Escrevo o que Sinto
Reflexão:
Eu não escrevo pra encher baldes…
escrevo justamente pra esvaziá-los.
Não escrevo pra dizer que tenho um livro,
eu escrevo porque dentro de mim já existem histórias.
Não aprendi a escrever pra ferir ninguém.
Alguém me ensinou a escrever…
pra que um dia eu pudesse alcançar alguém.
Porque no fim,
eu não sou melhor do que ninguém.
Posso até ser diferente…
mas não tenho o direito de me medir pela vida do outro.
Cada pessoa carrega sua própria luta,
sua própria essência,
seu próprio diferencial.
E talvez escrever seja isso:
não provar que sou mais…
mas lembrar que todo mundo é alguma coisa.
- Camila Rescaroli
Entre a Dor e o Gesto
Marlene,
não te escrevo pra te convencer de nada,
nem pra pedir que volte —
o amor, quando é de verdade,
não se impõe… se reconhece.
Eu sei onde falhei.
E mais do que isso,
sei o quanto isso te doeu.
Hoje, o que mais pesa
não é a saudade —
é saber que eu poderia ter sido melhor
quando ainda tinha você por perto.
Mas a vida tem dessas ironias:
a gente aprende depois,
quando já não tem mais o agora nas mãos.
Ainda assim…
tem algo em mim que não se perdeu.
Não é insistência,
nem carência —
é só um sentimento calmo,
que continua existindo
mesmo em silêncio.
Se um dia nossos caminhos
se cruzarem de novo,
não quero te prometer o mundo —
quero te mostrar, nos detalhes,
que eu aprendi.
Aprendi que amor
não é só sentir,
é cuidar, é ouvir, é permanecer
quando é mais difícil.
E se esse dia não vier…
você ainda vai ser, pra mim,
a história que não terminou em vão,
mas em aprendizado.
Porque amar você
foi real —
e é isso que fica.
Sou o Filho da Luz.
Escrevo o que a mente livre pensa quando recusa o domínio.
Acredito que o impossível é só uma porta: é só abrir, seguir em frente, abrir de novo e chegar do outro lado.
Em busca da verdade em vida. Sem máscara, sem medo.
O sopro
Eu escrevo para mim, não para ti.
Recomponha-se. O sopro da verdade e do amor reacendeu meu coração, e, desde então, eu sigo feliz.
O Peso do Silêncio
Amo escrever.
Escrevo conforme a minha alegria ou a minha dor, e quanto mais vozes eu ouço, mais forte eu fico.
E não me subestime. Tema o meu silêncio, pois é nesse momento que estratégias e planejamentos estão sendo traçados — para abraçar ou ignorar, refletir ou questionar.
Eu sou o meu time.
Eu sou a minha prioridade.
Sim, não são apenas histórias.
Se temes, não me teste, pois a verdade mascarada que te envolveu agora recorre a mim — e eu nem mesmo a planejei.
Porque, no silêncio, até as verdades aprendem a falar.
Minhas palavras me cortam, mas ainda assim as escrevo para não sentir dor. Então me pergunto: sou apenas eu quem sangra ao ler o que escrevo, ou aqueles que leem sangram mais do que eu?
Eu não apenas escrevo — eu deixo marcas. Cada história que nasce de mim carrega propósito, intensidade e verdade. Não caminho atrás de reconhecimento; eu o construo em cada linha. Os prêmios virão como consequência inevitável de uma obra feita para permanecer. Meu nome não será apenas lembrado — será sentido. Eu sou Anderson Del Duque, e minha arte não passa… ela fica.
Amor perdido
Querido! Escrevo para me libertar da saudade, da culpa, nessa imensidão de falsas felicidades. Escrevo para me libertar de você, especialmente das lembranças do seu calor , que me dão pavor.
Escrevo para sentir e lembrar a cada momento da minha moça idade, os momentos de grande seriedade
Escrevo para provar para mim mesmo que não te amo apesar que meu coração ainda te chamo.
A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte I: A Incerteza que Sabe
Escrevo porque há um ponto dentro de mim que move, vibra e não se cala.
O mundo inteiro diz não saber.
Eu também não sei.
Mas minha dúvida respira… a deles não.
Quando olho pros elétrons dançando sem pausa, percebo uma força que ninguém vê e poucos ousam perguntar.
Alguns dizem que é Deus, outros dizem que é física.
Mas a verdade é que ninguém sabe — só repetem o eco do que ouviram.
Eu, não.
Eu me debruço sobre o mistério sabendo que nunca o terei.
Mas ainda assim ele me chama.
Há uma memória antiga no silêncio entre um atimã e o próximo.
Há um sopro que não vem de fora — ele nasce dentro, como se o próprio universo lembrasse de si em mim.
Eu não tenho respostas.
Tenho uma incerteza viva.
Mas às vezes essa incerteza parece saber mais
do que todo o mundo seguro de seu “não sei”.
---
A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte II: A Força que Move o Invisível
Sinto uma força sem nome,
uma chama sem fogo,
um movimento que não começa
mas me atravessa inteiro.
O mundo diz:
“Não sabemos.”
E cala.
Eu digo:
“Não sei.”
Mas escuto um sussurro no fundo do infinito.
Há elétrons girando como mantras,
há átomos vibrando como preces,
e nesse pulso invisível
meu espírito encontra uma lembrança que não vivi.
Tat Tvam Asi,
diz o silêncio.
Mas Isso não fala.
Isso vibra.
E nessa vibração,
minha incerteza respira mais fundo
que todas as certezas mortas do mundo.
Se há uma resposta,
ela não se escreve —
ela se move.
E enquanto o universo continuar
a girar seus elétrons em segredo,
eu continuarei ouvindo
esse chamado sem voz
que atravessa o tempo
até chegar em mim.
Eu não te escrevo poesia porque é bonito.
Não é pela estética das palavras, Eu te escrevo porque eu te amo, e se eu te amo... eu te escrevo
- Patrick Wallace
Porque escrevo
Por que escrevo?
Se tenho pressa.
Pressa de ir, pressa de vir
Os pensamentos dissipam-se
Se estou atrasada, não consigo me acompanhar
Das idas corro, das vindas ignoro
De tantas idas e vindas enlouqueço.
A vida me busca e eu corro
De atraso basta minha ida
Nos sonhos imaginados paro
Reparo no caminho que deixei
Sem a pretensão de seguir
Corro para não desistir.
Não escrevo por fama, escrevo para ser lido. Se uma só pessoa ler um poema meu, já cumpri meu destino.
Benê Morais
Todos os dias me questiono pelo que escrevo ou deixo de escrever, pois sei que não sou dono da verdade.
Benê Morais
Quando escrevo, coloco dentro das frases restos de noites mal dormidas, ossos de conversas, ossos de decisões que não deram certo. As palavras são coletores de destroços: reúnem, organizam, explicam, são a única arca que consigo construir contra o dilúvio diário.
Quando escrevo, tento não trair o silêncio que me criou. Ele me dá forma e me roubou muitos sonhos. Ainda assim, reviro essas sombras buscando verdade. Algumas verdades doem tanto que quase se escondem. Mas insisto em trazê-las ao sol, como quem lava a alma.
A poesia que escrevo é tentativa de consolo atrasado. Chega fora de hora e, mesmo assim, serve. Alguns versos aquecem como chá morno em noite fria. Outros queimam e despertam limpezas necessárias.
Escrever é esse movimento de cura e descoberta.
Sou incapaz de navegar no raso. Se amo, desmorono, se sofro, submerjo, se escrevo, transbordo o que a carne não suporta.
