Era
Se antigamente te encontravas no escuro, era a tua sombra a pedir ajuda.
Hoje a luz conscientiza-te que o que deve ser encontrada/o, és tu mesmo.
Como acreditar no amor que tu me oferecia? Se enquanto eu era o mar tu não passava de uma piscina?
Enquanto tu me enchia de palavras bonitas eu te amava com o peito, e esse ainda aqui cicatriza, às vezes ainda sangra, mas não se tornou frio e nem descrente,espero ainda mergulhar sem medo noutro amor dessa vez profundo, por que se eu falo em amar não fico na superfície, e nem posso ficar...não sou de me entregar pela metade.
Amor de verdade é coisa escassa,
Brinca com o tempo,
faz dele um menino.
Não distingue um instante de 10 anos,
O que é o tempo perto desse sentimento?
Estou de volta
Nesse lugar sereno
Onde tudo era veneno
Onde não se passava vento
Onde o vento tem casa
E não saia dela, se tranca até a janela
Mas ninguém o vê fora
O vento se incomoda
Quando ele vem quente
Bate na testa gente
Queimando tudo de repente
Não é como beijo quente
Que deixa a solidão triste
Que mata o lado do verso
Aquele lado mais triste.
Hoje a noite matou o verso do dia
E o dia perdoou o verso da noite
Pois a noite tinha o verso da lua
Que iluminava o velório do dia
Pois agora não haverá mais dia
Pois quando o dia morre, se enterra de noite
Pois a noite é o melhor dia.
Ame Sempre
Como pude deixar dela,
Será que era ela.
Não não, a culpa não é dela,
Fui eu que não soube amar ela.
Eu só gostei dela,
E eu esqueci de amar ela,
Por que não se gosta dela,
E sim se ama ela.
Uma pequena flor
Pensei que o amor,
Era uma méra palavra,
Mais descobrir que é o sentimento
Mais forte do que qualquer coisa.
Pensei que nunca
Amaria de verdade,
Pensei que o amor jamais tocaria-me
Mais esses pensamentos aos poucos
Chegaram ao fim.
Por um rápido e magnífico ano
Soube oque é amar.
Em uma simples brincadeira
Descobrir o método mais rápido e fácil
De apaixonar uma pessoa.
Sabe qual?
Dando-lhe uma tortada,
Foi uma coisa bem estranha
Mais foi desse modo
Que encontrei a mais bela flor.
O brilho dos seus lindos olhos,
Os longos e morenos cabelos cacheados,
Seus suaves toques,
Seus lábios mais doce que o mel,
Levaram-me a uma inesquecivel viagem
De um amor escondido.
Hoje sei que tudo isso acabou,
Mais sei também que nada disso foi em vão.
Mais meu amor por essa pequena flor,
Não haverá fim por apenas uma despedida de um curto prazo de tempo.
A grande diferença entre o profissional que eu sou hoje e o estudante que eu era nos tempos da faculdade é que hoje. Nos tempos da faculdade, me contentava em passar, hoje só me serve um 10. E Para isso tive de desenvolver disciplina!
Eu deveria ser um grande artista, mas isso contrariava as expectativas de minha mãe, eu acho.
Era eu fazer uma arte e ela me dava uma surra.
ESTA É A PROVA CABAL QUE O ADÃO NÃO ERA O PRIMEIRO HOMEM DA TERRA...
VEJAM E LEIAM E RELEIAM...
E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.
27 E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
28 E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
"Pensei que a dor de perder você era só na minha alma, mas descobri que o meu coração, que também era seu, sofreu muito mais; então sofreu eu, sofreu você, sofreu nós dois"
Ela achava graça em quase tudo, a vida não parecia ser levada a sério e aquele garoto era só mais um riso no caminho dela.
