta for sim, ofereçam o seu ombro para ajudar. Se a resposta for não, isso significa que não devem julgar sem ao menos se colocar no seu lugar.”
Sou poeta-escritor, entre os meus melhores livros de prosa destaco o Moralista e Ensaio sobre a loucura, são livros que desconstroem ilusões, não são confortos para almas deprimidas.
Edito revistas e jornais há muitos anos, sempre com o foco na divulgação de autores nacionais, sou editor, realizo projetos não sou vendedor de sonhos. Sem nenhuma alusão a Augusto Cury é claro, pois como escritor Augusto é um ótimo psicanalista.
Suas tesses são superficiais, mas são importantes para literatura médica, como tratamento psicológico, mas como literatura são tão ruins como as de Paulo Coelho.
Não é à toa que ambos vivem discutindo quem é melhor ilusionista, quem vende mais livros, coisas desta natureza.
O poder da leitura com objetivo: José Saramago, um serralheiro que virou escritor e ganhou um Nobel de Literatura.
Conheço outras histórias tanto quanto interessantes e reais, por exemplo: Um pedreiro que virou filósofo, poeta, editor e jornalista atuante nas questões nacionais.
Leitura com objetivo de crescer e contribuir com a humanidade, eis a nossa função como agentes produtores de livros e de conhecimento.
O escritor busca encontrar e reconhecer, nos livros que escreve, a sua própria voz, quando isso ocorre é a catarse, a iluminação do espírito, então tudo lhe será possível.
Ser escritor é ouvir uma voz vigorosa e audível, que indica-nos caminhos jamais percorridos. Quando se tem consciência de que esta voz nos pertence, então nada nos será impossível de realizar, quando o assunto for escrever.
ESCREVER PARA NÃO ENLOUQUECER - DIZ CERTO ESCRITOR...QUANTO DE VERDADE HÁ NESTA MÁXIMA?
LER BONS LIVROS, TALVEZ SEJA ESTA A ÚNICA FORMA DE PRESERVAR A SANIDADE.
