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Escrita

Cerca de 2863 frases e pensamentos: Escrita

Sobre meu processo de escrita?
Ah! O texto vai nascendo, delineando-se aos poucos.
Tomando formas, quase como um embrião.
Quando menos espero, posso vislumbrar seu rostinho estampado na tela do computador.

Inserida por noh_oliver

⁠O escrever me faz lembrar do que o falar não me lembra mais.

Inserida por Allissoandre

⁠"E assim, ouso dizer que a busca pelos detalhes sempre habitará a parte não escrita do papel."

Inserida por moraez

⁠A arte ajuda o amante do belo a seguir pela vida.

Inserida por bentojbbass

A escrita tem a magia de reinventar

A luz da lua

Não tenho mais criatividade para escrita, nem para trabalhos grandiosos ou qualquer coisa que use essas grandes idéias que nunca existiu, minha respiração pesa e às vezes até me dói o coração de tanto amor que tu deixaste aqui. Deves me perguntar ainda: Quem é esse tu? Talvez esse tu seja a lua sorrindo para mim, as ondas se quebrando e virando espumas, as flores piscando para o sol. E nós nos derramamos e viramos apenas um. Ainda somos nós? Talvez tudo tenha se desfeito e eu tenha virado “eu” e você voltou a ser apenas “você”. Quem sabe até nunca tenha sido nós. E o vós? Acho que nem aprendi a utilizá-lo ainda.
Naquelas tardes tão inesperadas e acorreria implorando para que eu andasse mais devagar, decidi escrever cartas para o meu amor. Cartas belas, cheias de poesias e palavras complicadas. A lua sabe ler? Acho que sim! E ao chegar em casa me esparramei e derramei-me em papéis pautados. As palavras fluíam e a luz da lua me abraçava. Eu olhava para o céu e via as estrelas dançando e me chamando para entrar no compasso delas. Meus olhos fixados no papel e as lembranças não tão boas assim só me forçavam a repetir:
“Ó minha bela lua,
Não me aperte tanto, querida amiga.
Folgue-me sem largar
E aprecia as palavras que escrevo em sua homenagem. “
Ainda escutava as canções cantaroladas pelas belas estrelas me forçando a suspirar ao olhar pela janela e lamentar-me por não ter a lua junto a mim para assistir aquele lindo espetáculo que por sinal estava ao nosso favor.
“E pulas para cá
Encaixa-se em mim e mostra-os
Que tu não és tão grande assim ”
Ao esperar resposta tua percebi que era loucura querer a lua do meu lado. Talvez só a sua luz e a sua beleza não fosse o suficiente para me completar por inteiro. Algo me diz que vazios não se completam apenas com lanternas, por mais lindas que fosse a cor delas. Precisa de concreto, algo que nos suporte, transforme.
Tudo implicava para que eu corresse atrás.
“Desistir talvez seja fraqueza,
Mas temos direito de escolher.
Sofrer ou me entregar a você? “
Se entregar a lua? Que besteira é essa? Eu já me sinto indo longe demais e nem preciso ser astronauta para alcançá-la. Voava entre as nuvens de algodão que a protegia e me sentia cada vez mais patética. Uma paixão tão impossível... Algo realmente lamentável para uma pequena como eu. Ela me pedia para ir embora e eu deveria soltá-la. Ela também não me largava! E o seu olhar de lua? Seu sorriso de lua? Enluarava-me por inteiro, hipnotizava e me deixava prostrada aos seus pés. Pés de lua, belos pés de lua.
- Minha querida, hoje tu tens feito algo melhor do que ontem?
- Não, tudo como sempre.
Eram respostas realmente admiráveis, curtas, talvez grossas e irônicas. A lua não se portava como tal. Mas o seu brilho no olhar cegava-me por uns minutos e quando voltava a mim eu estava a suspiros apaixonados. Nada de criatividade. As palavras fugiam e eu me dava conta de que não era um bom momento para bater-boca com o meu coração.
- Tudo bem, lua minha, não se grile.
- Alto lá! Talvez o que me tire à paciência seja essa tua falta de amor próprio. Adora esquecer-se de si mesma. Meus problemas são os seus problemas e essa tua mania de tornar-se simples é um erro.
- Erro querer ser igual a todo mundo?
- Sua luz brilha mais do que a minha.
- Nunca!