Coloquei em tuas mãos tudo o que eu achava que era amor
Não sobrou mais nada em mim
Afinal foi meu coração que você levou
Entreguei meu corpo, minha alma, meu ser
Os sentimentos que em mim haviam
Todos eles passaram a pertencer a você
Eu respirava e suspirava você
Foi submissão total
Até quando eu não podia está com você
Você estava em mim
De modo que perdi minha identidade
E quando me procurava era você que estava lá
Hoje você se foi
Voou pra longe de mim
Me deixou
E levou
Os pedaços do meu coração que você quebrou
Deixou
Suas lembranças
Seu gosto
Seu cheiro
Mas tudo pode ser refeito
Ainda bem
Porque estou juntando os pedaços desse meu coração
E de alguma forma (que ainda não sei)
O reconstruirei novamente
E quando estiver refeito
O entregarei
A quem, como você um dia, o mereça
Mesmo que depois o despreze
Mas fica a certeza
Da falta que ele te faz
Porque não encontrarás em nenhum outro
Tanto amor assim, jamais.
E daí que eu sou um paradoxo? Nunca disse que era uma pessoa comum. Você sabe muito bem que elas são fáceis de esquecer...
Ela era sozinha, nunca se apaixonava
Ela era controlada pelos pais e disso não passava
Mas uma noite aconteceu e o sangue ferveu
Arrepiava, sonhava acordada, lembranças ativas
Preferia apanhar, sangrar do que se apaixonar
Paixão a deixava cega. Ela jamais veria o pior
Achava que tudo o que ele fazia era do bom e do melhor
E mais à frente era beijos e mais beijos, o que ele queria era diferente
Imaginação fértil, ela tinha, não enxergava o que estava à sua frente
Idiota, cega e babaca, ela indagava
Parecia ser forte, mas era tão frágil que por tudo ela chorava
Era por ódio, amor, raiva ou dor, ela não se importava
Ele a usava e dia seguinte descartava
Ignorava e pensava "E daí? Ela vai atrás de mim"
Triste, se fechava igual à uma flor de carmim.
- Autoria de Duda Jacob
Eu era inteira.
Mas você me partiu em mil pedacinhos e depois saiu espalhando eles por aí.
E a pior parte nisso tudo é que eu não consegui encontrá-los.
Livre está!!!
Era uma vez uma história. Uma história de amor que tinha tudo para ser para toda a vida. Um daqueles amores que se estendem por muito tempo, com altos e baixos, com histórias e fatos, com romance e com rumores, muitos anos alegres. Daqueles nos quais a gente não vê estar diante de um abismo, ou qualquer possibilidade de ser um erro fatal.
Um dia um a gente cai do cavalo e fica diante do abismo, que sempre achávamos que não existia, perdemos o rumo, a direção, a noção do que é perto e longe e do certo e do incerto. Aí levantamos o tapete, obvio que eventualmente, até descobrir uma quantidade imensa de mentiras escondidas, que a gente jamais imaginou que pudessem estar tão perto de nós.
No que devo acreditar quando somo obrigado a deixar de acreditar nos sonhos que tínhamos? Das esperanças que nos restavam? Ou até mesmo do projeto de uma vida inteira?
Em quem devo acreditar quando não posso mais acreditar na única pessoa que achava que era a mais confiante? Ou na pessoa em quem confiava de olhos vendados?
No que devo acreditar quando eu olhar para o futuro que havia sonhado e preparado com todas as forças e tempo, e, de repente, ver que tornou-se fumaça e começou a se dissipar pelo ar?
Tem gente que não nunca teve uma dessas histórias, e nunca irei desejar para ninguém, minha história parecia que eu havia sido agraciado por Deus e meu destino traçado na perfeição. Mas, mesmo após eu levantar o tapete e me surpreender com o que me deparei, sempre o destino me mostrava que havia algo de errado, me mostrando em outras pequenas histórias. Histórias que nunca pareciam fazer algum sentido algum, soavam como som distorcido, ou apenas rumores de um uma casa assombrada, pareciam histórias de ser alvo de boas apostas, que sempre dei por mentirosas, ou para viver feliz, preferi não dar audiência e sempre ser o errado e bobo. Caminhei e caminhei, até chegar em uma rua que me deparei com um muro enorme, sem saída, é onde muitos se encontram e aí vemos que chegou a hora de retornar e voltar para a largada,
Mais cedo ou mais tarde, uma hora a gente se cansa. Cansa de tentar, de ir, de vir, de lutar por algo que no fundo sabemos que não iria prosperar, de renovar as esperanças, ou, até mesmo, de regar aquele vasinho da fé e do amor. O vasinho que olhamos para ele e lembramos dos laços e pactos de amor que em outrora havíamos proclamado um com o outro, que tem no fundo o final feliz, no qual nos sempre ouvimos nos contos de fadas “Contos de Fadas”.
