Escolhas
O despreso das pequenas coisas e situações possíveis de se viver, em detrimento de algo maior e mais sofisticado, tende a consumir tanto uma pessoa a ponto dela se ver desamparada.
Não espere ser interpretado corretamente quando estiver falando sobre assuntos polêmicos, afinal, a pluralidade de experiências de vida multiplicam opiniões em várias direções.
Nāo tenha vergonha de caminhar olhando para o chão, caso não enxergue o horizonte, afinal, ver aonde você pisa é fundamental para permanecer em pé na caminhada.
Se você estiver andando em uma floresta e passar pela mesma árvore duas vezes! Você já pode está perdido.
Podemos ver todos os problemas que surgem em nosso dia a dia, como uma ferramenta para nossa evolução, ou vê-los apenas como problemas que vem para nos derrubar, a escolha é só nossa!
Não participar de uma decisão coletiva que você dependerá do resultado, tentando se isentar das responsabilidades, é a forma mais direta de apoiar o pior lado da escolha!
Não fique surpreso se escolher um bom conteúdo ao invés de lixo cultural e perceber que está ficando sozinho em suas escolhas.
Tudo tem uma ordem, um tempo para acontecer. Com o passar dos anos, esta seleção natural nos ensina o certo ou o errado, então, observamos com atenção para escolher qual vida queremos, as que os buracos já estão sinalizados ou os atalhos desconhecidos.
Conforme o tempo passa à de se perceber as mudanças, consequentemente haverá arrependidos por suas escolhas. É preciso entender, o trauma das escolhas não feitas torno-ó e transformo-ó em um ser capaz de torna decisões difíceis em experiências únicas.
Decisões decisivas!
Pode até parecer redundante mas faz sentido quando devemos ter ótimas decisões sabendo que teremos colheitas obrigatórias!
Timoneiro
Se me fosse imposto optar
Entre a pedra do chão que sangra
E o céu que engole o dia,
Eu ficaria com o mar,
Onde o tempo se desfaz em ondas
E a eternidade é apenas um sopro.
Nos braços do meu barco
— solidão que navega —
Paro em portos de ausência
E parto levando memórias
Que ainda não gestaram.
Longe do ruído do mundo,
Sou um vulto que vaga e sonha.
O balanço do mar é um relógio,
E remo, rezo e remo até que a noite
Cante em meu braço cansado.
Quando não puder mais suportar,
Soltarei os remos,
Redirecionarei a rota dos silêncios.
E se não souber o que fazer,
O vento, antigo mestre, saberá,
Pois ele é voz do que em mim nunca cessa.
Escolha bem com quem vais andar e demore o tempo que for para confiar em alguém, pois, o ser humano troca de lado muito rápido.
Se Deus nos deu o livre arbítrio, porque ele deveria intervir, pra nos salvar das cagadas que fazemos? Se temos consciência dos nosso atos, devemos ter também consciência dos resultados, dos nossos merecimentos...
