Era
Se o destino te escolheu porque era tua vez,
por infinitas vezes que eu tente,irei fracassar.
pois a minha ainda ha de chegar, para que possa mostrar do que sou capaz,e finalmente brilhar
mas continuo caminho sem pressa, Deus,é o pai! ele vai me dizer o momento certo dessa conquista .
Você ...
Quem era você?
Quem eu não inventei?
O que você fez comigo?
Eram tantas perguntas sem respostas
Eu sentia um vazio tão grande, que eu preenchi com alguém que não cabia lá.
E ficou sobrando espaço.
O espaço do amor ficou sobrando.
Depois que te conheci melhor eu vi que, eu não sentia nada por você.
Você não era o cara B.
Mas como eu queria que fosse você.
Seu sorriso cafajeste
Você sorriu
Meu mundo se abriu
Quem eu era fugiu
Você não viu
O sorriso que não dizia nada
O sorriso que me fez repensar em tudo que eu acreditava
A paixão inventada.
Era como se eu estivesse com você, só que hoje, e neste exato momento.
Conseguir sentir o cheiro do teu corpo, mas sem você presente.
Os homens passavam por Lada como se ela não existisse, ou a encaravam de uma forma que era como se não conseguissem enxergá-la. Isso a fazia desejar ter uma arma na mão, uma coroa na cabeça em vez de uma trança, ou até uma barba no rosto. Qualquer coisa que os obrigasse a vê-la como era. Ou, talvez, quando a olhavam e não viam nada, eles já entendessem perfeitamente quem ela era.
Aquele era seu povo. Seu país. O trono era seu. Ela não precisava de intrigas nem de planos elaborados. A Valáquia era sua mãe. Depois de tudo por que passara, de tudo o que fizera em sua busca pelo trono, só lhe restava uma coisa: ela mesma.
Palavras e histórias eram ferramentas para suscitar as reações desejadas nas pessoas, e eu era uma artesã experiente.
Em uma era competitiva, alcança o êxito aquele que conseguir exceder as expectativas de seu público interessado!
Flor e Escuridão
No começo era triste, andava em um deserto de desilusões, cheia de tristeza, mágoa e maldições, a minha alma era destruída cada vez pelas minhas ações, o meu corpo estava aqui, mas meu espírito no inferno estavas, eu estava numa escuridão sem fim, quando vi uma flor, uma brilhante flor, e bela, a mais bela que ali havia, era brilhante, fazia o sol seu servo, tinha medo de chegar perto dela e fazê-la murchar, mas quando eu abraçava e falava com ela eu me sentia mais feliz, mais claro, sentia o verdadeiro eu novamente, então eu descobri que o meu passe para a felicidade, era uma pequena flor que estava sozinha esperando o tempo passar.
Nosso relacionamento era nossa casa, a gente cuidava, a gente tinha amor pela mobília, a gente cozinhava e servia um ao outro, e assim vivemos e fomos felizes. A chuva caia lá fora e aqui dentro nós dois estávamos quentinhos e protegidos, até que a casa começou a desandar, a mobília ficou empoeirada e surgindo ferrugem, nossa comida perdendo o tempero e a cada chuva o frio só nos consumia mais e mais, até que um dia a casa ficou insuportável de se morar e um de nós teve que partir, restando apenas um lá dentro ele teve que fazer a reforma, teve que virar amigo da chuva e do frio, também teve que mudar o tempero da comida e na mobília ele fez reforma e com o tempo a casa voltou a ter cor, ficou aconchegante de novo, a comida estava no ponto certo, a chuva já era bem vinda e ele até gostava, e ele olhava pra mobília e só sentia orgulho por ter passado por toda aquela dor, por toda luta e cansaço se dedicando a sua própria reforma e agora olhar pra casa e sentir um amor de novo, porém, um amor diferente, um amor amplo dele para ele mesmo, ele sabe que agora não precisa de alguém para ser feliz, que ele é suficiente para se fazer feliz, que se um dia alguém entrar pela porta da casa pra ficar vai ser bem vindo, mas que se assim como entrou também sair que a casa não vai precisar de tanta reforma assim, e por que? Porque agora a mobília está mais forte, a comida só precisa do tempero dele e a chuva já é uma grande amiga.
Memórias
Me apeguei nas lembranças,
algumas até de quando era ainda criança.
Me prendi, de tal modo, nas memórias,
que hoje minhas semanas são monótonas.
Eu não vivo, eu revivo.
Repenso e releio.
Volto e me revolto ainda mais,
parece que não consigo sair do cais.
Dou a volta no mundo,
e sinto que nem dei um "pulo".
Vivo remoendo minhas angústias,
vivo lembrando de minhas lamúrias.
Os dias passam, mas o tempo parou,
o relógio não mais andou, ele apenas voltou.
De meu futuro enxergo apenas páginas velhas,
de um livro que já li e vivi, um livro de linhas megeras.
Passado? Ah meu velho amigo,
amigo esse que se tornou meu único abrigo.
Abrigo também que caiu,
que desmoronou, que me afligiu..
Amigo esse que me confortou,
mas também me julgou.
Amigo que me cuidou,
mas que também me maltratou.
Passado, vivo nele enfim,
mas ele não vive em mim...
28/05/19
Ele era insuportável. Devia ter o gênio mais explosivo que alguém humanamente constituído possuiria. Mas era inegável a beleza máscula que ele apresentava.
Algumas vezes eu achava que a espada cantava. Era um canto fino, apenas entreouvido, um som penetrante, a canção da espada que desejava sangue; a canção da espada.
O nosso era um mundo em que as espadas davam status, e esquivar-se da espada era perder honra, por isso corri na frente, com a loucura enchendo a alma e a exultação dando-me um poder terrível enquanto escolhia minhas vítimas.
Quando ele me beijou era como se eu fosse um armário com as gavetas todas abertas e o beijo dele foi fechando todas essas gavetas e me deixando arrumado.
Lembra?
Quando você era criança e cantava, pulava mostrava que era feliz? Quando caia, ralava o joelho? Chorava, mas depois... sorria e voltava a brincar como se aquela queda não tivesse acontecido. Só se lembraria dela, talvez pela cicatriz que ficou.
Lembra de quando saía para o campo jogar bola, ou até mesmo na rua? Depois de um bom "baba" havia sempre uma resenha...
Pois, agora é só uma breve lembrança, tudo mudou, o mundo evolui... as crianças não brincam mais nas ruas. Não como antigamente.
Lembra das promessas que fazíamos quando éramos crianças? "Quando crescer vou mudar o mundo, vou fazer o diferente". As promessas ficaram lá atrás... crescemos e esquecemos de cumpri-lás...
Lembra dos amores de infância?? Das cartinhas, dos bilhetinhos?? Nossa.... Um amor tão puro... infelizmente hoje não existe mais esse romantismo.
As cartas? Não são mais escritas à mão, mas sim digitalmente, por sms, Whatsapp entre outras.
O mundo evolui, não sei se para melhor ou pior.... as coisas mais simples perdeu o significado. Um mundo moderno, entretanto um mundo caótico.
Só quero olhar para as calçadas e ver as pessoas conversando, rindo... olhar nas ruas e ver as crianças jogando bola, correndo, brincando de bolhas de sabão, de pular corda... de não se preocupar se vem carro, ou preocupar com o amanhã. Sinto falta do meu mundo, no qual o que era importante era a inocência e a felicidade das crianças. E não as responsabilidades atuais.
O que resta agora são lembranças!!