Chegou o momento, em dizer: agora chega. Que, se a chuva o regar, ótimo, porém, sem a obrigação de ser o único responsável pela rega. E, quer saber? Essa fase não é má. Costuma até ser nessas fases que aparecem pessoas bacanas, mas não foi isso que aconteceu.
O problema é quando um tira o vasinho da varanda. Resolve que não vale mais rega-lo, e sim, decide tirar o vasinho de onde ele estava e deixa de olhar para ele. Decide que a chuva esporádica ou o orvalho da manhã não é mais o suficiente, mas sim, leva-o para o porão ou dentro de um armário trancafiado para ninguém ver as folhas já amareladas por falta de agua ou queimada pelo sol, ou, pior, leva-o para outro lugar, um terreno baldio ou coloca na lixeira do vizinho.
Era uma vez um amor do tamanho de um oceano. Era uma vez o rompimento da distância e dor. Era uma vez a traição. Era uma vez a mentira, Era uma vez a manipulação, E lá estava eu, assistindo o mar levando nosso castelinho construído as margens da maré, um pouco em cada onda, e vendo a nossa história se transformar em um rosto desconhecido e borrado, manchado pelas lágrimas de sofrimento de um amor esquecido. Era uma vez a nossa história que tinha tudo para ser um conto de fadas, mas como eu cresci, não devo acredito mais nessas baboseiras, porém poderia ter deixado o nosso vasinho no fundo do quintal, ou até mesmo na varanda, onde o orvalho toca todas as manhãs, e, acreditar na alternativa em que um brotinho apareça enquanto a gente estava distraído.
Sabemos que após as avalanches, sempre aparece um brotinho. Geralmente, um brotinho melhor do que o outro. Bem, quando achamos que não vamos mais acreditar em contos de fadas e que já crescemos para essas baboseiras, temos da vida outra ilusão e se inicia nova caminhada, até virar a esquina e se deparar com uma rua sem saída ou com o vasinho em outro lugar.
Mas, bem ou mal, decido lhe perdoar, decidi escancarar as portar do coração e ir varrendo o chão por onde a bagunça ficou, tirar a gordura que atrapalhava a minha aorta e me livrar daquele lugar. Deixo você ir e pode ir tranquilo, já me livrei de suas mentiras, manipulações e traições, acalmei a minha raiva e sequei as minhas lágrimas. Descobri que a terra gira, não quero mais suas justificativas, nem respostas dissertativas (dizendo que lamenta ou que tudo não passa de mentiras), um dia a tristeza se assenta. Não precisa dizer nada, absolutamente nada, tantos erros consumados que essa história ficou no passado irado, irei dar passos largos, para não querer ver cicatrizar as feridas se fez. Quero lhe ver voar o mais alto que conseguir, vendo o horizonte sem fim, libertando quem você realmente é com suas ânsias, e, para aumentar essa distância, para qual eu possa prosseguir.
Amor, siga em frente, não curve-se para baixo e nem olhe para trás, mesmo que se arrependa, o passado não estará mais à venda, muito menos poderá alterar as legendas das cenas que vivemos. Siga em frente, eu assino alforria ou eu lhe dou a anistia, por um ato de autoria, que eu parei de procurar. Voe alto, voe para longe, bata suas assas o mais depressa, rumo ao norte ou siga o rio em direção ao mar, tanto faz, procure um novo lugar, uma nova casa, um novo cobertor. Assim comemorarei a nossa morte dessa tristeza sem fim, enfim, bata suas assas perdoado e tranquilo, mas bata cada vez mais para longe de mim.
Rhenan Gobi
