Escolha
Autoresponsabilização é tomada de consciência das escolhas que nós tomamos, colocando-nos no lugar de protagonista para gerar a mudança em nossas vidas!
A solidão do espaço não assusta tanto quanto o ônus da escolha entre salvar o mundo e abandonar quem se ama.
Queira alguém que te escolha todos os dias… Ou melhor… Queira se escolher tanto, que ninguém se atreva a te deixar em segundo plano. Quem aguenta teu amor e tua intensidade, vem. O resto… que assista de longe.
O Peso da Escolha
No peito, a escolha pulsa, um fio que tece e corta,
Decisões que se impõem, de uma verdade que conforta.
Dói, eu sei, a alma sente, cada golpe, cada adeus,
Mas há um bem maior que exige os nossos céus.
A dor de outrora, companheira, moldou o que sou agora,
Um rio de lágrimas secas, que o tempo não devora.
Hoje, o sofrer me visita, um vulto quase invisível,
Pois a tempestade antiga me fez forte e indomável.
Não é ausência de sentir, nem um peito que não sangra,
É a sabedoria que a vida, em suas dores, nos consagra.
Que algumas trilhas, embora árduas, são essenciais ao fim,
E a cicatriz que fica é o que resta de mim.
'A VIDA QUE SONHEI...'
Não é fuga, é escolha.
A cidade, aquele emaranhado distante, um rumor confuso,
onda que quebra noutra praia que nao é a minha...
Aqui,
o canto dos pássaros, as 4h da manhã, é pontual como o sol,
notícia clara do dia que se abre [anunciando]...
O vento, esse sim, fala baixinho,
corre nos ramos e no pomar, refresca a nuca,
leva poeira que não é de asfalto...
O rio [TAPAJÓS].
Esse não pede licença nem estrada,
corta a terra como quer,
sem margem que o contenha verdadeiramente.
Água que brinca com a luz,
corre só porque existe, é esplêndido sem dono...
A sombra da Castanheira no quinta não é refúgio,
é casa.
Tetos de folhas que filtram o sol em manchas dançantes,
piso de terra macia, fresco.
Silêncio que preenche, não esvazia...
E nas mãos, o peso bom da terra:
fruta colhida no pé,
gosto que vem da raiz profunda,
açai que tinge os lábios de roxo,
cupuaçu que derrete doce-amargo na língua,
cheiro de coisas que nasceram aqui, sem pressa...
Só parece solidão
para quem não contempla o vento,
não sente o cheiro da raiz, do balançar das redes,
não conhece a paz de estar inteiro
no lugar certo do mundo, ou num pedacinho que é só seu...
--- Risomar [Sirley] Silva ---
No sítio
O que é o amor?
Amor é cuidado, é escolha diária, é respeito.
É abraço que acalma, é olhar que entende, é presença que não pesa.
Amor não é sobre prometer perfeição…
É sobre oferecer sinceridade, lealdade e paz.
É dividir a vida sem medo.
É somar, sem invadir.
É construir, sem desmontar o outro.
Amor é quando o coração encontra lar…
E a alma finalmente entende o que é estar em casa.
As Quatro Raízes: Força, Honra, Respeito e Justiça
“Não são escolhas. São fundamentos.
Como as raízes que sustentam a árvore mesmo quando ninguém as vê.”
Força, para suportar e proteger. Não pra esmagar.
Honra, pra nunca se perder quando ninguém está olhando.
Respeito, pra lembrar que toda criatura tem sua dor e seu caminho.
Justiça, pra manter o machado no gancho e não na mão — mas afiado, se for preciso.
Deus sempre faz a parte Dele para a nossa felicidade, mas é pelas escolhas do nosso coração que permitimos que Sua Vontade realmente se cumpra em nossa vida.
Todo dia fazemos escolhas, e, dependendo das escolhas que fazemos, recebemos uma recompensa ou pagamos um preço. Sem percebermos, muitas vezes, as nossas maiores virtudes também se tornam as nossas maiorias fraquezas, o que nos impõe um eterno sufoco emocional. Por que precisamos tanto do que os outros acham ou pensam? O que a opinião dos outros tem que é tão impactante e relevante? Logo, quem depende tanto da aprovação e do consentimento dos outros para tudo, ficará sem si mesmo.
Ao homem foi dada uma escolha [...]. Ter essa escolha define o homem como um ser humano: comer ou não comer; obedecer ou desobedecer; amar ou não amar. O homem não é um robô. O homem era capaz de amar pela sua própria livre escolha sem a qual, o amor não é amor.
John R. Cross - The Stranger on the Road to Emmaus (Olds, AB: Good Seed International, 1997), pp. 56-57
Escolha quem você é antes que o mundo escolha por você!
“Quando o mundo te perguntar quem você é, ele o fará sem misericórdia, pronto para preencher o vazio com suas próprias suposições e julgamentos. Se você não souber a resposta, perderá a oportunidade de se definir e de viver conforme a verdade de sua alma. Portanto, mergulhe profundamente em si mesmo, descubra seus valores, paixões e propósitos.”
Ando infeliz.
Não que seja culpa de alguém.
São os pesos das escolhas.
Os pesos das ações.
Não de alguém — mas minhas.
Cada dia que passa, o peso chega e dói ainda mais nos meus ombros, já machucados nesses anos.
É como ser um fardo pra mim mesma.
É como ser um fardo que ninguém quer carregar.
Só existo eu por mim.
Me sinto presa a uma vida da qual nem lembro quando assinei esse contrato.
Deveria ter pensado mais...
Teria poupado tanta dor e sofrimento.
Não teria lágrimas nos olhos,
Nem sorrisos forçados,
Tentando mentir pra mim mesma que consigo dar mais um passo,
Se eu parar para respirar a cada movimento que dou.
Me vejo no espelho da vida
E, sinceramente, tenho vergonha de mim.
Minha família não me ama como eu precisava.
Meu marido é ignorante.
Só pensa em si e me deixa aos trapos.
O único amor que conheci de verdade é o da minha filha.
Sinto que nasci pra servir meus inimigos — e conviver com eles.
Jesus… até quando?
Até quando tenho que chorar calada?
Até quando vão me invalidar?
Estou a um ponto de acabar com minha vida com minhas próprias mãos…
Nem que seja em palavras, como estou fazendo agora:
Sozinha, na minha própria casa.
Só eu, uma xícara de café amargo
E gritos contidos, enquanto engulo amarguradamente cada gole.
Se fosse para eu escolher entre não te amar e te esquecer, minha escolha seria te esquecer, pois eu não consigo viver sem amar você.
