Escrevo o que Sinto

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Muitas são as vezes em que escrevo simplesmente por solidão. O papel substitui o ouvido. Mas quem vai substituit o abraço, o afago, a cumplicidade, o dormir abraçado até que o choro cesse?

Escrevo na esperança de um dia você ler, na esperança de um dia você se importar, na esperança de um dia você sentir isso, embora não tenha vivido, espero que ao ler você consiga sentir esse amor pelas entrelinhas. Eu sei que você não fez parte, mais você é parte disso. É você a minha escolha é você a minha calma é você meu tormento é você só você e sempre será você e eu não posso te excluir disso e dizer que você não faz parte se é por você tudo isso!
Eu não só te quis como ninguém, eu te amei em silêncio eu te procurava quando minha vida parecia não ter sentido, você não lembra porque eu te busquei dentro de mim, nos destroços que você deixou.. eu te recriei, te inventei eu te nutri e você não tem dimensão do quanto isso tem me ajudado, me ensinado e me fortalecido. Eu descobri milhões de coisas e aprendi outras mil. Eu aprendi que te amar não me dar o direito de te ter, que te esperar não é a certeza de te ver voltar, que eu tenho que controlar esse sentimento e as minhas emoções. Aprendi que só se ama verdadeiramente uma única vez e que eu terei que viver com esse sentimento o resto da minha vida. Aprendi que toda história tem um lado bom, um final feliz e que isso deve ser a única coisa que eu devo carregar como bagagem, aprendi que se você não voltar eu terei que continuar... E talvez isso seja o meu maior desafio, pois te recriei tão bem, te imaginei tão meu e te fiz tão presente que outras​ pessoas não são suficiente.
Eu quero que você volte e que seja isso tudo que eu imaginei! Mais se não for, por favor, não volte!

O caminho do teu coração…
(Nilo Ribeiro)

Faço verso,
escrevo poesia,
mas confesso,
não tenho alegria

quero te amar,
te dar muito carinho,
mas não consigo encontrar,
indique-me o caminho

consultei cartomante,
não sei o que faço,
continuo errante,
não encontro teu rastro

quero te abraçar,
é assim que me acostumo,
me ajude a te encontrar,
me mostre qual o rumo

frequentei a Umbanda,
procurando minha dona,
girei em uma ciranda,
mas nada me direciona

estou sem norte,
estou sem direção,
assim prefiro a morte,
se não encontrar o caminho do teu coração…

Hoje eu escrevo pra dizer que aqui tem saudade. Não que eu queira que sinta o mesmo. Só quero que saiba, aqui tem saudade...

⁠Querido eu,

Escrevo estas palavras para lembrá-lo do quão incrível você é. Você é uma pessoa única, com qualidades e talentos que são verdadeiramente especiais. Ao longo da sua jornada, você enfrentou desafios e momentos difíceis, mas nunca se rendeu. Sua determinação e coragem são inspiradoras.

Lembre-se sempre do seu valor. Você é precioso, com um coração generoso e uma mente resiliente. Os seus valores e princípios são a base sólida que guia as suas escolhas e ações. Não permita que nada nem ninguém abale esses alicerces.

Você é mais forte do que imagina. Cada obstáculo que superou até agora é um testemunho do seu poder interior. Continue firme, mesmo nos momentos de dúvida. Confie em si mesmo e no seu potencial para alcançar grandes conquistas.

Não desista dos seus sonhos. Eles são o reflexo dos seus desejos mais profundos e das suas aspirações mais elevadas. Mantenha-se focado no que realmente importa para você e siga em frente com determinação.

Lembre-se também de cuidar de si mesmo. A sua saúde física e emocional são fundamentais para o seu bem-estar geral. Dedique tempo para descansar, recarregar as energias e cuidar das suas necessidades pessoais.

Estou aqui para apoiá-lo incondicionalmente. Acredito no seu potencial e no impacto positivo que você pode ter no mundo ao seu redor. Continue sendo essa pessoa incrível que é, sempre firme nos seus valores e princípios.

