Escolhi
Por tantos motivos, eu escolhi sorrir.
Entre tantos desejos, um deles foi sorrir.
Sorrir muito, sorrir de tudo...
Sorrir para os amigos, sorrir para a vida,
sorrir quando estou triste,
sorrir quando tenho vontade de chorar.
Sorrir para agradecer, sorri para agradar.
Sorrir quando nada vai bem...
Sorrir sempre para a vida melhorar.
Muitas palavras a serem ditas, para alguém que é incapaz de compreendê-las. Então escolhi não pronunciá-las.
Escolhi me aliar a dona humildade, para ver se ela consegue assassinar a serpente astuta que reside em meu coração.
Quando o coração cansar de doer
Promete que vai me chamar
Porque eu escolhi você
Até os dias bons voltarem a brilhar - Frase da música dias melhores sempre virão
do dj gato amarelo
Decidi me resguardar, não por egoísmo, mas por amor próprio. Escolhi proteger minha paz interior, mesmo que isso signifique me afastar de certas situações ou pessoas. Prefiro o sossego da solidão à agitação das companhias que perturbam a minha alma.
Padrinho, você é mais que família, é um amigo que escolhi para a vida. Agradeço por cada gesto de cuidado,por cada palavra amiga e por ser um exemplo de amor. Feliz dia do Padrinho!
Eu escolhi a mim...
escolhi ser eu...
escolhi minha alma intensa
e toda a imensidão
que habita aqui!
Eu te escolhi por causa dos olhos.
Não, por causa da boca...
Não, não - já sei - foi o sorriso.
Mas daí paro e penso: mesmo de olhos fechados,
numa cara amarrada e de bico, te acho linda.
Acho que me apaixonei mesmo foi pela sua inconsistência.
Esse seu poder de ser e deixar de ser tão rápido.
- não cai na rotina. Fico o dia todo te desvendando...
Ex não é lembrança, é superação
Hoje eu me escolhi, sem culpa no coração
estou me amando tanto agora que fiquei solteiro
Que eu estou começando a ter ciúmes de mim mesmo,estou me amando tanto, isso é real. - música Eu no comando do dj gato amarelo
Não entro com o pé que mandam, entro com a consciência que escolhi , símbolo não me governa, pensamento sim.
Rosana Castro
Das milhares de profissões, escolhi a Fisioterapia.
Me sinto realizada todos os dias.
Ajudo as pessoas a recuperar sua saúde e sua alegria.
Pra todos ser feliz,
conserto aqui e ali, assim os ossinhos antes bagunçados entram em sintonia.
O Eco da Ausência
Eu carrego o peso
das palavras que engoli,
Um silêncio denso que escolhi.
A alma veste um cinza antigo e frouxo,
E cada dia é um novo esboço
De um sorriso que nunca se completa.
A solidão não é a falta de alguém,
É o abismo entre o que sinto e o que convém.
É a canção baixinha que só a parede ouve,
Enquanto o ponteiro da vida não se move,
Preso em um instante que não tem mais pressa.
Eu me perdi no mapa das promessas,
E as esperanças viraram meras rezas.
Resta o nó na garganta, sem desfecho,
Apenas o vazio morando em meu peito,
E a espera por um dia que cesse.
Não, esta vida não me parece natural.
Há nela uma ordem que não escolhi e à qual, ainda assim, pertenço.
Nasci — e, antes que pudesse sentir o espanto de estar aqui,
já havia uma prova da minha presença.
Um papel declarou meu começo. Eu não.
Outros vieram depois, confirmando etapas.
No fim, outro afirmará que terminei.
É estranho que a existência precise de testemunhas,
como se o simples fato de respirar não bastasse.
Às vezes penso que não vivo, apenas correspondo.
Respondo a chamadas invisíveis,
atendo a expectativas que não formulei.
Sou menos um ser do que uma função em curso.
Pergunto-me se existo
ou se apenas me mantenho em operação.
Meus pais me pensaram antes de me conhecer.
Havia em mim um projeto que não era meu.
Minha mãe me chamava de futuro.
Eu tentava existir no presente.
Cresci entre o desejo deles e a minha própria indefinição.
Hoje não sei se falhei
ou se apenas nunca aceitei ser continuação.
Há em mim algo que resiste.
E, no entanto, todos os dias sou traduzido em números.
Sabem tudo sobre mim.
Não sabem quem sou.
Não me oprimem as paredes.
O que me inquieta é a forma —
a exigência de caber sem sobrar.
Vestimos papéis como se fossem natureza.
Chamamos dever ao que é repetição.
Chamamos escolha ao que já estava traçado.
E corremos —
não sei exatamente em direção a quê.
Dizem que isso é amadurecer.
Talvez seja apenas suportar a própria compressão.
Construímos cidades verticais
e desaprendemos a olhar na altura dos olhos.
Quanto mais alto subimos,
mais abstratos nos tornamos uns para os outros.
Multiplicamos fronteiras:
classe,
crença,
idioma,
convicções herdadas.
A aproximação tornou-se um esforço.
É preciso explicar-se antes de simplesmente estar.
Às vezes imagino um lugar
onde não seja necessário justificar a própria presença,
onde o erro não se converta em identidade.
Não sei se esse lugar existe fora do pensamento.
Não sei se escrevo para confessar
ou para observar a mim mesmo escrevendo.
Há momentos em que me sinto dividido
entre o que sente
e o que analisa o que sente.
Talvez eu seja apenas essa divisão.
Ainda assim, algo em mim não se acomoda —
uma recusa discreta que insiste.
Não sei se há saída.
Mas sei que não aceito ser apenas o que registraram de mim.
Não aceito ser engavetado.
Se não posso abandonar o mecanismo,
posso duvidar dele.
E essa dúvida, por enquanto,
é a única prova que reconheço como minha.
Não sei se posso derrubar os muros.
Mas posso subir —
enquanto não me puxam de volta.
E espiar por cima.
E lembrar, nem que seja por um instante,
que o horizonte não pertence a quem o delimitou.