As palavras se afundavam e sumiam no silencio que a lua deixou ao virar as costas. Restava-me conversar com o meu “caderno das mentiras”, ele libertava-me, mas naquele dia não estava muito a fim de papo e me deixou focada nessa tal luz que a lua disse que eu tinha. Decidi não ouvi-la mais. Acabei deitando no chão de tanto rir da minha própria decisão. Que tal esquecê-la? Não, não a lua, mas sim a inútil decisão que tomei. Decidi então ouvi-la eternamente. Maravilha! Corretíssimo! Agora estava melhor. Libertei-me e permiti que os meus olhos fechassem entrando em um breve sono. Acordei querendo descrevê-la.
“Boca de Luar,
Olhar de Lua,
Suspiros... Longos e tensos suspiros.
Medo, muito medo.
Lua tem cabelo?
E se eu a imaginasse com um?
Negros, longos, belos.
E sua fala calma?
Seu comportamento tranqüilo?
E o seu brilho?
Perto de mim ela só sabia brilhar.
Passou de nova, minguante...
Ainda cresce, e fica cheia...
Isso! Cheia! Preenche-me assim. ”
Eu não dormiria depois de lembrar do quão bela minha lua é. Abri a janela e vi a chuva, caia em pingos grossos. Não conseguia vê-la, por mais que forçasse as vistas. Era apenas o começo de uma eterna tempestade.
Me recolhi e ao ver a luz do sol me levantei para ir ao encontro da lua. Sim! Eu era presenteada todos os dias e a via brilhar em plena luz do sol.
- Dormistes bem, querida lua?
- Sim, mas talvez não seja a hora para falarmos de sono, estou ocupada.
Isso me destruía. Quem ela estava a iluminar que não podia se preocupar comigo? A minha luz deve ter se apagado completamente.
Eu voltava a andar para o meu destino, sem nem saber o que eu realmente queria, achei até que estava ali apenas pelo brilho da minha bela e querida. Dei-me conta de que entraram pessoas novas na minha vida e tive que conviver. Fiz grandes braços amigos para quem sabe um dia me puxar do céu e prender-me a terra, mas era o que já deveriam ter feito naquele exato momento. Esqueceram e me deixaram lá flutuando. Abri a janela para tentar enxergá-la em quanto permanecia longe, mas mesmo com todo esforço não conseguia. A chuva piorava e ofuscava a minha visão.
- O arco-íris virá quando você menos esperar.
- Não quero o arco-íris, quero a lua.
E assim tentavam me convencer de que a chuva passaria. Voltei para minha escrivaninha apenas iluminada por uma mini-lanterna que se pendurava em um fio de náilon. Coloquei as mãos sobre os olhos e transbordei-me.
“Querida Lua, por que não vem enxugar essa lágrima que estás a deslizar? Queria tanto que pudesse ler-me com êxito. As dúvidas me consomem e sei que no momento o que eu mais quero é a sua compreensão. Minha cara lua consegue compreender-me? Sei que não. Nem tentas, por favor. Dói saber que não posso chamá-la de minha, afinal tu nascestes para brilhar em multidões. Tenho o desejo de jogar uma corda e amarrá-la a mim, o que achas? Não podes achar nada, é apenas uma lua, mas deve está pensando em mim como uma pequena idiota. Busco-te. Mas tudo indica que não terei muitos resultados. Não me pisas, não me cospes. Será que não seria mais confortável me remendar e me forrar de carinho? Estou gasta demais. Talvez você me use sem nem perceber. Talvez me arranque a pele, os fios de cabelos e os ossos. Não me sobrou nada, apenas essa luz que ainda você diz ver em mim. Bela, viva. Por que amar a sua luz dói tanto a cabeça e o coração? Por que não me abraça mais? Admite que me esqueceu? Te amar é um erro! ”
Deixei um papel cor de rosa o que me aprisionava e o que me acabava. Nada de resposta.
“Minha pequena esquecida, não posso enxugar lágrimas de dor. Preciso transformá-las em alegrias. Minha luz pode sempre te aquecer, só é pensar em mim. Não me perderá por que nunca te pertenci. Não te deixarei, por momento algum, mas entenderei se achares melhor evitar-me, pois creio que será melhor do que sentir dores de cabeças ao me amar. Sou morte, e a minha luz deve está causando repulsa por mais que evite dizer. Não sou mais “nova” e ofusquei-me diante da sua luz. Nasceu para brilhar em meu lugar e virar lua será fácil. Talvez eu queira dizer que te amo também, mas não na mesma intensidade, e na sua idade, minha pequena, tudo deve ser tão intenso quanto o negro dos seus olhos. Não chore, querida. Preciso que esteja sorrindo, nada é mais belo que o seu sorriso.”
O papel, junto com as palavras e todos os sentimentos verdadeiros foi desgastando até se rasgar e com toda certeza ser esquecido.

