Escassez de Agua

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ÁGUAS DO MAR

Eu fico olhando pro mar, vendo sua imensidão,
quantas vidas dependem dessas águas,
quantas vidas se perderam nessas águas.
Eu fico olhando pro mar, o quanto ele é inspiração,
suas ondas calmas e enfurecidas,
é pintura nos quadros, fotografias nos porta-retratos.
Eu fico olhando pro mar, águas frias sobre o tom azulado,
no fundo esconde segredos, bem no fundo mistérios,
águas que lavam a alma, levam pedidos e é citada na fé.
Águas que parecem brotar em meus olhos.

⁠Aprendemos a sobreviver na água quando somos crianças. Depois, passamos décadas sem nadar. Mesmo se acabarmos na água de novo, ainda vamos flutuar. Você pode achar que esqueceu tudo, mas seu corpo se lembra. É a mesma coisa com o amor. Você pode achar que esqueceu como se ama, mas seu coração se lembra quando você começa a amar alguém.

Nunca diga ‘dessa água eu não beberei’.

Thalita Rebouças
Traição Entre Amigas

Eu me misturo na mata,
Sinto o frescor do vento,
O sopro da vida, da água,
O recebo o aquecimento do fogo. Eu me nutro nesta conexão divina, me alegro e me inspiro ser sempre o que Sou!

Vento, Água, Pedra

A água perfura a pedra,
o vento dispersa a água,
a pedra detém ao vento.
Água, vento, pedra.



O vento esculpe a pedra,
a pedra é taça da água,
a água escapa e é vento.
Pedra, vento, água.



O vento em seus giros canta,
a água ao andar murmura,
a pedra imóvel se cala.
Vento, água, pedra.



Um é outro e é nenhum:
entre seus nomes vazios
passam e se desvanecem.
Água, pedra, vento.

Dói, né?

Estar tomando um banho quentinho, e a água do chuveiro acabar bem na hora em que se está todo ensaboado. 😭

⁠Se você precisa falar mal de alguém, não fale, escreva na areia próxima à beira da água.

Do Coração ao Papel

Meus dedos caminham sobre a mesa
E, a água corre pela minha face
Guardo um, dois ou três segredos, não sei.
Penso.

Mostre-me,
Não corra.
E as palavras ditas de forma bonita
Dedilho-me até a pena.

São lágrimas,
Amor perfeito e proibido,
Ódio,
Imundice,
Paixão e ameaças.

Como metamorfose são agora,
Letras.

E o meu fogo,
De modo à paixão
Queima e envolve.
Meus dedos caminham sobre o papel.

Procuro uma coisa que não tem nome.
Já a encontrei na água de algumas corredeiras,
No topo e nas encostas de certas montanhas,
Nas nuvens de alguns ares,
No mato fechado que guarda alguns vales.
Já a encontrei vezes e vezes!
Só não encontrei seu nome.
Voltarei á água
Ao ar
Á terra
Voltarei até descobrir.

14 de Setembro ou Você é água

Eu lembro
Foi no dia 14 de setembro
Você nunca me olhava
Então lhe mandei por e-mail
Uma poesia meio
Pop artesanal
Alegre, iluminada, sentimental
Pop balada
Na verdade uma cantada
No melhor estilo Kid Abelha
Pra ganhar você e agradar sua orelha
Depois disso
A vida ficou maravilhosamente engraçada
Bem iluminada e com incrível alegria.
Ganhei você com uma pop poesia.

Eu não vou retê-lo
Eu não sou telha ou parede
Eu não sou guarda-chuva ou rede
Eu não sou represa
Eu não sou dique de contenção
Eu sou livre e você é livre
Porque você é água
Água boa, água à toa
Você corre pra tantos lugares
Pra tantas conexões e situações
Pra tantas pessoas
Mas pra sua surpresa meu bem,
às vezes, eu sou água também

Não sou água, não sou terra, não sou ar. Sou fogo, chama, prazer insanável. A quem me busca nunca poderá desvendar o que trago em minha mente! Sou fogo, mas em minhas brasas escondo sombras.

De repente como num filme me vi pequena, brincando na areia, chutando a água. Nessa hora eu ri sozinha e depois chorei. Chorei de saudade desse tempo, onde éramos todos inocentes e as brincadeiras não machucavam, onde as pessoas não nos magoavam e os sentimentos eram valorizados de alguma forma.

Talvez o tempo não corra linear como água saindo de uma torneira... talvez se pareça mais com catchup saindo aos trancos das antigas embalagens de vidro. Talvez o tempo esteja se lixando pro que eu penso dele. Talvez? Certamente.

Decifra-me.

Eu sou a areia da ampulheta,
O tempo que se vai e não se aproveita,
A água que escorre entre seus dedos,
A vida que definha pelo esquecimento.

Eu sou a areia da ampulheta,
O sonho mal dormido que não teve fim,
O abandonado trocado pelo q é cômodo,
A erva daninha em seu jardim.

Eu sou a areia da ampulheta,
A criança abortada por falta de amor,
O silêncio do inocente perante a dor,
As mentiras ditas na cama ao calor.

Eu sou a areia da ampulheta,
Apenas complicação para sua vida,
Guardado em um canto de uma gaveta,
Deletado como mensagem não lida.

Eu sou a areia da ampulheta,
Metade confuso e complicado,
Metade alegria e tristeza,
O certo para o errado,
O errado para a certeza.

Simplesmente...
Eu sou a areia da ampulheta.
Ou decifra-me!
Ou por favor,
Simplifique e me esqueça.

'O que tem de ser tem muita força'. É tipo não poder afirmar, categoricamente, dessa água jamais beberei porque por mais que nossos atos sejam determinantes há sempre algo que nos escapa, foge do nosso controle. Você pode fazer planos de viajar por outros ares e no percurso, ou antes, de concretizar a idéia, haver uma mudança brusca que te leve a outro lugar e lhe apresente ‘o chamado: inesperado'

“Assim como a Roseira, Além de Água e Sol, Necessita de Uma Boa Terra para Crescer e Florescer... Um Amor, além de Palavras e Sonhos,para que nunca padeça,necessita de Atitudes”

Água de palavras

Às vezes desanimo
e me sinto inútil
portadora de estranha
doença
de que servem esses
poemas
água de palavras
frutos nascidos
de loucas sementes

de que me servem
se são menos
que estrelas cadentes
se são volúveis
se são voláteis
se fogem das mãos
como pássaros de renda
melhor seria esvaziar
as gaiolas com que tento
apreender o tempo
melhor seria derramar
no mar
as minhas gavetas
tão cheias de fios
de noites cerzidas
melhor seria arrancar
de mim como erva daninha
essa linha que me descostura
e que me faz prisioneira
de miragens

Roseana Murray
Poesia essencial (2002).

Eu quero banho de chuva
Cheiro de mato
Pés no chão .
Eu quero agua na fonte
Gosto doce de flor
Borboleta rodeando
Abelhas, formigas caracóis .
Cabelo trançado
Eu quero roupa desbotada
Bolso rasgado sem nenhum valor
Frutas no pé
Balanço de corda
Riso de criança
Cheiro de bicho
Eu quero felicidade e riso
E o gritar mais lindo de quem pode realmente se sentir rico .

Minha solidão
Tão minha
Tão só
Tão seca
Sedenta
Minha solidão mata a sede na água de sua boca.

"Não inveje a velocidade do relâmpago; lembre-se de que é a paciência da água que, gota a gota, corta a pedra e redesenha o cânion".