Escravidão
Quer sair da matrix coletiva?
Em silêncio, bem sereno
Caminhe para dentro de seu coração
Atravesse esse portal que sempre esteve aberto
Para te libertar dessa ilusão
Fazer você, peregrino
Retornar a sua própria realidade
Viver em paz
Em sua própria dimensão
Penetrando em suas redes internas
Para nunca mais se escravizar.
Fiquem na paz.
Estas discórdias! Esse sofrimento! Estes falsos amigos, tiranos, oportunistas, traidores! Minha própria identidade, profana! Pai do sofrimento, da solidão, chega! Minha alma canta, clama pelo rio do corda, por amores proibidos, distantes. Perdão, mas não submeterei me à ti. Sou teu filho, mas não sou teu. Sou único, escravo apenas do amor.
"Big Brother is watching you" - George Orwell acertadamente fez a previsão do sistema sendo implantado no futuro lá em 1948 bem, temos tudo pronto em 1984, um pequeno atraso, mas já é plena realidade hoje. Esse livro nunca foi uma distopia, mas sim uma previsão do modus operandi do establishment que já existia na época.
Muitas vezes nos prendemos à situações, porque achamos que não conseguiremos viver sem ou porque nos fazem crer nisso.
Mas eu já estive nesse lugar e num ato de desespero, joguei tudo para o alto e coloquei tudo para fora sem pensar
No primeiro momento achei que me arrependeria, mas veio a noite e tudo que eu consegui sentir foi paz
Não tinha barulho, não tinha julgamento, não tinha apontamento de nada
Amanheceu e a liberdade de fazer tudo que eu queria, sem hora marcada
Sem a obrigação de que tudo saísse na hora certa para que não houvessem brigas
Outra noite, outro dia
Outras noites e outros dias
Então me dei conta que tudo que eu havia expulsado da minha vida eram:
Exigências, depressão, autoritarismo, pânico, medo, humilhação e o apontamento dos meus erros e falhas
Nunca o reconhecimento das virtudes.
Talvez você esteja fazendo essa mesma confusão, se prendendo a infelicidade achando que é feliz.
Em nós até a cor é um defeito, um vício imperdoável de origem, o estigma de um crime; e vão ao ponto de esquecer que esta cor é a origem da riqueza de milhares de salteadores, que nos insultam; que esta cor convencional da escravidão, como supõem os especuladores, à semelhança da terra, através da escura superfície, encerra vulcões, onde arde o fogo sagrado da liberdade.
Coisas que existem e não deveriam continuar existindo na humanidade : políticos , pessoas com títulos de nobresa , escravidão e preconceito.
Quem inaugura o ódio não são os odiados, mas os que primeiro odiaram. Quem inaugura a negação dos homens não são os que tiveram a sua humanidade negada, mas os que a negaram, negando também a sua.
Quando somos adolescentes, temos tanta pressa para crescer, arrumar um trabalho e parar de depender dos pais, que nessa ânsia não nos darmos conta de que embora menos perceptível, só trocamos uma escravidão por outra.
Perdoar não é permanecer onde você está sendo machucado.
Perdoar não é viver como escravo do agressor!
Perdoar requer autoestima de quem não quer mais carregar dentro de si algo que nunca mereceu!
Ainda estamos presos no Egito, escravizados por nossos medos e desejos, nos curvando diante de faraós invisíveis e ignorando a direção de Deus.
Minha Mãe
Gosto da inocência dela:
Benze crianças,
Faz simpatias,
Reza sorrindo,
Chora rezando.
Gosto da inocência dela:
Apanha rosas,
Poda os espinhos,
Coloca nas mãos,
De meninos branquinhos.
Gosto da inocência dela:
Conta histórias longas,
De negros perdidos,
Nas matas cerradas,
Dos chãos do país.
Ama a todo o mundo,
Diz que a ida à lua,
É conto de fada.
Gosto da inocência dela:
Crê na independência,
E é tanta a inocência,
Que até hoje ela pensa,
Que acabou a escravidão.
… Inocência dela…
Negritude
Ouço o eco gemendo,
Os gritos de dor,
Dos navios negreiros.
Ouço o meu irmão,
Agonizando a fala,
Lamentando a carne
Pisada,
Massacrada,
Corrompida.
Sinto a dor humilhante,
Do pudor sequestrado,
Do brio sem arbítrio,
Ao longe atirado,
Morto e engavetado,
Na distância do tempo.
Dói-me a dor do negro,
Nas patas do cavalo,
Dói-me a dor dos cavalos.
Arde-me o sexo ultrajado
Da negra cativa,
Usada no tronco,
Quebrada e inservida,
Sem prazer de sentir,
Sem desejos de vida,
Sem sorrisos de amor,
Sem carícias sentidas,
Nos seus catorze anos de terra.
Dói-me o feto imposto ao negro útero virgem.
Dói-me a falta de registro,
do negro nunca visto
Além das senzalas,
No comer no cocho,
No comer do nada.
Sangra-me o corte na pele,
Em abertas feridas,
De dores doídas,
No estalo da chibata.
Dói-me o nu do negrinho
Indefeso escravozinho,
Sem saber de razões.
Dói-me o olho esbugalhado,
No rosto suado,
No medo cravado,
No peito do menino.
Dói-me tudo e sobre tudo,
O imporque do fato.
Meus pêsames sinceros à mentira
multicolor da princesa Isabel.
Mas contudo,
Além de tudo
E muito mais por tudo,
Restou-me invulnerável,
Um imutável bem:
Ultrajadas as raízes,
Negados os direitos,
Ninguém roubou-me o lacre da pele.
Nenhum senhor. Ninguém!
"Os poderosos pregam a moral da ordem e da obediência, que atende bem aos interesses de uma hierarquia, levando os dominados a sentirem a culpa do desacato. Os dominados pregam a moral da esmola, da chantagem emocional e da tentativa de fazer o poderosos sentirem culpa pelo poder. Seus medos se tornam os gritos revolucionários, as teorias de conspiração, os castigos eternos e seus vícios. Seu heroísmo e valentia não passam de tentativas de assalto; a exaltação do crime, da rebeldia e da fraqueza como virtude. Uma forma de dizer ao dominador: 'posso me sacrificar por algo, pois nada tenho'".
"A principal dinâmica que existe na luta pelo poder é justamente a existência do fraco. Ele é tão importante que produzir indivíduos submetidos e frágeis é o centro de toda culturalização humana. O forte sempre estimula o fraco a amar sua fragilidade e alimentá-la como uma espécie de heroísmo e abnegação. Os mais fortes não controlam com base no bem e no mal, mas com base no controle em si mesmo. É tudo uma questão de graus de força e não de virtudes morais determinadas".
Aleph K. Wagner
(A Lei Natural do Domínio).
A moral é a cartilha sobre andar na linha dada ao dominado. Os dominadores não são obrigados a atender às expectativas boas ou más de sua massa de escravos. Quando o dominador pratica a imoralidade privadamente isso não desregula a ordem, já os dominados, se puderem ser vigiados até mesmo na privacidade assim o serão.