Um Simples olha descreve a pessoa mas do que toda uma vida escrita em linhas de uma biografia.

Gritei bem alto: Não é saudade!
Me vesti de não saudade e saí por aí com uma placa na testa escrita com letras maiúsculas: NÃO É SAUDADE. Eu gritei em silêncio pro meu corpo todo ouvir que não tinha saudade. E repeti duzentas vezes pro meu coração que não era saudade.
E eu quase me ouvi. Quase senti essa não saudade. Quase não doeu mais.
Mas depois de tanto tempo, ser metade se torna quase impossível.
Ser metade é andar cambaleando por que a falta da minha outra metade me desequilibra e me faz cair a cada metade de passo.
E eu to aqui pedindo com minha metade de mão pra que você volte a me fazer inteira.
A letra sai mais bonita com uma mão inteira.
Você me intende? Eu preciso ser completa com você.
Metade de nós não faz sentido.
E você é mais lindo visto de perto.

Minha escrita, minha vida.

Nem a morte apaga a mensagem escrita pelo AMOR!

Um dia ainda deixarei um livro com toda a minha vida escrita nele.os segredos Os Medos as paixoes os sentimentos. As Dores os desgostos. Aquele amor que nunca morreu . E mais um pouco .Meu mundo solitario e ao mesmo tempo carregado. De emoçoes

Eu sei que nos dias de hoje, é difícil acreditar em qualquer coisa dita ou escrita, mas eu digo, não precisa acreditar, basta deixar acontecer...

A TRISTURA

Iracundo, de má sorte, rubicundo
No cerrado, rabisca dor na escrita
Brada gemidos na secura maldita
Erigindo um cântico corcundo

Imundo, profundo e tão desdita
A mágoa verte gosto moribundo
A cólera vinga no fado furibundo
Poetizando a lágrima anafrodita

E nesse fecundo olhar em febre
Rasga o peito tal caçada lebre
Uivando agrura sem candura

Nas minhas profundezas, pesar
A trava alma no sereno a chorar
E a ventura rimando com tristura

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Início de agosto de 2018
Cerrado goiano

A canção que produz
em meu coração desajeitado
são os versos entoados
pela melodia escrita com a alma
que ama amar você
a cada alvorecer

Música sem verdade, sem sentimento, não vale nem o papel no qual foi escrita.

entre os meus dedos palpita a escrita , a alma renova-se e o corpo ressuscita, a luz que me rodeia vai-me soletrando palavras de sol...

CONVERSA COM DEUS
Senhor, minha escrita é a melhor forma que encontrei
Para te agradecer, para te louvar
Para dizer: muito obrigada
Por todas as bênçãos que me dá.

Obrigada meu Senhor, pela minha família
Pelo pão que em nossa mesa o Senhor vem colocar
Obrigada pela água que temos para beber e nos banhar.

Obrigada pela nossa saúde
Obrigada pelo sol que vem nos acordar
Obrigada por nossos sorrisos
E pelos passarinhos a cantar.

Agradeço-te pelo teu sacrifício
Por ter morrido na cruz Pra nos salvar.

Sei que nenhum de nós merecíamos
Mas o Senhor nos amou
Nos chamou para te servir
Veio e nos purificou.

Por isso, eu te peço
Ensina-me do teu amor falar
Quero ser luz e para as pessoas te levar
Mais uma vez agradeço por todas as bênçãos que me dar

Um amor escrito
Escrever para o amor, mas quem amou?
Amou tanto que a escrita morreu, o amor que deita ao lado, não ganhará escritas como o amor que se foi. Será que a fonte secou? Ou será que a outra inspiraçao era maior? Quem sabe? Quem amou?

Teu corpo é poesia escrita em braille

"Antes que houvesse lei escrita, estava a lei de Deus escrita nos corações dos homens".