⁠“Escrever por ser poeta”

Escrevo por ser poeta
Escrevo por pensar muito
É a minha natureza
As palavras as memórias registadas
Mas registo-as de forma diferente
Com sentimentos e rimas,
Muitas vezes escuridão,
Porque quando as pessoas me atiram com caixas pesadas
Tenho que as esvaziar desta forma
Se não vou acabar por deixá-las cair no chão
Mas que culpa tenho eu?
Sou uma mera escritora
Busco conforto no silêncio e na escrita
Para me acalmar e falar em silêncio
Pelo menos não sinto as facas que as pessoas me lançam
Nem as ouço quando cortam a minha fala
Desta forma não lido comentários que não quero
Quer dizer…
Na verdade lido mas são apenas os da minha cabeça
Esses não posso evitar
Já nasci com eles aqui dentro
Poetas são conhecidos por sentir muito
Por sentir e pensar demais
Mas na verdade,
Poetas acabam por fazê-lo com motivos
Somos sempre quem sai magoado
Amamos mais do que queremos
Sempre me lembro de ser o poeta
Mas nunca vi um poema sobre o meu nome
Nenhum poema falou sobre o quão calorosos são os meus olhos
E nunca me dedicaram nenhum a falar sobre as estradas das minhas mãos
Talvez esteja a pedir pelo que não devo
Porque quem se apaixona por poetas tem sempre o nome onde não sabe
Mas continuo a escrever e desejar um dia ser eu o poema
Enquanto escrevo sobre as miragens da verdade

⁠Já vivi alguns fins, mas hoje escrevo um certo começo.
Algumas vezes me apresento fácil e em outras me desconheço.
Sou santo e também pecador... Sou guerra e poesia…
Meu desejo transita entre privacidade e ousadia.

⁠Não tente ler as entrelinhas das linhas que escrevo.
A compreensão pode estar depois das reticências.

⁠### Alma Silenciosa

Penso mais do que faço,
Escrevo mais do que falo.
Amo mais do que sou amado,
Ouço mais do que sou ouvido,
Silencio-me mais do que grito.

Sou mais conquistado do que conquisto,
Observo mais do que me observam.
Sou mais atencioso do que me percebem,
Sorrio mais do que me entristeço,
Irrito-me mais do que é natural,
Compreendo mais do que sou compreendido.
Talvez ajude mais do que sou ajudado.

Entre ser e ter,
Entre dar e receber,
Sou aquele que do pouco baralho é dado.
Mas creio que, na mesma proporção:
Vivo, corro, sou aquilo que Deus é em mim.
Com superioridade em alguns degraus,
E imerso em inferioridade noutros.

Não posso fugir, nem vestir-me
Daquilo que está ausente de minha natureza.
Ainda que eu tente, o tempo ditará
Quem sou.
Pois o ter é vulnerável ao tempo,
Nada do que se tem é para sempre.
Mas pode a verdadeira essência de Ser
Ser intemporal.
O que se é, não pode fugir de nós.
Ou se é, ou nunca se foi,
Enquanto o que se tem pode não se ter amanhã.

Alma, solitária a minha!?
Talvez, mas eu sei que vivo.
Corro, caminho, me relaciono, sorrio,
E sou dentro das proporções que Deus,
O supremo, fez e faz de mim.
Não posso ser superior nem inferior,
Minha medida, minha vastidão,
Que até eu mesmo desconheço,
Estão guardados na sapiência de Deus.
Afinal, não me conheço ao todo!
Pois isto exige mais do que experiência,
Envolve um grau profundo de sabedoria.

