Era
Entre um dia agitado, meu telefone vibra. Era um número desconhecido e se um dia foi conhecido eu não me recordava. Atendi normalmente e minha voz estava perfeita até que o passado se identificou. Não tive reação para o inesperado, eu havia aguardando por este momento durante muito tempo que as palavras fugiram e eu só conseguia concordar e aceitar o convite que me foi feito. Fui ao encontro de quem já havia me humilhado. Todas as palavras ditas pra mim naquele momento eram em vão, pois somente no olhar eu conseguia entender que era um desespero pedindo o meu perdão. Eu não sabia o que dizer, não entendia porque depois de tanto tempo, havia resolvido me procurar. E mesmo com meus olhos assustados, eu só respondia que estava tudo bem, mesmo regredindo ao passado eu o pedi que não se preocupasse, pois tudo já estava resolvido.
Neste mesmo momento, foi-me feito um pedido para que matássemos a saudade que nos sufoca durante todo esse tempo. Não posso negar que meu coração bateu forte, as pernas tremiam e as mãos suavam. Viajei em todos os sentimentos bons que havíamos passado juntos antes de responder. Mas ao voltar para a realidade, rejeitei. É muito pouco pra mim. Eu desejava te matar por inteiro e não em um quarto qualquer pela estrada. Você só queria um carinho de uma mulher na qual admirava por estar carente e eu não. Hoje, também quero receber. Não aceito as mesmas mentiras e os mesmos erros, não quero me enganar. Gentilmente me despedi com um forte abraço e fui embora com a alma leve e um sorriso no rosto e talvez, para nunca mais voltar.
"Mistura perfeita"
Aquele não era eu, fiquei totalmente pasmo diante de tanta beleza, eu que era um cara muito muito decidido
e não se abalava por nada, fiquei sem ação no momento, parecia que eu nunca tinha vivido aquela experiência,
acho até que passei vergonha. Ela me comandou totalmente, cada beijo que ela me dava me excitava mais,
tive varias fantasias olhando aquele corpo,porém, não conseguia executar nenhuma…Ah meu amigo, realmente não sei dizer o que aconteceu.
Mas aquela era chance, pena que eu joguei pro ar, eu sei que a culpa não foi minha, mas fico decepcionado com isso.
Eu fui esse caos já ela foi um arranjo perfeito de safadeza com carinho…
Graças a você minha vida mudou do começo ao fim.
Antes de te encontrar eu não sabia o que era ser feliz, não sabia o que era sorrir de verdade, não sabia como minha vida tem valor. Mais graças a você descobri que minha vida tem valor, e agora tenho motivos para sorrir, graças a você.
Quando ela era apenas uma garota
Ela tinha expectativas do mundo
Mas este escapou de seu alcance
E ela capturou as balas com seus dentes
A vida continua, fica tão pesada
A roda corrompe a borboleta
Cada lágrima, uma cachoeira
na noite de tempestade, ela fechou os olhos e sonho com o paraíso
O 6 que era 8
Os dias se alongaram, aram, aram
Minha coluna encurtou, curvada
Os ânimos se passaram, aram, aram
Minha respiração estancou, estacionada
Dentro de minha'alma, falta alma,
Os dentes querem morder, lamber
Meu coração que derrama, lama, ama
Na cabeça, imaginação podia não ser, saber.
Quero pífanos, rabecas e acordeons
Contra baixos-acústicos, guitarras elétricas distorcidas e baterias
Gaitas de fole, de boca, de mão, qualquer coisa com som!
Mais alto que a angústia existencialista, a teimosia
Mais grave que a dor interior, o rancor.
Amor, volte, toque-me, sopre-me, deseje-me, tangendo alegria!
Idai, você só era mais uma ilusão, algo impossível de ser alcançado, e mesmo assim eu tentei, tentei, não consegui e desisti de você.
