Erasmo de Rotterdam Elogio da Loucura
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A solidão liberta-nos da sujeição das companhias.
A maior parte dos desgostos só chegam tão depressa porque nós fazemos metade do caminho.
A avareza é um nó corredio que aperta cada dia mais o coração e acaba por sufocar a razão.
Acontece muitas vezes que somos estimados na proporção em que nos estimamos a nós mesmos.
Aflige-nos a glória alheia contrastada com a nossa insignificância.
Os grandes pensamentos vêm do coração.
O que há de melhor nos grandes empregos é a perspectiva ou a fachada com que tanta gente se embeleza.
Um versificador não considera ninguém digno de ser juiz dos seus versos; se alguém não faz versos, não sabe nada do assunto; se faz, é seu rival.
É um gládio perigoso o espírito, mesmo para o seu possuidor, se não sabe armar-se com ele de uma maneira ordenada e discreta.
O que se aprende na juventude dura a vida inteira.
O império mais poderoso e fatal que existe é o das circunstâncias.
Se a vida é um mal, por que tememos morrer; e se um bem, por que a abreviamos com os nossos vícios?
O erro é a noite dos espíritos e a armadilha da inocência.
O trabalho involuntário ou forçado é quase sempre mal concebido e pior executado.
O remorso é no moral o que a dor é no físico da nossa individualidade: advertência de desordens que se devem reparar.
Os vícios, como os cancros, têm a qualidade de corrosivos.
A opinião pública é sempre respeitável, não pelo seu racionalismo, mas pela sua omnipotência muscular.
Não deve fazer-se pela via da lei o que pode fazer-se pelos costumes.
Querendo parecer originais, tornamo-nos ridículos ou extravagantes.
Em vão procuramos a verdadeira felicidade fora de nós, se não possuímos a sua fonte dentro de nós mesmos.