** 07.06.2024**

Não escrevo para receber veneração, mas, sim, para exercitar a minha vocação, registar a inspiração, provocar reflexão e contribuir para que mentes não pratiquem a paralisação

Queria ser poeta, mas tudo que escrevo
Não faz sentido
Me perco em pensamentos e deles escravo

Cada vez que vou mais fundo
Me decepciono mais
Só maldade e sofrimento no mundo

Então vamos parar e pensar
Vamos dar o braço a torcer
E abrir o coração e amar

Eu sei que parece fácil e sem dor
Mas do que adiantaria
Se fosse fácil não se chamaria amor

Cada verso que escrevo!
É apenas incompreensão! Ou quem sabe desvaneios? Ou apenas intenção!
De um coração até que puro!
Quase sempre inseguro!
Tentando se mostrar forte!
As vezes até por sorte! Traz a luz inspiração!
E rabisco um poema!
Compreendido, ou não!
Será sempre um dilema!
para quem não vê, com coração!

O que dizer da caneta e da pena; se escrevo alertando o mundo do perigo eminente, a maioria vão dizer que essa pena pertence a um pássaro.

So os poetas sabe !
LOKHINHA SKT 03
alegria em Ler felicidade em escrever nem tudo que escrevo faz sentido
para quem Ler, Apenas quem pega uma caneta , para espresar seu
Sentimentos sabe oque quero dizer (...)

Escrevo o que o coração ouviu e não diz.

E eu acho que é por isso
que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar
de mim – para não querer, violentamente não
querer de maneira alguma ficar na sua
memória, seu coração, sua cabeça, como
uma sombra escura.

Nasci em 1976, na Alemanha, mas sou lusitano e escrevo quando o silêncio já não chega.

Penso sobre identidade, tempo, sombra,
e sobre a estranha nobreza que persiste no imperfeito.

Vejo-me como uma figura quixotesca,
uma espécie de poeta da triste figura,
não por heroísmo, mas por partilhar a teimosia dos valores,
a lucidez da honra
e a coragem de enfrentar os meus próprios gigantes…
e ilusões.

Não procuro glória.
Escrevo para dar forma ao que, de outro modo, me consumiria.

Confesso que, em cada texto que escrevo, você está!

Em cada verso descrevo sonhos,

Ilusões de um coração apaixonado,

Que sonha em viver entre os seus braços.

Meu segredo, escrevo-te como quem confessa ao teclado aquilo que a boca não ousa dizer, pois há em mim uma chama que nunca se apagou desde a juventude, quando teus olhos foram o primeiro altar onde depositei meu coração. O tempo passou, as estradas se multiplicaram, mas em nenhum lugar encontrei descanso igual ao que encontro na lembrança de ti. Talvez sejamos apenas dois prisioneiros de uma memória, talvez sejamos promessa suspensa no tempo, aguardando o instante certo para florescer outra vez. Não sei. O que sei é que, mesmo no silêncio, continuo sendo guardião do invisível que nos une. Há noites em que sinto teu perfume escondido no vento, como se a vida me lembrasse que ainda és a fonte capaz de saciar a minha sede. E se um dia este amor não passar de lembrança, que seja uma lembrança eterna, pois prefiro ser condenado à saudade de ti do que absolvido de te amar.

Poema - Carta de Carlos Barbosa.


Querido irmão José,


Escrevo-te aqui do solo sagrado da nossa fronteira, onde tiveste o privilégio de nascer — graça que não me foi dada, embora me sinta jaguarense de alma e coração. Hoje recebi, com grande preocupação, a medida tomada por Vargas de dissolver todos os parlamentos; sei da tua atuação como deputado na nossa Capital do Brasil, cidade maravilhosa do Rio de Janeiro, e imagino o que estás a sentir neste momento.


Somos republicanos, meu caríssimo irmão, e a liberdade nos norteia. Nestes dias lembro tanto da nossa infância nos campos de Jaguarão, quando nossa mãe Maria e nosso pai Antônio contavam as histórias da revolução à beira do fogo de chão, falando do nosso avô Manoel e do nosso tio-avô Bento. Lembro que todas essas histórias mais tarde vim a dividir com meu mestre José Francisco Diana.