Lembro-me que o tacho não sai do fogão de lenha…
Era doce quentinho da hora…
Era doce delicioso e disputávamos quem iria rapar o tacho…
Que sonhos deliciosos e vividos tão reais.
Tão nossos…tão meus!
Uma vez um certo garoto me contou que algo procurava, por mares viajava e que para ele era muito importante. Estava sempre a procurar, mas realmente era muito dificil de encontrar, ninguém tinha ou ao menos sabia explicar. Ele sempre dizia que iria tentar buscar e recomeçar, o quanto precisasse não importando seu fraquejar. Muitas vezes enganado e ferido se colocava a orar, e seu Pai sempre lhe pedia calma, pois sua vez iria chegar. Bastava respirar, acreditar e continuar a velejar. Em confissão de amigo me falou do perigo que era amar. E me disse que as coisas bonitas, nem sempre infinitas, a todos deveriam alcançar. E então logo partindo foi a se sujeitar. Em um dia de outono, sem rumo e sem dono sentou-se aos pés de uma árvore a pensar, em como seriam seus dias se uma utopia vivia e mais longe deveria estar. Certo dia um livro perdido e encontrado mudou este verso com enigmas perdidos para ele então desvendar. E desde este evento encontrou a motivação que estava a buscar. Voltava a sorrir, e se sentia feliz por assim estar; que também tinha seus receios, mas que era bem diferente e não iria recuar, de frente iria ficar, em um simples complexo, sem se preocupar. Meus conselhos ao garoto foram sóbrios, até cheguei a lhe alertar, mas quem disse que ele iria me escutar? Ele cantarolou e escreveu, deste livro leu e um mapa foi a pintar, e sua mente em moradia finalmente se fez um lar. E então contava os minutos para novamente em suas páginas estar. Perdeu a conta de quantas vezes pensou em sua escrita e sentiu sua falta de verdade em ansiedade. Contentou-se em sentar a sua espera, com seu presente em mãos e a viola no chão, sentia um vão. Na luta contra o tempo não há argumento então, já em seus aposentos veio a repousar. Logo o garoto tornava a velejar. Eu sei que ele não me ouviu e nem me ouvirá. E no fundo, realmente no mar mais profundo eu sei que a si mesmo ele encontrará. E nunca mais voltará ao solo, nem por um segundo, não. E eu então saberei realmente que ele sempre teve razão.
Achava que tudo era tão perfeito, te dei o meu amor, te dei tudo que eu tinha, me entreguei a você como se eu fosse realmente seu, você dizia que me amava como amava a si mesmo, eu chorara tanto por você, que olhava para mim no mesmo no espelho e me perguntava "Será que sou realmente forte ou sou mais um fraco que não luta para ser livre?"
Moda para alguns é cantar "Camaro amarelo".
Sou do tempo em que a onda era "Brasília amarela", dos Mamonas.
Na Grécia antiga a Ética era a toga de um homem. Sem ela ele se sentia nu. Hoje, no ritmo da moda, a Ética é um adereço, uma tiara ou mesmo uma fivela de cabelo. Tem gente que usa, tem gente que não usa. E se usar, usa do jeito que quiser.
Houve um tempo em que não havia espelhos e a própria imagem era algo inviável de se imaginar... Houve um tempo em que os sons eram de uma única vez, de várias vezes que fosse, mas sem gravação e sua farta audição em qualquer momento e lugar. Como, pois, ouvir a mesma música mais de uma vez a não ser que se voltasse ao ambiente onde ela poderia ser escutada ou se, em tendo como, o próprio ouvinte lha tocasse? Difícil... Ouve o tempo? Não! O tempo é a régua do andar do espaço e não pode ser ouvido. Importantíssimo e quase inócuo, ele é o tecido que encobre a entretela do suposto acaso. Estamos aqui e, se não há limites ao ser, há uma direção que emerge, ou se alimenta, do ocaso. A vida é, também, medida pelo tamanho da morte de cada vivente.
