Era

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Perder todas as esperanças era libertador. (Clube da Luta)

Não confie em ninguém , pois lembre-se o diabo era um Anjo..

Ela não queria mais chorar, mas era tudo o que podia fazer no momento.

Eu precisava urgentemente de uma bebida. Era sábado, a cidade inteira estava bêbada.

Não era amor, era melhor.

Martha Medeiros

Nota: Trecho de crônica de Martha Medeiros.

É, só eu sei quanto amor eu guardei sem saber que era só pra você.

Tom Jobim

Nota: Letra da música "Só Tinha de Ser Com Você"

A ignorância é mais letal que as armas...
bem vindo a era que decidiram juntar os dois.

Conversar com Deus
Resolvi falar com Deus esses dias...

Era um papo bem intimo, eu ia falar sobre minha vida, meus planos, medos, certezas e inseguranças

Não se tratavam de pedidos ou qualquer coisa do tipo, eram apenas palavras de alguém que não tinha mais ninguém que a pudesse ouvir.

Fui até o fundo da casa, em uma área aonde tinham algumas arvores e me sentei ali mesmo no chão embaixo de uma sombra.

Chamei Ele uma , duas e até três vezes. Tive certeza de que estava sendo ouvida quando uma manga caiu ao chão. Frutos caem no chão a todo momento, mas não quando o pé não produz nada a anos.

Comecei a conversa um pouco tímida, fazia tempo que eu não fazia isso. Falei sobre a minha família e o quanto eu sou feliz por tê-los ao meu lado, mesmo sabendo que eles tem tantos defeitos.

Contei dos meus amigos e que eles as vezes me decepcionam, mas que tento levar em consideração já que eu devo magoa-los a todo momento tambem e não perceber que eu faço isso.

Falei sobre o meu trabalho, as coisas que acontecem lá, as dificuldades que eu as vezes encontro. Com o passar do tempo a timidez já tinha ido embora e eramos só eu e Deus.

Tive a certeza de que Ele deixou tudo parado e veio me ouvir falar, parecia que Ele estava sentando a minha frente e que escutava sem perder uma só palavra. Eu tive essa sensação durante todo o tempo.

Mostrei pra Deus alguns projetos meus e Ele riu, contei dos meus medos e inseguranças, Ele segurou a minha mão e quando eu não tinha mais nada além de lágrimas Ele me abraçou.

Ele enxugou minhas lágrimas uma a uma e me deu um embrulho. Pediu que eu não abrisse esse pacote na hora, que eu esperasse alguns minutos.

Me disse que dentro dele tinha tudo o que eu precisava pra minha vida e me convidou pra essa conversa mais vezes. Me avisou que elas podem ser feitas em qualquer lugar do planeta, mas que sejam apenas eu e ELE.

Me abraçou mais uma vez e me disse pra ver o meu presente e caso eu não goste seria possivel fazer a troca. Me deu um beijo na testa e afagou meus cabelos.

Quando abri o pacote as lágrimas tomaram conta do meu rosto, mas não eram as mesmas lágrimas que Ele enxugou, eram lágrimas de gratidão.

O que tinha dentro do pacote?

Um bilhete que me dizia assim:

'- Não temas, pois sou teu Deus, te conheço desde antes de sua existência. Vista essa capa de proteção, se alimente com o perdão, beba da coragem e caminhe junto a lealdade e verdade. Não esqueça da esperança e da paciência. Ali no fundo tem uma mochila pra que você coloque todos os seus problemas e quando não suportar mais carregá-los mande-os a mim e tratei de resolve-los. Nunca se esqueça as coisas não são ao seu tempo , mas sim ao meu tempo. Por isso aquiete o seu coração e descanse. Mesmo quando o mundo se levantar contra você, lembre-se que EU sou Deus de impossivel.Para os seus erros e tropeços há perdão. Você é humano e vai errar algumas vezes, mas não deixe de caminhar por isso. Agora vá e faça tudo aquilo que eu predeterminei a você. Use o seu talento em prol das pessoas que precisam, use o seu dom para falar aqueles que precisam de paz e alento. Não temas jamais, pois sou teu Deus e quando você achar que é dificil demais caminhar , Eu te pego em meus braços. O seu Deus é um Deus de milagre, por isso acredite até quando tudo te mostrar o contrário. Se levanta e vence! Sou contigo!'

Quando eu era pequena e alguma parte do meu corpo doía minha mãe sempre me dizia que era porque eu estava crescendo. Hoje adulta eu entendo o que a minha mãe queria dizer, e toda vez que alguém ou alguma situação me machuca eu lembro do que a minha mãe dizia, ai sei que estou crescendo.

Certa vez em minha viida eu quis acreditar que somente
quem amava era os tolos, porque afinal que sentimento era esse
que me fazia chorar, sofrer...eu não queria mais amar...foi quando eu
te conheci e descobri que na verdade eu nunca hávia amado ninguém, que
aquilo que eu acreditava ser amor, era loucura, era persistência em um
relacionamento fracassado, era costume, era uma mistura de muita coisa, menos de amor...Porque amor mesmo eu descobri quando te conheci, quando eu passei a perceber que para amar não precisa estar grudado, quem ama não tem sentimento de posse, quem ama confia, quem ama quer bem ao outro, mesmo que para isso tenha que abrir mão de algum conceito, quem ama mesmo distante leva o outro no coração e a certeza de que tudo vai ficar bem!
Te amOo!

Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia somente dentro dela.

Quase

Um pouco mais de sol - eu era brasa.
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
[...]

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...

Mário de Sá-Carneiro

Nota: Trecho do poema "Quase" de Mário de Sá-Carneiro

A verdadeira violência, a violência que percebi que era indesculpável, é a violência que fazemos com nós mesmos, quando temos medo de ser quem realmente somos.

E até agora eu jurei pra mim mesma
Que eu era feliz com a solidão
Porque nada disso nunca valeu o risco
Mas você é a única exceção!

O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser.

Milan Kundera
A insustentável leveza do ser. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.

(...) quando percebi que eu sou poetisa fiquei triste porque o excesso de
imaginação era demasiado.

Descrevo que era Realmente Naquele Tempo a Cidade da Bahia

A cada canto um grande conselheiro,
que nos quer governar cabana, e vinha,
não sabem governar sua cozinha,
e podem governar o mundo inteiro.

Em cada porta um freqüentado olheiro,
que a vida do vizinho, e da vizinha
pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
para a levar à Praça, e ao Terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,
trazidos pelos pés os homens nobres,
posta nas palmas toda a picardia.

Estupendas usuras nos mercados,
todos, os que não furtam, muito pobres,
e eis aqui a cidade da Bahia.

No começo eu era só certezas.
No meio eu era só dúvidas.
Agora é o final
e eu só duvido.

Estrelas-do-mar

Era uma vez um escritor que morava em uma tranquila praia, junto de uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar e à tarde ficava em casa escrevendo. Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto, reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.

– Por que está fazendo isso? – perguntou o escritor.

– Você não vê? – explicou o jovem. – A maré está baixa e o sol está brilhando. Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia.

O escritor espantou-se.

– Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma.

O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor.

– Para essa aqui eu fiz a diferença.

Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã, voltou à praia, procurou o jovem, uniu-se a ele e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.

Sejamos, portanto, mais um dos que querem fazer do mundo um lugar melhor.

Sejamos a diferença!

Desconhecido

Nota: Adaptação da história "The Star Thrower", do antropólogo e escritor norte-americano Loren Eiseley, publicada em 1969.

...Mais

Seu drama não era o drama do peso, mas da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser.

Milan Kundera
A insustentável leveza do ser. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.