Antes que me esqueça: sinto saudades da cunhada Arlinda e da bela Maria. Não pude ir ao casamento dela com o Luiz, e sempre me cobro por esse impedimento — coisas de política e compromissos que, ao colocarmos à frente de tudo, muitas vezes nos causam remorso. Mas, como estava a escrever, são muitas recordações. Ainda me lembro de ti pequenote, guri tentando montar nas ovelhas, e eu naquela época com as malas prontas para cumprir a vontade dos nossos pais e ir estudar no Rio de Janeiro. Não foi fácil, meu querido irmão: o Colégio Dom Pedro II era enorme, mas não maior que a faculdade de Medicina. Lembra-te que foram quase dez anos na capital da nossa República Federativa para finalmente realizar meu sonho de conhecer Paris — e lá passei longos quatro anos.


Como bem sabes, também era um sonho voltar para nossa Jaguarão e aqui exercer tudo o que aprendera. A sorte me sorriu quando tive o privilégio de conhecer meu grande amor, Carolina. Tivemos uma vida repleta de aventuras e, naturalmente, momentos de sofrimento com a perda de alguns de nossos amados filhos — dor amenizada pelo amor de Euribíades, Eudóxia e Branca.


Querido irmão, ao leres esta carta deves perguntar-te por que hoje me mostro tão narrativo e saudosista: a vida passou tão rápido. A política, depois de 1882, quando fundei o partido republicano em Jaguarão, nunca mais se apartou de mim. Veio o mandato na Câmara — onde jamais se pensara em um republicano — depois fui deputado da província e, para completar, participei como constituinte naquele ano de 1891. Depois veio o Júlio, como primeiro presidente constitucional do Rio Grande; quase me obrigou a aceitar sua imposição para eu ser seu vice-presidente. Tu conheceste o Júlio: não aceitava recusas e era deveras convincente. E assim tive de me desdobrar entre a Vice-Presidência e a presidência da Assembleia dos Representantes do Estado. Lembra-te que, em virtude disso, recusei disputar uma vaga ao Senado — por nossos ideais republicanos, meu querido irmão.


O que parecia inimaginável aconteceu: tu muitas vezes me disseste que era um caminho natural — e lá estava eu, presidente do Estado do Rio Grande do Sul, com larga margem de vantagem, três vezes mais votos que o meu oponente. E olha que sequer andei pelas outras querências de São Pedro; fiz-me vitorioso sem sair da nossa fronteira.


Por fim, acho que tudo valeu a pena, e consegui fazer muitas coisas. Tu, que por muitas vezes estiveste à frente de governos, sabes que os desafios eram grandes. Dei início à obra do Palácio Piratini; pude homenagear meu amigo Júlio erguendo-lhe um monumento; realizei a obra do cais do porto em Porto Alegre; ajudei a nossa Faculdade de Medicina; criei a colônia de Erechim e finalmente elevei a vila de Caxias à categoria de cidade; ratifiquei as questões da fronteira com o Uruguai; fui incansável nas questões agrícolas e pecuárias e tratei da saúde com todo o meu conhecimento.


Mas, depois de tantos feitos, meu irmão, precisava voltar para a minha terra de coração, e entreguei o governo ao Borges e vim para a fronteira. Lembras quando te disse que iria descansar e voltar ao meu ofício de medicina? Tu duvidaste — e hoje sabemos que tinhas razão: não deram nem seis anos de descanso e a política me reencontrou, para cumprir aquilo de que havia declinado anteriormente por motivos republicanos. Lá fui eu para o Senado Federal. Foram dez anos na Câmara Alta, mas minha saúde convenceu-me, mais uma vez, a voltar para nossa terra.


Depois de todas estas linhas, saberás a razão da minha carta repleta de saudades e lembranças: tua querida cunhada, que tanto te admirava, fez sua passagem, deixando meu coração com um vazio enorme — foi-se minha Carolina. E eu estou aqui, na terra onde tu nasceste, à espera da minha vez para ir ao encontro dela.


Abraços do teu querido irmão,
Carlos.


Autor Renato Jaguarão.